A permanência de Jaques Wagner no cargo divide integrantes do Palácio do Planalto e aliados de Lula no Congresso. (Foto: Agência Brasil)
O futuro do senador Jaques Wagner (PT-BA) no governo deve ser definido em um encontro presencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no começo da próxima semana. Enquanto a conversa não ocorre, no entanto, aumentou a pressão no entorno do presidente da República para que o parlamentar se afaste da liderança do governo no Senado após ele ter sido alvo de operação da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações do escândalo do Banco Master.
Eles esperam que o movimento parta do próprio senador, para evitar qualquer constrangimento ao presidente da República. Wagner é um dos políticos mais próximos de Lula, com quem mantém uma relação de amizade há 40 anos.
A permanência dele no cargo, no entanto, divide integrantes do Palácio do Planalto e aliados do presidente no Congresso. A avaliação é que é preciso preservar a imagem do governo e do próprio presidente às vésperas da eleição. A permanência do senador no cargo de confiança é vista como prejudicial para a narrativa de que o governo é rigoroso nas investigações do Caso Master e defende punição aos envolvidos, doa a quem doer. Apesar disso, no entanto, a palavra final caberá a Lula.
Integrantes da cúpula do PT tentam convencer Wagner a abrir mão da liderança do governo desde quinta. Pessoas próximas ao senador afirmam que isso foi tratado como uma possibilidade numa reunião entre aliados de Wagner e o próprio petista em Salvador (onde ele está). De acordo com relatos, Wagner teria reagido bem a possibilidade de deixar o posto, mas uma definição só deve ocorrer após a conversa com Lula.
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, é o nome visto hoje como melhor opção para assumir a liderança do governo em eventual saída de Wagner. Ele é citado como único dentre os outros senadores com capacidade para assumir a tarefa de conduzir a articulação política na Casa.
Além disso, é próximo de Lula e mantém boa interlocução com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Desde a indicação de Jorge Messias a uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sua posterior rejeição, Alcolumbre se afastou de Wagner.
A avaliação é que a permanência de Jaques Wagner no cargo serve para reforçar uma agenda negativa contra Lula. Esses petistas dizem temer que, caso o senador siga no cargo de liderança, toda vez que fizer um encaminhamento ou até dar qualquer discurso no Senado na condição de líder do governo, será uma maneira de trazer o caso Master para perto de Lula.
Operação
Jaques Wagner foi alvo de operação da PF na quinta (18). A corporação aponta que Jaques Wagner teria recebido “vantagens indevidas” do Banco Master, de Daniel Vorcaro, para favorecer interesses do banqueiro e seu ex-sócio, Augusto Lima.
Integrantes do governo e da base no Congresso admitem que o episódio vai abrir um flanco de desgaste que será explorado pela oposição, num momento em que o governo e o PT reforçam o discurso atrelando o escândalo do Master ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições.
A avaliação hoje no Planalto é que está insustentável a permanência de Wagner. Auxiliares de Lula confessam, reservadamente, terem ficado contrariados com o tom adotado pelo senador em entrevista na quinta, quando ele deu explicações sobre o ocorrido.
Petistas se incomodaram com o que classificaram uma postura irresponsável de Wagner, ao citar que tem o respaldo e confiança do presidente e que ele não deverá sair do posto. Lula, até o momento, não comentou publicamente o caso.
Logo após a operação da PF, alguns aliados de Lula saíram em defesa de Wagner, falando acreditar e confiar no político, além de cobrar um processo de investigação com amplo direito de defesa. Nomes como o presidente do PT, Edinho Silva, o secretário de comunicação do PT, Eden Valadares, foram um dos primeiros a defender Wagner, além do ministro da Fazenda, Dario Durigan. No fim do dia, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também endossou o coro em defesa do parlamentar, assim como o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que busca uma vaga ao Senado na Bahia pelo PT.
Jerônimo afirmou em publicação nas redes que esteve com Wagner para “levar meu abraço de amigo e companheiro” e que os verdadeiros companheiros dele não soltarão de sua mão. Ele reafirmou a confiança no senador, destacou a atuação dele no governo federal e pelo estado da Bahia e disse que “não é a primeira vez que o perseguem”. (Com informações do jornal O Globo)
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Lula deve conversar na próxima semana com o líder do governo no Senado para definir o futuro dele
A permanência de Jaques Wagner no cargo divide integrantes do Palácio do Planalto e aliados de Lula no Congresso. (Foto: Agência Brasil)
O futuro do senador Jaques Wagner (PT-BA) no governo deve ser definido em um encontro presencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no começo da próxima semana. Enquanto a conversa não ocorre, no entanto, aumentou a pressão no entorno do presidente da República para que o parlamentar se afaste da liderança do governo no Senado após ele ter sido alvo de operação da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações do escândalo do Banco Master.
Eles esperam que o movimento parta do próprio senador, para evitar qualquer constrangimento ao presidente da República. Wagner é um dos políticos mais próximos de Lula, com quem mantém uma relação de amizade há 40 anos.
A permanência dele no cargo, no entanto, divide integrantes do Palácio do Planalto e aliados do presidente no Congresso. A avaliação é que é preciso preservar a imagem do governo e do próprio presidente às vésperas da eleição. A permanência do senador no cargo de confiança é vista como prejudicial para a narrativa de que o governo é rigoroso nas investigações do Caso Master e defende punição aos envolvidos, doa a quem doer. Apesar disso, no entanto, a palavra final caberá a Lula.
Integrantes da cúpula do PT tentam convencer Wagner a abrir mão da liderança do governo desde quinta. Pessoas próximas ao senador afirmam que isso foi tratado como uma possibilidade numa reunião entre aliados de Wagner e o próprio petista em Salvador (onde ele está). De acordo com relatos, Wagner teria reagido bem a possibilidade de deixar o posto, mas uma definição só deve ocorrer após a conversa com Lula.
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, é o nome visto hoje como melhor opção para assumir a liderança do governo em eventual saída de Wagner. Ele é citado como único dentre os outros senadores com capacidade para assumir a tarefa de conduzir a articulação política na Casa.
Além disso, é próximo de Lula e mantém boa interlocução com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Desde a indicação de Jorge Messias a uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sua posterior rejeição, Alcolumbre se afastou de Wagner.
A avaliação é que a permanência de Jaques Wagner no cargo serve para reforçar uma agenda negativa contra Lula. Esses petistas dizem temer que, caso o senador siga no cargo de liderança, toda vez que fizer um encaminhamento ou até dar qualquer discurso no Senado na condição de líder do governo, será uma maneira de trazer o caso Master para perto de Lula.
Operação
Jaques Wagner foi alvo de operação da PF na quinta (18). A corporação aponta que Jaques Wagner teria recebido “vantagens indevidas” do Banco Master, de Daniel Vorcaro, para favorecer interesses do banqueiro e seu ex-sócio, Augusto Lima.
Integrantes do governo e da base no Congresso admitem que o episódio vai abrir um flanco de desgaste que será explorado pela oposição, num momento em que o governo e o PT reforçam o discurso atrelando o escândalo do Master ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula nas eleições.
A avaliação hoje no Planalto é que está insustentável a permanência de Wagner. Auxiliares de Lula confessam, reservadamente, terem ficado contrariados com o tom adotado pelo senador em entrevista na quinta, quando ele deu explicações sobre o ocorrido.
Petistas se incomodaram com o que classificaram uma postura irresponsável de Wagner, ao citar que tem o respaldo e confiança do presidente e que ele não deverá sair do posto. Lula, até o momento, não comentou publicamente o caso.
Logo após a operação da PF, alguns aliados de Lula saíram em defesa de Wagner, falando acreditar e confiar no político, além de cobrar um processo de investigação com amplo direito de defesa. Nomes como o presidente do PT, Edinho Silva, o secretário de comunicação do PT, Eden Valadares, foram um dos primeiros a defender Wagner, além do ministro da Fazenda, Dario Durigan. No fim do dia, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também endossou o coro em defesa do parlamentar, assim como o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que busca uma vaga ao Senado na Bahia pelo PT.
Jerônimo afirmou em publicação nas redes que esteve com Wagner para “levar meu abraço de amigo e companheiro” e que os verdadeiros companheiros dele não soltarão de sua mão. Ele reafirmou a confiança no senador, destacou a atuação dele no governo federal e pelo estado da Bahia e disse que “não é a primeira vez que o perseguem”. (Com informações do jornal O Globo)
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