Em publicação nas redes sociais, presidente afirma que gestão está empenhada em combater que financia e comanda facções. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Após ter chamado a megaoperação no Rio de Janeiro de “matança” em entrevista a jornalistas estrangeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo está atuando para quebrar a “espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado”. Segundo ele, o foco é “nos cabeças do crime”, ou seja, quem financia e comanda as facções.
“O Governo do Brasil está atuando para quebrar a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado. Com mais inteligência, integração entre as forças de segurança e foco nos cabeças do crime -quem financia e comanda as facções”, escreveu Lula, nessa quarta-feira (5) na rede social X (antigo Twitter).
Na publicação, Lula citou alguns dados da gestão federal desde 2023 no âmbito do combate ao crime. “Desde 2023, as ações do Governo já retiraram R$ 19,8 bilhões das mãos de criminosos, o maior prejuízo já imposto ao crime, enfraquecendo lideranças e redes financeiras. O número de operações da Polícia Federal cresceu 80% desde 2022, saltando de 1.875 para 3.393 em 2024. Em 2025, já são 2.922 até outubro”, comentou.
Ele elencou algumas ações tomadas pelo governo, como a da semana passada, quando o presidente enviou ao Congresso o projeto de lei (PL) Antifacção. Nos últimos meses, encaminhou também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. “Essas medidas completam o ciclo da segurança: investigação mais eficaz, integração institucional e base legal sólida – uma combinação que consolida o enfrentamento ao crime no Brasil”, disse o chefe do Executivo federal.
A declaração de Lula desta tarde ocorre horas depois de o presidente ter concedido uma entrevista a veículos estrangeiros, onde abordou a megaoperação. “É importante ver em que condições se deu (a operação)”, disse. “A ordem do juiz era uma ordem de prisão, não uma ordem de matança, e houve uma matança.”
A operação policial de 28 de outubro foi a mais letal da história do Brasil. Deixou 121 pessoas mortas, entre elas quatro policiais. A ação teve como alvo a facção criminosa Comando Vermelho, que controla o tráfico de drogas em várias favelas do Rio de Janeiro.
Desde então, a repercussão da operação motivou embate entre aliados e oposição ao governo Lula. Governadores e parlamentares de direita retomaram as críticas de que Lula e PT não priorizam o combate às facções criminosas. Eles também aproveitaram o episódio para cobrar a aprovação de leis mais duras contra criminosos, como a que equipara o crime organizado a terrorismo. Já a base aliada questiona a eficácia desse tipo de medida e defende a aprovação da PEC da Segurança Pública como resposta.
Na entrevista mais cedo, o petista ainda afirmou que “até agora só temos a versão do governo estadual, e tem gente que quer saber como tudo aconteceu”. “O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, comentou. (Com informações do Valor Econômico)
https://www.osul.com.br/apos-falar-em-matanca-no-rio-lula-diz-que-o-foco-do-governo-e-atingir-as-cabecas-do-crime-organizado/ Após falar em “matança” no Rio, Lula diz que o foco do governo é atingir as “cabeças” do crime organizado 2025-11-05
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A declaração de Lula desta tarde ocorre horas depois de o presidente ter concedido uma entrevista a veículos estrangeiros, onde abordou a megaoperação. “É importante ver em que condições se deu (a operação)”, disse. “A ordem do juiz era uma ordem de prisão, não uma ordem de matança, e houve uma matança.”
A operação policial de 28 de outubro foi a mais letal da história do Brasil. Deixou 121 pessoas mortas, entre elas quatro policiais. A ação teve como alvo a facção criminosa Comando Vermelho, que controla o tráfico de drogas em várias favelas do Rio de Janeiro.
Desde então, a repercussão da operação motivou embate entre aliados e oposição ao governo Lula. Governadores e parlamentares de direita retomaram as críticas de que Lula e PT não priorizam o combate às facções criminosas. Eles também aproveitaram o episódio para cobrar a aprovação de leis mais duras contra criminosos, como a que equipara o crime organizado a terrorismo. Já a base aliada questiona a eficácia desse tipo de medida e defende a aprovação da PEC da Segurança Pública como resposta.
Na entrevista mais cedo, o petista ainda afirmou que “até agora só temos a versão do governo estadual, e tem gente que quer saber como tudo aconteceu”. “O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso, mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, comentou. (Com informações do Valor Econômico)
https://www.osul.com.br/apos-falar-em-matanca-no-rio-lula-diz-que-o-foco-do-governo-e-atingir-as-cabecas-do-crime-organizado/
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2025-11-05
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