“Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, disse Fachin. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou um pedido formulado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que pede a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
O pedido foi apresentado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM), que sustentavam que Nunes Marques têm uma relação “pública, histórica e notória” com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal no caso Master.
Na decisão, Fachin argumentou que a arguição é “manifestamente incabível”, pois foi apresentada mais de um mês depois do fim do prazo regimental, que é de 5 dias úteis após o sorteio do relator. Segundo o presidente do STF, o processo foi distribuído a Nunes Marques no dia 26 de março, logo o prazo final para arguição de suspeição era 31 de março. No entanto, a ação só foi protocolada no dia 12 de maio.
“Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, disse Fachin.
Segundo a Polícia Federal, Ciro é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. Os parlamentares afirmaram ainda que a investigação não é fato lateral, porque revelaria que Ciro “é hoje, formal e materialmente, sujeito ativo de medidas cautelares decretadas por esta Suprema Corte, no exato núcleo fático que constitui o objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito cuja instalação se busca assegurar por meio do presente Mandado de Segurança”.
Fachin cria grupo de trabalho para rever ‘penduricalhos’ de juízes
– O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira, 5, que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros.
A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos “penduricalhos” dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de “penduricalhos”, pagos com nomes distintos.
O objetivo do grupo de trabalho será “realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional”. Com informações dos portais O Globo e Estadão.
Após pressão nas ruas e falta de acordo com líderes, CCJ da Casa enterrou proposta em decisão unânime. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) Após forte reação da sociedade civil, que foi às ruas no último domingo (21) contra decisões recentes do Congresso, o Senado rejeitou e arquivou ontem a chamada PEC da Blindagem, que previa um …
Os magistrados também temem a convocação de seus familiares para apresentar esclarecimentos à CPMI. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado integrantes do Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para barrar a instalação da CPMI do Master. Os …
Rafael Fonteles cita “insatisfação velada” de senadores da base aliada do governo. (Foto: Reprodução) O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição do nome pelo Senado …
Decisão foi tomada com base no direito constitucional do investigado de não produzir prova contra si mesmo. Foto: Divulgação Decisão foi tomada com base no direito constitucional do investigado de não produzir prova contra si mesmo. (Foto: Divulgação) O ministro do Supremo Tribunal FederaL (STF) André Mendonça desobrigou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha …
Presidente do Supremo nega pedido para afastar o ministro Nunes Marques de ação sobre CPI do Master
“Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, disse Fachin. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou um pedido formulado por quatro senadores para afastar o ministro Kassio Nunes Marques da relatoria da ação que pede a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
O pedido foi apresentado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM), que sustentavam que Nunes Marques têm uma relação “pública, histórica e notória” com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal no caso Master.
Na decisão, Fachin argumentou que a arguição é “manifestamente incabível”, pois foi apresentada mais de um mês depois do fim do prazo regimental, que é de 5 dias úteis após o sorteio do relator. Segundo o presidente do STF, o processo foi distribuído a Nunes Marques no dia 26 de março, logo o prazo final para arguição de suspeição era 31 de março. No entanto, a ação só foi protocolada no dia 12 de maio.
“Diante do exposto, nego seguimento a esta arguição de suspeição, em razão de sua intempestividade”, disse Fachin.
Segundo a Polícia Federal, Ciro é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. Os parlamentares afirmaram ainda que a investigação não é fato lateral, porque revelaria que Ciro “é hoje, formal e materialmente, sujeito ativo de medidas cautelares decretadas por esta Suprema Corte, no exato núcleo fático que constitui o objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito cuja instalação se busca assegurar por meio do presente Mandado de Segurança”.
Fachin cria grupo de trabalho para rever ‘penduricalhos’ de juízes
– O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira, 5, que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros.
A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos “penduricalhos” dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de “penduricalhos”, pagos com nomes distintos.
O objetivo do grupo de trabalho será “realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional”. Com informações dos portais O Globo e Estadão.
Related Posts
PEC da Blindagem: saiba o que levou o projeto a ser arquivado no Senado
Após pressão nas ruas e falta de acordo com líderes, CCJ da Casa enterrou proposta em decisão unânime. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) Após forte reação da sociedade civil, que foi às ruas no último domingo (21) contra decisões recentes do Congresso, o Senado rejeitou e arquivou ontem a chamada PEC da Blindagem, que previa um …
Ministros do Supremo pressionam o presidente do Senado contra instalação da CPI do Banco Master
Os magistrados também temem a convocação de seus familiares para apresentar esclarecimentos à CPMI. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado integrantes do Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para barrar a instalação da CPMI do Master. Os …
Governador do PT defende que Lula mantenha indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo
Rafael Fonteles cita “insatisfação velada” de senadores da base aliada do governo. (Foto: Reprodução) O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantenha a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição do nome pelo Senado …
Ministro André Mendonça derruba obrigação de ex-governador do DF comparecer à CPI do Crime Organizado
Decisão foi tomada com base no direito constitucional do investigado de não produzir prova contra si mesmo. Foto: Divulgação Decisão foi tomada com base no direito constitucional do investigado de não produzir prova contra si mesmo. (Foto: Divulgação) O ministro do Supremo Tribunal FederaL (STF) André Mendonça desobrigou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha …