Horas depois da operação que atingiu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que o caso envolvendo alguém tão próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva transfere ao menos parte do desgaste do escândalo do Banco Master para o colo do petista. Segundo esses auxiliares, a avaliação inicial no governo é de que a repercussão política tende a se prolongar nos próximos dias, exigindo coordenação de comunicação para conter danos e evitar amplificação no Congresso e na opinião pública.
Desde que vieram à tona as conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula na disputa de outubro, governistas avaliavam que 80% da imagem negativa estava do lado bolsonarista, o que vinha se traduzindo em queda nas pesquisas de intenção de voto. Integrantes da articulação política afirmam que esse cálculo orientou a estratégia de resposta inicial do Planalto e de aliados no Legislativo.
Segundo essas interlocutores, agora “a bola mudou de campo”, e o presidenciável do PL, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tentará “compartilhar a responsabilidade” com Lula do suposto envolvimento com Vorcaro. A leitura é de que haverá disputa narrativa mais intensa entre governo e oposição.
Assessores do Planalto acreditam que o potencial de desgaste é diferente, já que não pesa nada contra o petista pessoalmente, enquanto o próprio candidato à Presidência do PL aparece em conversas chamando Daniel Vorcaro de “irmão”. Ainda assim, reconhecem que a associação indireta pode gerar ruído político.
Apesar disso, lembram que a operação contra Jaques Wagner tende a agravar a imagem negativa do PT atrelada à corrupção, além de o senador ser líder do governo no Senado. A preocupação é que a repercussão ultrapasse o caso individual.
Um interlocutor lembra que, quando houve busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, isso não respingou na legenda, o que é diferente do PT, onde qualquer caso “cola em Lula e no partido”.
Caso
A Polícia Federal deflagrou nessa quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero e tem como alvo principal o senador Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia.
Segundo auxiliares do governo e fontes ligadas à articulação política, o episódio deve também intensificar debates no Congresso sobre limites de investigações, comunicação institucional e possíveis impactos eleitorais, embora ainda não haja avaliação fechada sobre desdobramentos jurídicos ou novas fases da operação. No entorno do Planalto, a orientação é acompanhar a evolução do caso sem antecipar conclusões, preservando a cautela diante de informações ainda em apuração sem posicionamento oficial sobre responsabilidades até o momento no cenário político atual brasileiro. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)
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Ação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner respinga em Lula, mas o governo vê dano menor que o sofrido por Flávio Bolsonaro
Horas depois da operação que atingiu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que o caso envolvendo alguém tão próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva transfere ao menos parte do desgaste do escândalo do Banco Master para o colo do petista. Segundo esses auxiliares, a avaliação inicial no governo é de que a repercussão política tende a se prolongar nos próximos dias, exigindo coordenação de comunicação para conter danos e evitar amplificação no Congresso e na opinião pública.
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Segundo essas interlocutores, agora “a bola mudou de campo”, e o presidenciável do PL, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tentará “compartilhar a responsabilidade” com Lula do suposto envolvimento com Vorcaro. A leitura é de que haverá disputa narrativa mais intensa entre governo e oposição.
Assessores do Planalto acreditam que o potencial de desgaste é diferente, já que não pesa nada contra o petista pessoalmente, enquanto o próprio candidato à Presidência do PL aparece em conversas chamando Daniel Vorcaro de “irmão”. Ainda assim, reconhecem que a associação indireta pode gerar ruído político.
Apesar disso, lembram que a operação contra Jaques Wagner tende a agravar a imagem negativa do PT atrelada à corrupção, além de o senador ser líder do governo no Senado. A preocupação é que a repercussão ultrapasse o caso individual.
Um interlocutor lembra que, quando houve busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, isso não respingou na legenda, o que é diferente do PT, onde qualquer caso “cola em Lula e no partido”.
Caso
A Polícia Federal deflagrou nessa quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero e tem como alvo principal o senador Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia.
Segundo auxiliares do governo e fontes ligadas à articulação política, o episódio deve também intensificar debates no Congresso sobre limites de investigações, comunicação institucional e possíveis impactos eleitorais, embora ainda não haja avaliação fechada sobre desdobramentos jurídicos ou novas fases da operação. No entorno do Planalto, a orientação é acompanhar a evolução do caso sem antecipar conclusões, preservando a cautela diante de informações ainda em apuração sem posicionamento oficial sobre responsabilidades até o momento no cenário político atual brasileiro. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)
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