O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados.
Em discurso, Lula afirmou que o entendimento marca um avanço na parceria estratégica entre os dois países e reforça a cooperação nas áreas de energia renovável e transição energética.
“Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula.
“No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, continuou.
Segundo Modi, o entendimento “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”.
O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos. A Índia, que busca reduzir a dependência da China, tem investido na expansão da produção interna, na reciclagem e na diversificação de fornecedores.
Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial. Neste sábado, foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para discutir a ampliação da cooperação bilateral.
Os dois líderes também trataram da expansão das trocas comerciais, que superaram US$ 15 bilhões em 2025. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina, e os dois países têm a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030.
Após a agenda na Índia, Lula segue para a Coreia do Sul, onde terá reuniões com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial.
Além do documento sobre os minérios, Lula expressou a intenção de ampliar o acordo entre Mercosul e Índia para um acordo de livre-comércio. “Dois mercados tão importantes como o Brasil e a Índia precisam de um arcabouço mais abrangente e ambicioso”, disse.
As declarações foram feitas na manhã deste sábado (21), no horário de Brasília, ao lado de Modi, em Nova Déli, na Índia, onde o presidente se encontra para uma visita de Estado e para participar da Cúpula de Impacto sobre Inteligência Artificial.
Em formato de memorando de entendimento, o texto sobre minerais críticos e terras raras determina que os países irão cooperar entre si, ou seja, trata-se de um guarda-chuva político de intenções que depende dos governos para ser cumprido. O texto também não permite que um lado cobre formalmente o outro em caso de não implementação do que foi determinado.
Se cumprido, o acordo pode impactar diversas indústrias no longo prazo, como a de energias renováveis, a de carros elétricos, a da aviação, a militar e a de semicondutores, por exemplo.
Com validade de cinco anos, o documento segue o tom de outros memorandos do mesmo tipo, reforça o interesse de cooperação na área de mineração e foca em transferência de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e mineração. Determina também que cada país deve financiar as despesas das atividades sob sua responsabilidade relacionadas à implementação do memorando. Com informações do portal G1 e Folha de São Paulo.
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Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos e terras raras
O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras, anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O acordo amplia a cooperação em minerais estratégicos para tecnologias como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de jatos e mísseis guiados.
Em discurso, Lula afirmou que o entendimento marca um avanço na parceria estratégica entre os dois países e reforça a cooperação nas áreas de energia renovável e transição energética.
“Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula.
“No marco da Aliança Global para Biocombustíveis, nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global”, continuou.
Segundo Modi, o entendimento “é um passo importante para construir cadeias de suprimento resilientes”.
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Lula chegou a Nova Délhi na quarta-feira (18) para participar de uma cúpula global sobre inteligência artificial. Neste sábado, foi recebido com cerimônia oficial, prestou homenagens a Mahatma Gandhi e se reuniu com Modi para discutir a ampliação da cooperação bilateral.
Os dois líderes também trataram da expansão das trocas comerciais, que superaram US$ 15 bilhões em 2025. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina, e os dois países têm a meta de elevar o comércio bilateral a US$ 20 bilhões até 2030.
Após a agenda na Índia, Lula segue para a Coreia do Sul, onde terá reuniões com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial.
Além do documento sobre os minérios, Lula expressou a intenção de ampliar o acordo entre Mercosul e Índia para um acordo de livre-comércio. “Dois mercados tão importantes como o Brasil e a Índia precisam de um arcabouço mais abrangente e ambicioso”, disse.
As declarações foram feitas na manhã deste sábado (21), no horário de Brasília, ao lado de Modi, em Nova Déli, na Índia, onde o presidente se encontra para uma visita de Estado e para participar da Cúpula de Impacto sobre Inteligência Artificial.
Em formato de memorando de entendimento, o texto sobre minerais críticos e terras raras determina que os países irão cooperar entre si, ou seja, trata-se de um guarda-chuva político de intenções que depende dos governos para ser cumprido. O texto também não permite que um lado cobre formalmente o outro em caso de não implementação do que foi determinado.
Se cumprido, o acordo pode impactar diversas indústrias no longo prazo, como a de energias renováveis, a de carros elétricos, a da aviação, a militar e a de semicondutores, por exemplo.
Com validade de cinco anos, o documento segue o tom de outros memorandos do mesmo tipo, reforça o interesse de cooperação na área de mineração e foca em transferência de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e mineração. Determina também que cada país deve financiar as despesas das atividades sob sua responsabilidade relacionadas à implementação do memorando. Com informações do portal G1 e Folha de São Paulo.
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