Policiais federais estiveram no apartamento do político, em Salvador
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Policiais federais estiveram no apartamento do político, em Salvador. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (18), na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.
A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master.
Os policiais estiveram no apartamento do político, no bairro Corredor da Vitória, em Salvador, um dos metros quadrados mais caros da capital baiana. A cantora Ivete Sangalo e o jogador de futebol Everton Ribeiro moram em prédios na região, que costumam ter teleféricos para que os moradores acessem a Baía de Todos-os-Santos.
A PF apura se o parlamentar do PT teria atuado em favor de projetos de interesse do Master no Congresso em troca de vantagens indevidas. Eleito senador pela Bahia em 2018, Wagner é pré-candidato à reeleição nas eleições deste ano.
Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro, mas fez carreira política na Bahia, onde ocupou os cargos de deputado federal e governador. Sua iniciação na vida política teve origem no movimento estudantil, a partir de 1968. Ele foi presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro.
Em 1973, foi obrigado a abandonar o curso, para o qual nunca retornou, em razão de perseguições do regime militar. Mudou-se, então, para Salvador e começou a trabalhar no Polo de Camaçari, como técnico em manutenção.
Pouco tempo depois, já militava no meio sindical. De 1987 a 1989, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia. Sua ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem dessa época. Ambos se conheceram em um congresso de petroleiros. Wagner também foi um dos responsáveis pela organização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) naquele Estado.
Seu primeiro cargo eletivo foi obtido em 1990, quando conquistou um mandato como deputado federal. Foi reeleito duas vezes: em 1994 e 1998.
Wagner também ocupou o Ministério do Trabalho no governo Lula, entre janeiro de 2003 e janeiro de 2004, e foi ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Em meio ao escândalo do mensalão, em 2005, foi designado ministro das Relações Institucionais.
Em 2006, Wagner foi eleito governador da Bahia. Ele cumpriu dois mandatos no cargo, entre os anos de 2007 e 2014.
Quando foi eleito governador pela primeira vez, Wagner quebrou um ciclo de quatro mandatos consecutivos do extinto PFL (Partido da Frente Liberal) à frente da Bahia. Ele chegou ao poder depois de derrotar o seu principal concorrente na disputa, o então governador Paulo Souto (PFL), lançado na política pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) e que o havia derrotado quatro anos antes.
Wagner também foi ministro da Defesa entre janeiro e outubro de 2015 e, em seguida, assumiu a Casa Civil, cargo que ocupou até março de 2016, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele também chegou a ser ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência em 2016.
A maioria dos brasileiros continua contra a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2026, aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (18). Esse índice chegou a 59%, um ponto acima do registrado no levantamento anterior, realizado em agosto. São a favor da candidatura à reeleição 39% dos entrevistados (mesmo índice …
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Conheça a trajetória política do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, suspeito de envolvimento com o Banco Master
Policiais federais estiveram no apartamento do político, em Salvador
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Policiais federais estiveram no apartamento do político, em Salvador. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (18), na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.
A Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master.
Os policiais estiveram no apartamento do político, no bairro Corredor da Vitória, em Salvador, um dos metros quadrados mais caros da capital baiana. A cantora Ivete Sangalo e o jogador de futebol Everton Ribeiro moram em prédios na região, que costumam ter teleféricos para que os moradores acessem a Baía de Todos-os-Santos.
A PF apura se o parlamentar do PT teria atuado em favor de projetos de interesse do Master no Congresso em troca de vantagens indevidas. Eleito senador pela Bahia em 2018, Wagner é pré-candidato à reeleição nas eleições deste ano.
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Em 1973, foi obrigado a abandonar o curso, para o qual nunca retornou, em razão de perseguições do regime militar. Mudou-se, então, para Salvador e começou a trabalhar no Polo de Camaçari, como técnico em manutenção.
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Seu primeiro cargo eletivo foi obtido em 1990, quando conquistou um mandato como deputado federal. Foi reeleito duas vezes: em 1994 e 1998.
Wagner também ocupou o Ministério do Trabalho no governo Lula, entre janeiro de 2003 e janeiro de 2004, e foi ministro da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Em meio ao escândalo do mensalão, em 2005, foi designado ministro das Relações Institucionais.
Em 2006, Wagner foi eleito governador da Bahia. Ele cumpriu dois mandatos no cargo, entre os anos de 2007 e 2014.
Quando foi eleito governador pela primeira vez, Wagner quebrou um ciclo de quatro mandatos consecutivos do extinto PFL (Partido da Frente Liberal) à frente da Bahia. Ele chegou ao poder depois de derrotar o seu principal concorrente na disputa, o então governador Paulo Souto (PFL), lançado na política pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) e que o havia derrotado quatro anos antes.
Wagner também foi ministro da Defesa entre janeiro e outubro de 2015 e, em seguida, assumiu a Casa Civil, cargo que ocupou até março de 2016, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele também chegou a ser ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência em 2016.
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