O deputado Eduardo Bolsonaro, em consórcio com o blogueiro Paulo Figueiredo, converteu sua militância em uma campanha sistemática contra o Brasil. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
O relator do processo de cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara, Marcelo Freitas (União-MG), recomendou o arquivamento da representação contra o deputado. Em seu parecer, o sr. Freitas afirma que as ações de Eduardo, de quem se declara “amigo”, estariam circunscritas ao exercício da liberdade parlamentar assegurada pela Constituição. Além de insultar a inteligência alheia, esse argumento legitima como ação política válida um comportamento que extrapola todos os limites da atuação parlamentar admissíveis numa democracia.
O parecer pelo arquivamento, portanto, tem de ser rejeitado pelo Conselho de Ética e um novo relator tem de ser designado por seu presidente – supondo, é claro, que o deputado Fabio Schiochet (União-SC) esteja disposto a honrar o cargo e zelar pela ética na Casa.
À impunidade política requerida para Eduardo se soma a complacência com outro episódio grave, ligado à cruzada lesa-pátria conduzida por ele nos EUA. O Conselho de Ética também engendra uma saída para livrar os bolsonaristas que há poucas semanas sequestraram a Mesa Diretora da Câmara. O motim teve como objetivo chantagear o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que pautasse o projeto de anistia aos golpistas do 8 de Janeiro e ao próprio Jair Bolsonaro. Apenas três parlamentares – os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) – devem sofrer alguma punição mais gravosa, isto é, a suspensão do mandato. Já os protagonistas do motim, como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF) e Luciano Zucco (PL-RS), entre outros, serão, no máximo, advertidos.
E assim, mais uma vez, entre o espírito de corpo e a degradação de sua imagem institucional, a Câmara parece ter feito sua escolha. (Com informações da coluna de opinião editorial do portal Estadão).
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Ao proteger Eduardo Bolsonaro e outros deputados, Câmara sinaliza que ética é valor negociável
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E assim, mais uma vez, entre o espírito de corpo e a degradação de sua imagem institucional, a Câmara parece ter feito sua escolha. (Com informações da coluna de opinião editorial do portal Estadão).
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