Bolsonaristas foram surpreendidos pela dimensão dos atos do último domingo (21). (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
“Semana-bomba”. É assim que aliados de Jair Bolsonaro de dentro e de fora do Congresso têm se referido, em reservado, aos acontecimentos dos últimos dias. Desde a aprovação da urgência da anistia na quarta-feira passada (17), os bolsonaristas foram do céu ao inferno num curto intervalo de tempo.
A convocação das manifestações de domingo (21) contra a PEC da Blindagem, que dificulta a investigação de parlamentares, e contra a anistia do ex-presidente e condenados pelo 8 de Janeiro marcaram o início da “maré de azar bolsonarista”.
Surpreendidos pela dimensão dos atos, que chegaram a superar o tamanho de manifestações de grande porte convocadas pela direita, como o último 7 de Setembro na Avenida Paulista, os bolsonaristas passaram a criticar a vinculação da PEC da Blindagem à anistia.
Os líderes do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante e Zucco, e no Senado, Rogério Marinho, entraram no radar das queixas de expoentes da direita por terem articulado a votação da anistia próxima a uma pauta tóxica como a blindagem dos parlamentares.
O revés de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Câmara dos Deputados, após ser nomeado como líder pelo PL para não ter as faltas contabilizadas e, assim, evitar sua cassação, foi outro banho de água fria.
Os elogios inesperados de Donald Trump a Lula durante a Assembleia Geral da ONU foram outro fator, que segundo aliados do ex-presidente, coroou a “semana-bomba”. Apesar de a ordem ser minimizar a fala do presidente americano de que ele e o petista tiveram uma “ótima química”, o gesto esvazia a narrativa de que só Eduardo Bolsonaro e seus aliados têm o monopólio do acesso ao americano.
“Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal”, disse Trump em seu discurso sobre Lula.
A torcida para que a conversa marcada para a semana que vem entre ambos sobre o tarifaço não prospere passou a ser o foco dos aliados de Jair Bolsonaro, que temem que a aproximação entre os dois presidentes possa enterrar de vez a anistia. (Com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/bolsonaristas-vivem-semana-bomba-com-manifestacoes-anistia-e-elogios-de-trump-a-lula/ Bolsonaristas vivem “semana-bomba”, com manifestações, anistia e elogios de Trump a Lula 2025-09-24
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Bolsonaristas vivem “semana-bomba”, com manifestações, anistia e elogios de Trump a Lula
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“Semana-bomba”. É assim que aliados de Jair Bolsonaro de dentro e de fora do Congresso têm se referido, em reservado, aos acontecimentos dos últimos dias. Desde a aprovação da urgência da anistia na quarta-feira passada (17), os bolsonaristas foram do céu ao inferno num curto intervalo de tempo.
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A torcida para que a conversa marcada para a semana que vem entre ambos sobre o tarifaço não prospere passou a ser o foco dos aliados de Jair Bolsonaro, que temem que a aproximação entre os dois presidentes possa enterrar de vez a anistia. (Com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo)
https://www.osul.com.br/bolsonaristas-vivem-semana-bomba-com-manifestacoes-anistia-e-elogios-de-trump-a-lula/
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2025-09-24
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