“A IA pode imitar empatia, mas nunca vai se preocupar com você”, afirmou Daniel Goleman. (Foto: Reprodução/Instagram)
O psicólogo e escritor Daniel Goleman, conhecido mundialmente por popularizar o conceito de inteligência emocional, afirmou que a inteligência artificial pode reproduzir sinais de empatia nas interações com usuários, mas nunca será capaz de desenvolver preocupação genuína com as pessoas. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo durante debates sobre os impactos da IA nas relações humanas e no mercado de trabalho.
Durante a entrevista, o especialista destacou que a IA consegue reproduzir comportamentos associados à empatia porque foi treinada com grandes volumes de dados humanos, mas isso não significa consciência emocional.
O pesquisador defende que a presença crescente da inteligência artificial nas empresas deve aumentar a valorização das habilidades interpessoais. Para ele, tarefas repetitivas e técnicas tendem a ser automatizadas, enquanto funções ligadas à influência, inspiração, negociação e construção de confiança continuarão dependentes das relações humanas.
A discussão ganhou força nos últimos meses com o crescimento do uso de chatbots para conversas pessoais, aconselhamento emocional e suporte psicológico informal. Pesquisas e análises apontam que muitas pessoas passaram a recorrer à IA para interações antes restritas a amigos, familiares ou profissionais especializados.
O avanço dessas ferramentas também vem despertando preocupação entre pesquisadores e autoridades internacionais. Em janeiro deste ano, o papa Leão XIV alertou para o risco de sistemas de inteligência artificial “excessivamente afetuosos” criarem dependência emocional e dificultarem a distinção entre relações humanas e interações automatizadas.
Apesar das limitações emocionais apontadas por especialistas, modelos avançados de IA continuam ampliando capacidades linguísticas e cognitivas. Estudos acadêmicos sobre sistemas como o GPT-4 mostram evolução significativa em tarefas relacionadas à linguagem, raciocínio e interpretação contextual. Ainda assim, pesquisadores ressaltam que essas ferramentas operam com base em padrões estatísticos e não possuem consciência ou sentimentos próprios. (arXiv)
Em discussões nas redes sociais e fóruns online, usuários demonstram opiniões divididas sobre o tema. Parte das pessoas acredita que sistemas de IA já conseguem oferecer interações mais acolhedoras do que muitos contatos humanos, enquanto outros alertam para os riscos de confundir simulação de empatia com vínculo emocional verdadeiro.
Para Goleman, o crescimento da inteligência artificial não elimina a importância das relações humanas. Pelo contrário, ele acredita que o avanço tecnológico deve reforçar a necessidade de habilidades emocionais em uma sociedade cada vez mais automatizada. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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“IA nunca vai ter empatia”, afirma pai da inteligência emocional
“A IA pode imitar empatia, mas nunca vai se preocupar com você”, afirmou Daniel Goleman. (Foto: Reprodução/Instagram)
O psicólogo e escritor Daniel Goleman, conhecido mundialmente por popularizar o conceito de inteligência emocional, afirmou que a inteligência artificial pode reproduzir sinais de empatia nas interações com usuários, mas nunca será capaz de desenvolver preocupação genuína com as pessoas. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo durante debates sobre os impactos da IA nas relações humanas e no mercado de trabalho.
Durante a entrevista, o especialista destacou que a IA consegue reproduzir comportamentos associados à empatia porque foi treinada com grandes volumes de dados humanos, mas isso não significa consciência emocional.
O pesquisador defende que a presença crescente da inteligência artificial nas empresas deve aumentar a valorização das habilidades interpessoais. Para ele, tarefas repetitivas e técnicas tendem a ser automatizadas, enquanto funções ligadas à influência, inspiração, negociação e construção de confiança continuarão dependentes das relações humanas.
A discussão ganhou força nos últimos meses com o crescimento do uso de chatbots para conversas pessoais, aconselhamento emocional e suporte psicológico informal. Pesquisas e análises apontam que muitas pessoas passaram a recorrer à IA para interações antes restritas a amigos, familiares ou profissionais especializados.
O avanço dessas ferramentas também vem despertando preocupação entre pesquisadores e autoridades internacionais. Em janeiro deste ano, o papa Leão XIV alertou para o risco de sistemas de inteligência artificial “excessivamente afetuosos” criarem dependência emocional e dificultarem a distinção entre relações humanas e interações automatizadas.
Apesar das limitações emocionais apontadas por especialistas, modelos avançados de IA continuam ampliando capacidades linguísticas e cognitivas. Estudos acadêmicos sobre sistemas como o GPT-4 mostram evolução significativa em tarefas relacionadas à linguagem, raciocínio e interpretação contextual. Ainda assim, pesquisadores ressaltam que essas ferramentas operam com base em padrões estatísticos e não possuem consciência ou sentimentos próprios. (arXiv)
Em discussões nas redes sociais e fóruns online, usuários demonstram opiniões divididas sobre o tema. Parte das pessoas acredita que sistemas de IA já conseguem oferecer interações mais acolhedoras do que muitos contatos humanos, enquanto outros alertam para os riscos de confundir simulação de empatia com vínculo emocional verdadeiro.
Para Goleman, o crescimento da inteligência artificial não elimina a importância das relações humanas. Pelo contrário, ele acredita que o avanço tecnológico deve reforçar a necessidade de habilidades emocionais em uma sociedade cada vez mais automatizada. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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