A Câmara Rio-Grandense do Livro abre a 2ª Feira do Livro da Restinga, celebrando a força da leitura e da cultura na Zona Sul de Porto Alegre.
Foto: Júlia Barros/CRL
A Avenida Macedônia amanheceu diferente nesta quinta-feira, 9 de abril. O espaço, que já se tornou símbolo de convivência comunitária, recebeu a abertura da 2ª Feira do Livro da Restinga, organizada pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). O evento segue até domingo, 12, e reafirma o compromisso de levar literatura e cultura para além do centro da cidade, aproximando o livro das periferias e consolidando a Restinga como território de potência cultural.
Na cerimônia de abertura, a presidente da CRL, Roseni, destacou que a continuidade da feira é fruto de uma semente plantada no ano anterior: “Quando se planta a semente da leitura, colhemos pensamento crítico, imaginação, empatia, cidadania e pertencimento.” O patrono desta edição, Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior, reforçou o orgulho de representar o bairro: “Tenho muito orgulho da Restinga, de onde sempre levei minha identidade e sentimento de pertencimento. Temos uma comunidade potente.”
Literatura como ponte de inclusão
A programação da feira é marcada por encontros entre autores e estudantes, rodas de conversa sobre ancestralidade e cultura, oficinas e apresentações artísticas. Mais do que um espaço de venda de livros, a Restinga se transforma em palco de valorização da identidade local e de democratização do acesso à leitura.
Esse modelo comunitário contrasta com grandes eventos literários, como a Feira do Livro de Porto Alegre, que atrai multidões ao centro da cidade e é reconhecida como uma das maiores da América Latina. Enquanto o evento tradicional se destaca pela dimensão e pela visibilidade, a Feira da Restinga aposta na proximidade: leva o livro para dentro do bairro, onde muitas vezes o acesso a livrarias e bibliotecas é restrito.
O impacto das feiras comunitárias
Experiências semelhantes em outras regiões mostram que iniciativas locais ampliam o alcance da leitura e criam novos públicos. Crianças e jovens que participam de feiras comunitárias tendem a aumentar sua frequência de leitura e a procurar bibliotecas escolares com mais assiduidade. Professores relatam maior engajamento dos alunos em projetos literários, e famílias participam juntas das atividades, criando um diálogo intergeracional em torno dos livros.
Além disso, surgem redes culturais que se mantêm ativas após o evento, organizando saraus, clubes de leitura e oficinas. A feira também movimenta a economia criativa, dando espaço a editoras independentes, livreiros e artistas locais. Comparada a outros veículos culturais, como festivais de música ou feiras gastronômicas, a Feira da Restinga tem um diferencial: ela não apenas entretém, mas forma. Enquanto um festival pode gerar pertencimento pela celebração coletiva, a feira literária cria pertencimento pela palavra, pela história e pela memória.
Um projeto de futuro
Fundada em 1963, a Câmara Rio-Grandense do Livro tem como missão fomentar a literatura e apoiar a formação de novos leitores. Ao organizar feiras comunitárias como a da Restinga e a do Jardim Dona Leopoldina, a instituição amplia seu alcance e reafirma que o livro é um direito cultural.
A 2ª Feira do Livro da Restinga, portanto, não é apenas um evento. É um projeto de inclusão que fortalece a autoestima da comunidade e planta sementes para uma sociedade mais leitora e crítica. Ao aproximar autores e leitores, literatura e cotidiano, o bairro reafirma sua potência cultural e mostra que o livro, quando chega às periferias, transforma vidas. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
Serviço 2ª Feira do Livro da Restinga Local: Avenida Macedônia, Restinga – Porto Alegre – RS Data: 09 a 12 de abril Horários: Dias úteis: 9h às 20h | Final de semana: 10h às 19h
Número de ocorrências tem diminuído nos últimos anos. (Foto: GAI Media) Balanço divulgado nessa quarta-feira (14) pela prefeitura de Porto Alegre contabiliza um total de 59 assaltos nos ônibus do transporte público da cidade ao longo de 2025. Os dados são do Fórum Transporte Seguro, colegiado que reúne representantes de segmentos direta ou indiretamente ligados …
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Câmara Rio-Grandense do Livro abre a 2ª Feira do Livro da Restinga
A Câmara Rio-Grandense do Livro abre a 2ª Feira do Livro da Restinga, celebrando a força da leitura e da cultura na Zona Sul de Porto Alegre.
Foto: Júlia Barros/CRL
A Avenida Macedônia amanheceu diferente nesta quinta-feira, 9 de abril. O espaço, que já se tornou símbolo de convivência comunitária, recebeu a abertura da 2ª Feira do Livro da Restinga, organizada pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). O evento segue até domingo, 12, e reafirma o compromisso de levar literatura e cultura para além do centro da cidade, aproximando o livro das periferias e consolidando a Restinga como território de potência cultural.
Na cerimônia de abertura, a presidente da CRL, Roseni, destacou que a continuidade da feira é fruto de uma semente plantada no ano anterior: “Quando se planta a semente da leitura, colhemos pensamento crítico, imaginação, empatia, cidadania e pertencimento.” O patrono desta edição, Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior, reforçou o orgulho de representar o bairro: “Tenho muito orgulho da Restinga, de onde sempre levei minha identidade e sentimento de pertencimento. Temos uma comunidade potente.”
Literatura como ponte de inclusão
A programação da feira é marcada por encontros entre autores e estudantes, rodas de conversa sobre ancestralidade e cultura, oficinas e apresentações artísticas. Mais do que um espaço de venda de livros, a Restinga se transforma em palco de valorização da identidade local e de democratização do acesso à leitura.
Esse modelo comunitário contrasta com grandes eventos literários, como a Feira do Livro de Porto Alegre, que atrai multidões ao centro da cidade e é reconhecida como uma das maiores da América Latina. Enquanto o evento tradicional se destaca pela dimensão e pela visibilidade, a Feira da Restinga aposta na proximidade: leva o livro para dentro do bairro, onde muitas vezes o acesso a livrarias e bibliotecas é restrito.
O impacto das feiras comunitárias
Experiências semelhantes em outras regiões mostram que iniciativas locais ampliam o alcance da leitura e criam novos públicos. Crianças e jovens que participam de feiras comunitárias tendem a aumentar sua frequência de leitura e a procurar bibliotecas escolares com mais assiduidade. Professores relatam maior engajamento dos alunos em projetos literários, e famílias participam juntas das atividades, criando um diálogo intergeracional em torno dos livros.
Além disso, surgem redes culturais que se mantêm ativas após o evento, organizando saraus, clubes de leitura e oficinas. A feira também movimenta a economia criativa, dando espaço a editoras independentes, livreiros e artistas locais. Comparada a outros veículos culturais, como festivais de música ou feiras gastronômicas, a Feira da Restinga tem um diferencial: ela não apenas entretém, mas forma. Enquanto um festival pode gerar pertencimento pela celebração coletiva, a feira literária cria pertencimento pela palavra, pela história e pela memória.
Um projeto de futuro
Fundada em 1963, a Câmara Rio-Grandense do Livro tem como missão fomentar a literatura e apoiar a formação de novos leitores. Ao organizar feiras comunitárias como a da Restinga e a do Jardim Dona Leopoldina, a instituição amplia seu alcance e reafirma que o livro é um direito cultural.
A 2ª Feira do Livro da Restinga, portanto, não é apenas um evento. É um projeto de inclusão que fortalece a autoestima da comunidade e planta sementes para uma sociedade mais leitora e crítica. Ao aproximar autores e leitores, literatura e cotidiano, o bairro reafirma sua potência cultural e mostra que o livro, quando chega às periferias, transforma vidas. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
Serviço
2ª Feira do Livro da Restinga
Local: Avenida Macedônia, Restinga – Porto Alegre – RS
Data: 09 a 12 de abril
Horários: Dias úteis: 9h às 20h | Final de semana: 10h às 19h
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