Atual presidente vai tentar o seu quarto mandato e repetir a chapa de 2022, ao lado de Geraldo Alckmin. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice-presidente na chapa que irá concorrer à reeleição em outubro. O anúncio ocorreu durante a reunião ministerial dessa terça-feira (31), no Palácio do Planalto, quando o presidente citou a saída de Alckmin do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), pasta da qual ele é ministro.
“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.
Com a decisão de manter a atual chapa para as eleições gerais deste ano, Lula e Alckmin repetem a aliança que, em 2022, simbolizou o que ficou conhecido como “frente ampla”.
Esta é a segunda vez que Lula repete a escolha de vice em uma candidatura. A primeira foi com José de Alencar, que ocupou a vice-presidência em seus dois primeiros mandatos (2003-2006 e 2007-2010). Antes disso, Lula teve tentativas frustradas de chegar à Presidência, em 1989, 1994 e 1998, quando ainda buscava consolidar alianças mais amplas, especialmente no campo da esquerda.
Veja a seguir quem foram os outros vices de Lula, seus papéis nas respectivas campanhas e os objetivos por trás das estratégias de escolha:
* José Paulo Bisol (1989)
Bisol foi candidato a vice-presidente na primeira vez em que Lula concorreu à Presidência da República, em 1989. Advogado gaúcho, atuou na política como deputado estadual (1983-1987) e senador (1987-1995), além de ter integrado a chapa presidencial naquele ano.
Na época, o PT levou em consideração seu perfil técnico, o histórico de oposição à ditadura e a atuação na construção democrática.
Embora tenha disputado a eleição pelo PSB, Bisol também ficou conhecido por sua passagem pelo MDB e por ter sido um dos fundadores do PSDB. Morreu em 26 de junho de 2021.
* Aloizio Mercadante (1994)
Atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mercadante substituiu Bisol e foi o candidato a vice de Lula em 1994, quando o petista tentou pela 2ª vez ser presidente.
Foi a única eleição em que o PT escolheu um integrante do próprio partido para compor a chapa com Lula. No contexto econômico dos anos 1990, a decisão buscou oferecer uma resposta técnica ao recém-criado Plano Real, associado a Fernando Henrique Cardoso.
Economista formado pela USP, participou da elaboração de programas econômicos do PT e de campanhas presidenciais. Em sua trajetória política, foi deputado federal (1991-1995) e senador por São Paulo (2003-2011), além de ter ocupado os cargos de ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.
* Leonel Brizola (1998)
Fundador do PDT, Leonel Brizola foi escolhido como vice de Lula em 1998, em uma tentativa de fortalecer a aliança de esquerda contra a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.
Herdeiro político de Getúlio Vargas e João Goulart, Brizola simbolizava o movimento trabalhista, enquanto Lula representava o sindicalismo.
Engenheiro formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), construiu uma longa trajetória na política: foi deputado estadual, deputado federal, prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além de presidir nacionalmente o PDT. Morreu em 21 de junho de 2004.
* José Alencar (2002 e 2006)
A aliança entre Lula e José Alencar foi vista como decisiva para viabilizar a campanha de 2002, ao aproximar a esquerda do PT de um perfil considerado mais “moderado”. Empresário de destaque no setor têxtil, Alencar era fundador e um dos principais nomes do grupo Coteminas.
Natural de Minas Gerais, foi candidato ao governo do estado em 1994, pelo então PMDB (atual MDB), e eleito senador em 1998. Posteriormente, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e, mais tarde, ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Sua presença na chapa foi estratégica para ampliar a base eleitoral no Sudeste. Morreu em 29 de março de 2011.
Geraldo Alckmin é um dos principais articuladores do governo Lula nas áreas de economia, indústria e nas relações com o setor privado.
Paulista de Pindamonhangaba e médico de formação, consolidou-se como um dos principais políticos de São Paulo pelo PSDB, partido que deixou em 2022 ao se filiar ao PSB para compor a chapa com o atual presidente.
A aliança entre os dois marcou uma tentativa de ampliar o apoio político à campanha, unindo partidos de esquerda e de centro.
Antes de assumir a vice-presidência, já tinha sido vereador em Pindamonhangaba, deputado estadual na Alesp, deputado federal constituinte em 1988, vice-governador de São Paulo (1995-2001) e governador do estado em dois períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018. (Com informações do portal de notícias g1)
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“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula.
Com a decisão de manter a atual chapa para as eleições gerais deste ano, Lula e Alckmin repetem a aliança que, em 2022, simbolizou o que ficou conhecido como “frente ampla”.
Esta é a segunda vez que Lula repete a escolha de vice em uma candidatura. A primeira foi com José de Alencar, que ocupou a vice-presidência em seus dois primeiros mandatos (2003-2006 e 2007-2010). Antes disso, Lula teve tentativas frustradas de chegar à Presidência, em 1989, 1994 e 1998, quando ainda buscava consolidar alianças mais amplas, especialmente no campo da esquerda.
Veja a seguir quem foram os outros vices de Lula, seus papéis nas respectivas campanhas e os objetivos por trás das estratégias de escolha:
* José Paulo Bisol (1989)
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* Aloizio Mercadante (1994)
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Foi a única eleição em que o PT escolheu um integrante do próprio partido para compor a chapa com Lula. No contexto econômico dos anos 1990, a decisão buscou oferecer uma resposta técnica ao recém-criado Plano Real, associado a Fernando Henrique Cardoso.
Economista formado pela USP, participou da elaboração de programas econômicos do PT e de campanhas presidenciais. Em sua trajetória política, foi deputado federal (1991-1995) e senador por São Paulo (2003-2011), além de ter ocupado os cargos de ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.
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Natural de Minas Gerais, foi candidato ao governo do estado em 1994, pelo então PMDB (atual MDB), e eleito senador em 1998. Posteriormente, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e, mais tarde, ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Sua presença na chapa foi estratégica para ampliar a base eleitoral no Sudeste. Morreu em 29 de março de 2011.
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