A CPI do INSS está com audiência em alta, o que tem feito deputados e senadores explorarem os trabalhos em plenário para autopromoção nas redes sociais
A estratégia geral é aproveitar a indignação para aumentar a visibilidade e calibrar um discurso eleitoral para 2026.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A estratégia geral é aproveitar a indignação para aumentar a visibilidade e calibrar um discurso eleitoral para 2026. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Criada na esteira da revelação de fraudes contra aposentados e pensionistas, a CPI do INSS está com audiência em alta, o que tem feito deputados e senadores explorarem os trabalhos em plenário para autopromoção nas redes sociais.
A estratégia geral é aproveitar a indignação com os descontos ilegais para aumentar a visibilidade com a agenda positiva e calibrar um discurso eleitoral para 2026.
Os integrantes da CPI, titulares e suplentes, têm direito a dez minutos que podem ser usados para fazer perguntas aos convocados, discursar contra ou a favor do governo e mostrar fotos e vídeos que considerem pertinentes. De olho nos “cortes” para internet, congressistas têm apelado para discursos veementes, gritos e desempenho com alvo certo: cativar o público eleitor no seu Estado de origem.
Sem disfarçar, tem deputado que pede a palavra já usando microfone próprio na lapela. Ao lado dele, um assessor se encarrega de gravar com o celular a cena que mais tarde será disseminada nas redes sociais do político. Alguns transmitem suas participações ao vivo e outros falam diretamente para a câmera que os enquadra na transmissão oficial do Senado.
A avaliação dos assessores é a de que a audiência das transmissões pelos canais oficiais da Câmara e do Senado, as interações nos perfis oficiais e até o volume de telefonemas aos gabinetes durante as sessões indicam elevado interesse popular nos desdobramentos da CPI.
A audiência das reuniões da comissão no canal do Senado no YouTube supera as demais reuniões realizadas nos últimos meses. O depoimento de Carlos Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como figura central do esquema investigado, teve 838 mil visualizações. As sessões deliberativas do plenário do Senado têm cerca de 10 mil a 15 mil exibições.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), tiveram incremento no número de seguidores. Em junho, Gaspar era acompanhado por 218 mil no Instagram. Em setembro, passou para 360 mil. Viana tinha 136 mil seguidores.
Agora, são 234 mil. O relator tem planos de concorrer ao Senado em 2026. O presidente quer a reeleição. A postura dos parlamentares, para produzir trechos que serão cortados sob medida para as redes, costuma ser motivo de discussões.
O relator adotou a estratégia de conduzir seu interrogatório de pé, com o auxílio do telão da sala de comissões que exibe a própria logomarca: “Alfredo Gaspar na CPI do INSS”. O deputado Alencar Santana (PT-SP) reclamou. “Eu tenho certeza de que ele vai utilizar isso na rede social, querendo fazer propaganda”, disse. Viana tem reiterado que não permitirá que a comissão se transforme em um “palco”. Ele, contudo, tem explorado a visibilidade em alta nas redes.
https://www.osul.com.br/a-cpi-do-inss-esta-com-audiencia-em-alta-o-que-tem-feito-deputados-e-senadores-explorarem-os-trabalhos-em-plenario-para-autopromocao-nas-redes-sociais/ A CPI do INSS está com audiência em alta, o que tem feito deputados e senadores explorarem os trabalhos em plenário para autopromoção nas redes sociais 2025-10-14
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A CPI do INSS está com audiência em alta, o que tem feito deputados e senadores explorarem os trabalhos em plenário para autopromoção nas redes sociais
A estratégia geral é aproveitar a indignação para aumentar a visibilidade e calibrar um discurso eleitoral para 2026.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A estratégia geral é aproveitar a indignação para aumentar a visibilidade e calibrar um discurso eleitoral para 2026. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Criada na esteira da revelação de fraudes contra aposentados e pensionistas, a CPI do INSS está com audiência em alta, o que tem feito deputados e senadores explorarem os trabalhos em plenário para autopromoção nas redes sociais.
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Os integrantes da CPI, titulares e suplentes, têm direito a dez minutos que podem ser usados para fazer perguntas aos convocados, discursar contra ou a favor do governo e mostrar fotos e vídeos que considerem pertinentes. De olho nos “cortes” para internet, congressistas têm apelado para discursos veementes, gritos e desempenho com alvo certo: cativar o público eleitor no seu Estado de origem.
Sem disfarçar, tem deputado que pede a palavra já usando microfone próprio na lapela. Ao lado dele, um assessor se encarrega de gravar com o celular a cena que mais tarde será disseminada nas redes sociais do político. Alguns transmitem suas participações ao vivo e outros falam diretamente para a câmera que os enquadra na transmissão oficial do Senado.
A avaliação dos assessores é a de que a audiência das transmissões pelos canais oficiais da Câmara e do Senado, as interações nos perfis oficiais e até o volume de telefonemas aos gabinetes durante as sessões indicam elevado interesse popular nos desdobramentos da CPI.
A audiência das reuniões da comissão no canal do Senado no YouTube supera as demais reuniões realizadas nos últimos meses. O depoimento de Carlos Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como figura central do esquema investigado, teve 838 mil visualizações. As sessões deliberativas do plenário do Senado têm cerca de 10 mil a 15 mil exibições.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), tiveram incremento no número de seguidores. Em junho, Gaspar era acompanhado por 218 mil no Instagram. Em setembro, passou para 360 mil. Viana tinha 136 mil seguidores.
Agora, são 234 mil. O relator tem planos de concorrer ao Senado em 2026. O presidente quer a reeleição. A postura dos parlamentares, para produzir trechos que serão cortados sob medida para as redes, costuma ser motivo de discussões.
O relator adotou a estratégia de conduzir seu interrogatório de pé, com o auxílio do telão da sala de comissões que exibe a própria logomarca: “Alfredo Gaspar na CPI do INSS”. O deputado Alencar Santana (PT-SP) reclamou. “Eu tenho certeza de que ele vai utilizar isso na rede social, querendo fazer propaganda”, disse. Viana tem reiterado que não permitirá que a comissão se transforme em um “palco”. Ele, contudo, tem explorado a visibilidade em alta nas redes.
https://www.osul.com.br/a-cpi-do-inss-esta-com-audiencia-em-alta-o-que-tem-feito-deputados-e-senadores-explorarem-os-trabalhos-em-plenario-para-autopromocao-nas-redes-sociais/
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2025-10-14
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