Procurada, a Polícia Federal diz que não comenta investigações em andamento. A defesa de Vorcaro afirmou que não vai comentar o tema. (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal está investigando a relação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com grupos de mídia com forte presença na internet. As relações tinham características diferentes. De um, Vorcaro seria sócio. Aos outros investigados, ele pagaria por conteúdo favorável.
Segundo apurou a coluna, Vorcaro teria feito diversos aportes em pelo menos seis sites de grande alcance no setor, que atuam na internet, especialmente em redes sociais, como o Instagram. A relação promíscua entre Vorcaro e os responsáveis por essas empresas acontecia desde 2024, segundo a PF.
Os nomes da maioria são mantidos em sigilo até o momento. Entre as investigadas, está o site O Bastidor. Em nota o site diz que “salvo nova informação em contrário, o Bastidor não é investigado pela Polícia Federal nesse caso”. A investigação se dá por conversas com Vorcaro sobre conteúdos e publicidade obtidas pela PF.
Na semana passada, o site afirmou que era “irresponsável e leviano” associar relações comerciais comuns a qualquer veículo de comunicação a suposto “esquentamento” de notícia, acrescentando que a relação comercial é longeva.
Procurada, a Polícia Federal diz que não comenta investigações em andamento. A defesa de Vorcaro afirmou que não vai comentar o tema.
Segundo a investigação, em troca de pagamentos, as empresas de comunicação publicavam conteúdo que era do interesse de Vorcaro, inclusive com ataques a concorrentes no setor bancário, como bancos e outros tipos de instituições financeiras.
A PF deseja entender se estes conteúdos eram publicados para causar medo apenas a adversários pessoais de Vorcaro ou a pessoas com quem ele tinha alguma desavença profissional.
Ao pagar alguns destas empresas, Daniel Vorcaro não atuava pessoalmente, mas usava intermediários para pagamentos e pedidos de reportagens.
Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, acusado de liderar um esquema de fraude estimada em R$ 12 bilhões, que criou carteiras falsas de crédito.
Na semana passada, Vorcaro foi preso novamente sob suspeita de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e interferência nas investigações do caso da liquidação do Banco Master.
Entre as acusações, estavam tentativas de intimidação por Vorcaro, como a do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Contra o jornalista, foi planejado um assalto com o objetivo de intimidá-lo.
“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu Vorcaro, segundo trecho reproduzido no processo.
Veja a nota enviada pelo O Bastidor na semana passada:
O portal O Bastidor e o jornalista Diego Escosteguy, fundador e diretor-geral do veículo, esclarecem que, ao contrário do que indica a publicação da coluna acerca da representação da PF, a relação com o empresário citado nos autos sempre foi estritamente profissional, no âmbito da atividade jornalística, caracterizando-se como relação de fonte — prática legítima, comum e indispensável ao exercício da imprensa.
A matéria mencionada no inquérito da Polícia Federal (como todas as reportagens publicadas sobre o caso) foi produzida com base em informações obtidas junto a fontes, documentos e apuração própria, seguindo critérios editoriais. Não houve direcionamento de conteúdo por parte de terceiros, tampouco qualquer comprometimento da autonomia jornalística.
São os mesmos padrões editoriais e o mesmo profissionalismo que guiam a carreira de Diego Escosteguy há 24 anos. É lamentável que a prática cotidiana de jornalismo crítico e alicerçado em evidências seja alvo de ilações e informações descontextualizadas e adjetivadas por agentes da lei.
É igualmente irresponsável e leviano associar relações comerciais comuns a qualquer veículo de comunicação, em datas pretéritas, e não contemporâneas, a suposto “esquentamento” de notícia meses depois.
Uma simples consulta ao site do Bastidor pode verificar a publicação sistemática de notícias críticas e profissionais sobre a crise do Master e seus diferentes aspectos.
Os valores mencionados referem-se a contratos de patrocínio e publicidade, prática regular no mercado de comunicação. Assim como qualquer veículo de imprensa, O Bastidor mantém parcerias comerciais que não interferem na linha editorial nem no conteúdo das reportagens.
O Bastidor reafirma o compromisso com o jornalismo profissional e transparente, sempre pautando a atuação pela ética, responsabilidade e rigor na apuração dos fatos, tendo sido o primeiro veículo a investigar e publicar reportagens, com evidências, sobre as suspeitas de fraudes no Banco Master (ainda em 2023) Ainda não tivemos acesso aos autos. Assim que isso ocorrer, tomaremos todas as medidas cabíveis para desfazer narrativas falsas e restabelecer a verdade dos fatos. Com informações da Folha de São Paulo.
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Caso Daniel Vorcaro: Polícia Federal investiga ligação de banqueiro com grupos de mídia
Procurada, a Polícia Federal diz que não comenta investigações em andamento. A defesa de Vorcaro afirmou que não vai comentar o tema. (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal está investigando a relação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, com grupos de mídia com forte presença na internet. As relações tinham características diferentes. De um, Vorcaro seria sócio. Aos outros investigados, ele pagaria por conteúdo favorável.
Segundo apurou a coluna, Vorcaro teria feito diversos aportes em pelo menos seis sites de grande alcance no setor, que atuam na internet, especialmente em redes sociais, como o Instagram. A relação promíscua entre Vorcaro e os responsáveis por essas empresas acontecia desde 2024, segundo a PF.
Os nomes da maioria são mantidos em sigilo até o momento. Entre as investigadas, está o site O Bastidor. Em nota o site diz que “salvo nova informação em contrário, o Bastidor não é investigado pela Polícia Federal nesse caso”. A investigação se dá por conversas com Vorcaro sobre conteúdos e publicidade obtidas pela PF.
Na semana passada, o site afirmou que era “irresponsável e leviano” associar relações comerciais comuns a qualquer veículo de comunicação a suposto “esquentamento” de notícia, acrescentando que a relação comercial é longeva.
Procurada, a Polícia Federal diz que não comenta investigações em andamento. A defesa de Vorcaro afirmou que não vai comentar o tema.
Segundo a investigação, em troca de pagamentos, as empresas de comunicação publicavam conteúdo que era do interesse de Vorcaro, inclusive com ataques a concorrentes no setor bancário, como bancos e outros tipos de instituições financeiras.
A PF deseja entender se estes conteúdos eram publicados para causar medo apenas a adversários pessoais de Vorcaro ou a pessoas com quem ele tinha alguma desavença profissional.
Ao pagar alguns destas empresas, Daniel Vorcaro não atuava pessoalmente, mas usava intermediários para pagamentos e pedidos de reportagens.
Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025, acusado de liderar um esquema de fraude estimada em R$ 12 bilhões, que criou carteiras falsas de crédito.
Na semana passada, Vorcaro foi preso novamente sob suspeita de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e interferência nas investigações do caso da liquidação do Banco Master.
Entre as acusações, estavam tentativas de intimidação por Vorcaro, como a do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Contra o jornalista, foi planejado um assalto com o objetivo de intimidá-lo.
“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu Vorcaro, segundo trecho reproduzido no processo.
Veja a nota enviada pelo O Bastidor na semana passada:
O portal O Bastidor e o jornalista Diego Escosteguy, fundador e diretor-geral do veículo, esclarecem que, ao contrário do que indica a publicação da coluna acerca da representação da PF, a relação com o empresário citado nos autos sempre foi estritamente profissional, no âmbito da atividade jornalística, caracterizando-se como relação de fonte — prática legítima, comum e indispensável ao exercício da imprensa.
A matéria mencionada no inquérito da Polícia Federal (como todas as reportagens publicadas sobre o caso) foi produzida com base em informações obtidas junto a fontes, documentos e apuração própria, seguindo critérios editoriais. Não houve direcionamento de conteúdo por parte de terceiros, tampouco qualquer comprometimento da autonomia jornalística.
São os mesmos padrões editoriais e o mesmo profissionalismo que guiam a carreira de Diego Escosteguy há 24 anos. É lamentável que a prática cotidiana de jornalismo crítico e alicerçado em evidências seja alvo de ilações e informações descontextualizadas e adjetivadas por agentes da lei.
É igualmente irresponsável e leviano associar relações comerciais comuns a qualquer veículo de comunicação, em datas pretéritas, e não contemporâneas, a suposto “esquentamento” de notícia meses depois.
Uma simples consulta ao site do Bastidor pode verificar a publicação sistemática de notícias críticas e profissionais sobre a crise do Master e seus diferentes aspectos.
Os valores mencionados referem-se a contratos de patrocínio e publicidade, prática regular no mercado de comunicação. Assim como qualquer veículo de imprensa, O Bastidor mantém parcerias comerciais que não interferem na linha editorial nem no conteúdo das reportagens.
O Bastidor reafirma o compromisso com o jornalismo profissional e transparente, sempre pautando a atuação pela ética, responsabilidade e rigor na apuração dos fatos, tendo sido o primeiro veículo a investigar e publicar reportagens, com evidências, sobre as suspeitas de fraudes no Banco Master (ainda em 2023)
Ainda não tivemos acesso aos autos. Assim que isso ocorrer, tomaremos todas as medidas cabíveis para desfazer narrativas falsas e restabelecer a verdade dos fatos. Com informações da Folha de São Paulo.
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