Daniel Vorcaro poderia esclarecer a origem dos recursos e o motivo de ter financiado as filmagens em sua delação, mas ela foi rejeitada. (Foto: Reprodução/YouTube)
Os mais de R$ 60 milhões investidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro no filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não estão nas investigações do inquérito do Banco Master.
A Polícia Federal e a Receita Federal, contudo, fazem investigações preliminares para checar se houve uso ilegal de recursos e o seu real destino.
Segundo investigadores e técnicos, o material encontrado no celular de Daniel Vorcaro sobre as negociações do filme de Bolsonaro não indica nenhuma relação com as fraudes bancárias.
Mas, depois de o caso se tornar público e ser divulgado o uso de fundos do Master para a transferência dos recursos, virou uma obrigação da PF e da Receita analisar o caso.
Eles lembram que os dois órgãos sempre fazem isso quando uma operação com indícios de evasão fiscal é veiculada pela mídia.
A principal suspeita é que o dinheiro tenha saído de um fundo sediado em um paraíso fiscal e transferido para o fundo Havengate, administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro no Texas.
Depois, foi enviado para a produtora GoUp, responsável pelas gravações do filme sobre o ex-presidente da República, hoje em prisão domiciliar por causa da condenação na trama golpista.
Esse passeio do dinheiro pode configurar uma evasão fiscal e uso de recursos ilegais.
Por sinal, o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), encaminhou pedido para a PF e a Receita solicitando a abertura de uma investigação sobre o trânsito dos recursos até a produção do filme “Dark Horse”.
Delação Daniel Vorcaro poderia esclarecer a origem dos recursos e o motivo de ter financiado as filmagens em sua delação, mas ela foi rejeitada na quarta-feira (21) pela Polícia Federal.
Com isso, Vorcaro não irá prestar depoimentos em um processo de colaboração premiada, quando poderia revelar novidades sobre as relações deles com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Datafolha: 64% condenam Flávio Bolsonaro por ter pedido dinheiro a Vorcaro
Entre os eleitores que tomaram conhecimento do caso Dark Horse, 64% consideram que Flávio Bolsonaro (PL) agiu mal ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro. Entre os eleitores do senador, só 37% consideram que ele errou ao recorrer ao banqueiro, que colocou R$ 61 milhões na produção do filme.
É o que aponta pesquisa do Datafolha feita nos dias 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados em 139 cidades. A margem de erro do levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, é de dois pontos para mais ou menos.
Na semana passada, o site Intercept Brasil revelou que Flávio havia solicitado recursos financeiros ao então banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória política de Jair Bolsonaro. Vorcaro, atualmente preso, comandava o Banco Master, instituição no centro de um dos maiores escândalos recentes do sistema financeiro brasileiro. Com informações dos portal G1 e O Globo.
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Dinheiro de Vorcaro para filme de Bolsonaro não está no inquérito do Banco Master, mas Polícia Federal e Receita Federal fazem investigações
Daniel Vorcaro poderia esclarecer a origem dos recursos e o motivo de ter financiado as filmagens em sua delação, mas ela foi rejeitada. (Foto: Reprodução/YouTube)
Os mais de R$ 60 milhões investidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro no filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não estão nas investigações do inquérito do Banco Master.
A Polícia Federal e a Receita Federal, contudo, fazem investigações preliminares para checar se houve uso ilegal de recursos e o seu real destino.
Segundo investigadores e técnicos, o material encontrado no celular de Daniel Vorcaro sobre as negociações do filme de Bolsonaro não indica nenhuma relação com as fraudes bancárias.
Mas, depois de o caso se tornar público e ser divulgado o uso de fundos do Master para a transferência dos recursos, virou uma obrigação da PF e da Receita analisar o caso.
Eles lembram que os dois órgãos sempre fazem isso quando uma operação com indícios de evasão fiscal é veiculada pela mídia.
A principal suspeita é que o dinheiro tenha saído de um fundo sediado em um paraíso fiscal e transferido para o fundo Havengate, administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro no Texas.
Depois, foi enviado para a produtora GoUp, responsável pelas gravações do filme sobre o ex-presidente da República, hoje em prisão domiciliar por causa da condenação na trama golpista.
Esse passeio do dinheiro pode configurar uma evasão fiscal e uso de recursos ilegais.
Por sinal, o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), encaminhou pedido para a PF e a Receita solicitando a abertura de uma investigação sobre o trânsito dos recursos até a produção do filme “Dark Horse”.
Delação
Daniel Vorcaro poderia esclarecer a origem dos recursos e o motivo de ter financiado as filmagens em sua delação, mas ela foi rejeitada na quarta-feira (21) pela Polícia Federal.
Com isso, Vorcaro não irá prestar depoimentos em um processo de colaboração premiada, quando poderia revelar novidades sobre as relações deles com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Datafolha: 64% condenam Flávio Bolsonaro por ter pedido dinheiro a Vorcaro
Entre os eleitores que tomaram conhecimento do caso Dark Horse, 64% consideram que Flávio Bolsonaro (PL) agiu mal ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro. Entre os eleitores do senador, só 37% consideram que ele errou ao recorrer ao banqueiro, que colocou R$ 61 milhões na produção do filme.
É o que aponta pesquisa do Datafolha feita nos dias 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados em 139 cidades. A margem de erro do levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, é de dois pontos para mais ou menos.
Na semana passada, o site Intercept Brasil revelou que Flávio havia solicitado recursos financeiros ao então banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória política de Jair Bolsonaro. Vorcaro, atualmente preso, comandava o Banco Master, instituição no centro de um dos maiores escândalos recentes do sistema financeiro brasileiro. Com informações dos portal G1 e O Globo.
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