Os adversários de Lula, porém, farão tudo para jogá-lo nesse terreno. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao quarto mandato terá como carro-chefe o mote do combate aos privilégios em nova versão do “nós contra eles”. Embora pesquisas indiquem que a maior preocupação dos eleitores está na segurança pública, trata-se de um campo minado para o governo.
Os adversários de Lula, porém, farão tudo para jogá-lo nesse terreno. Certos de que a estratégia da oposição será por aí, ministros já preparam argumentos para enfrentar o debate da segurança e dirigentes do PT levantam problemas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nessa seara.
Flávio é o nome anunciado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela trama golpista e hoje preso, para disputar a eleição ao Palácio do Planalto. A cúpula do Centrão, no entanto, avalia que a candidatura de Flávio não vai além da bolha bolsonarista e alimenta a esperança de que Tarcísio possa assumir esse lugar.
A saída do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, esquentou as discussões a respeito da criação de um ministério exclusivo para a segurança pública. Com ou sem essa pasta, porém, o fato é que o governo vem perdendo para a direita a batalha da comunicação sobre o combate à criminalidade. Além disso, a PEC da Segurança enviada na gestão Lewandowski está empacada no Congresso e o projeto de lei antifacção foi desfigurado.
O pacote “povo x privilégios” que Lula pretende vender na campanha, por sua vez, é visto no Planalto como um tema com potencial de atrair trabalhadores que flertam com o bolsonarismo. A lista inclui propostas como mudanças na jornada de trabalho de seis dias com apenas um de folga, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e taxação dos super-ricos.
O problema é que, enquanto três propostas sobre o fim da escala 6×1 tramitam no Congresso, há muita resistência do setor empresarial para a aprovação de um projeto assim, e isso se reflete tanto na Câmara como no Senado.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tenta construir um acordo para a votação. “Melhorar a vida de quem trabalha, com o fim da escala 6×1, é a próxima meta do governo do presidente Lula, que reduziu o desemprego ao menor índice da história, aumentou o salário e a renda das famílias e isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil”, disse Gleisi.
O governo não gostou do parecer do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O relatório de Gastão desagradou ao Planalto porque, apesar de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantém a escala de seis dias de trabalho com um de folga.
Articuladora política do Planalto com o Congresso, Gleisi corre contra o tempo nas negociações. Além de “tourear” a oposição ao projeto, a ministra precisa andar rápido porque deixará o governo até o início de abril para se candidatar a novo mandato como deputada federal pelo Paraná. Até agora, no entanto, Lula não escolheu quem irá substituí-la. (Coluna de opinião do portal Estadão, por Roseann Kennedy).
https://www.osul.com.br/campanha-para-reeleicao-de-lula-vai-focar-em-nova-versao-de-nos-contra-eles-e-evitar-foco-na-seguranca/ Campanha para reeleição de Lula vai focar em nova versão de “nós contra eles” e evitar foco na segurança 2026-01-11
60% dizem que conhecem, mas não votariam no filho do ex-presidente. (Foto: Agência Senado) Indicado por Jair Bolsonaro para sucedê-lo nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem os mesmos 60% de rejeição do que o pai. De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa terça-feira (16), esse é o porcentual de entrevistados que afirmaram que …
“Bolsonaro é inocente e o tempo mostrará”, escreveu o governador de São Paulo. (Foto: GovSP) Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro foi retirado de sua residência por volta das 6h e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A operação, conduzida de forma discreta, seguiu determinações específicas …
A conversa marca o início de uma tentativa de reaproximação entre Brasília e Washington depois de meses de tensões diplomáticas e comerciais, com o tarifaço de 50% na pauta. (Foto: Reprodução) O encontro entre o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado dos EUA, Marco Rubio, durou cerca de uma hora. …
No Instagram, o ministro comentou o ocorrido: “Ministro da Saúde, mas, sempre, acima de tudo, médico”. (Foto: Reprodução) O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, socorreu no último sábado (27), uma passageira em um avião que deixava Brasília com destino ao Rio de Janeiro. As informações são da assessoria do ministério. Antes de o avião decolar, …
Campanha para reeleição de Lula vai focar em nova versão de “nós contra eles” e evitar foco na segurança
Os adversários de Lula, porém, farão tudo para jogá-lo nesse terreno. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao quarto mandato terá como carro-chefe o mote do combate aos privilégios em nova versão do “nós contra eles”. Embora pesquisas indiquem que a maior preocupação dos eleitores está na segurança pública, trata-se de um campo minado para o governo.
Os adversários de Lula, porém, farão tudo para jogá-lo nesse terreno. Certos de que a estratégia da oposição será por aí, ministros já preparam argumentos para enfrentar o debate da segurança e dirigentes do PT levantam problemas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nessa seara.
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A saída do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, esquentou as discussões a respeito da criação de um ministério exclusivo para a segurança pública. Com ou sem essa pasta, porém, o fato é que o governo vem perdendo para a direita a batalha da comunicação sobre o combate à criminalidade. Além disso, a PEC da Segurança enviada na gestão Lewandowski está empacada no Congresso e o projeto de lei antifacção foi desfigurado.
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O problema é que, enquanto três propostas sobre o fim da escala 6×1 tramitam no Congresso, há muita resistência do setor empresarial para a aprovação de um projeto assim, e isso se reflete tanto na Câmara como no Senado.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tenta construir um acordo para a votação. “Melhorar a vida de quem trabalha, com o fim da escala 6×1, é a próxima meta do governo do presidente Lula, que reduziu o desemprego ao menor índice da história, aumentou o salário e a renda das famílias e isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil”, disse Gleisi.
O governo não gostou do parecer do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O relatório de Gastão desagradou ao Planalto porque, apesar de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantém a escala de seis dias de trabalho com um de folga.
Articuladora política do Planalto com o Congresso, Gleisi corre contra o tempo nas negociações. Além de “tourear” a oposição ao projeto, a ministra precisa andar rápido porque deixará o governo até o início de abril para se candidatar a novo mandato como deputada federal pelo Paraná. Até agora, no entanto, Lula não escolheu quem irá substituí-la. (Coluna de opinião do portal Estadão, por Roseann Kennedy).
https://www.osul.com.br/campanha-para-reeleicao-de-lula-vai-focar-em-nova-versao-de-nos-contra-eles-e-evitar-foco-na-seguranca/
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2026-01-11
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