Após negar inicialmente envolvimento na gestão da produção do filme “Dark Horse”, Eduardo Bolsonaro admitiu ter assinado contrato como produtor-executivo do filme. (Foto: Al Drago/Bloomberg)
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro negou ter sido beneficiado por recursos ligados a um fundo e a transações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o advogado Paulo Calixto. Em publicação nas redes sociais, afirmou:
“Porque a trust não tem vínculo com o fundo, com o filme ou comigo. O problema é que qualquer pessoa de boa fé entende a diferença disso para o que estavam ‘noticiando’ que Vorcaro teria comprado casa onde vivia Eduardo nos EUA, sendo que moro numa casa alugada e nem na cidade de Arlington eu moro. Próxima narrativa.”
Imóvel no Texas As declarações foram feitas após a revelação de que um fundo ligado a Calixto – advogado de Eduardo – comprou, em fevereiro, uma casa em Arlington, no Texas, estado onde o ex-deputado vive nos Estados Unidos.
O imóvel foi adquirido pela Mercury Legacy Trust por cerca de US$ 753.500 (R$ 3,8 milhões).
O mesmo escritório de advocacia de Calixto aparece como agente registrado do Havengate Development Fund LP, que teria recebido US$ 2 milhões (R$ 11,3 milhões) de Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Documentos apontam que as duas estruturas operam a partir do mesmo endereço em Dallas, onde também funciona o escritório usado por Calixto e, segundo registros, espaço utilizado por Eduardo para reuniões políticas. Não há, porém, indicação formal de vínculo societário entre os fundos.
Em outra frente, a compra do imóvel em Arlington foi assinada por André Porciuncula, ex-secretário de Fomento à Cultura do governo Bolsonaro, que atuou como representante da estrutura jurídica da Mercury.
O registro da escritura mostra que a aquisição foi concluída em 27 de fevereiro.
Porciuncula afirmou que a casa “não tem nenhuma relação com Eduardo Bolsonaro” nem com o Banco Master, e disse que a origem da aquisição “não é de interesse público”.
Dark Horse Após negar inicialmente envolvimento na gestão da produção do filme “Dark Horse”, Eduardo Bolsonaro admitiu ter assinado contrato como produtor-executivo do filme. O documento lhe atribuía participação em decisões ligadas ao orçamento, gestão financeira e captação de investidores.
O ex-deputado afirmou que investiu dinheiro próprio para manter o projeto em andamento.
“Eu peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos”, disse.
Eduardo afirmou ainda que deixou a função de produtor-executivo quando o financiamento passou a operar por meio de fundos administrados por Paulo Calixto. Segundo ele, atualmente sua participação se limita à cessão de direitos de imagem.
Nas redes sociais, ele negou irregularidades e afirmou que as suspeitas representam “assassinato de reputação”.
Documento foi rejeitado pela maioria do colegiado e a CPMI foi encerrada sem um relatório final. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado) O senador, Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou, nessa terça-feira (31) que entregará ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o relatório final da CPMI do INSS que acabou sendo rejeitado pela maioria dos integrantes …
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Eduardo Bolsonaro nega ligação com fundo e compra de casa no Texas
Após negar inicialmente envolvimento na gestão da produção do filme “Dark Horse”, Eduardo Bolsonaro admitiu ter assinado contrato como produtor-executivo do filme. (Foto: Al Drago/Bloomberg)
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro negou ter sido beneficiado por recursos ligados a um fundo e a transações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o advogado Paulo Calixto. Em publicação nas redes sociais, afirmou:
“Porque a trust não tem vínculo com o fundo, com o filme ou comigo. O problema é que qualquer pessoa de boa fé entende a diferença disso para o que estavam ‘noticiando’ que Vorcaro teria comprado casa onde vivia Eduardo nos EUA, sendo que moro numa casa alugada e nem na cidade de Arlington eu moro. Próxima narrativa.”
Imóvel no Texas
As declarações foram feitas após a revelação de que um fundo ligado a Calixto – advogado de Eduardo – comprou, em fevereiro, uma casa em Arlington, no Texas, estado onde o ex-deputado vive nos Estados Unidos.
O imóvel foi adquirido pela Mercury Legacy Trust por cerca de US$ 753.500 (R$ 3,8 milhões).
O mesmo escritório de advocacia de Calixto aparece como agente registrado do Havengate Development Fund LP, que teria recebido US$ 2 milhões (R$ 11,3 milhões) de Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Documentos apontam que as duas estruturas operam a partir do mesmo endereço em Dallas, onde também funciona o escritório usado por Calixto e, segundo registros, espaço utilizado por Eduardo para reuniões políticas. Não há, porém, indicação formal de vínculo societário entre os fundos.
Em outra frente, a compra do imóvel em Arlington foi assinada por André Porciuncula, ex-secretário de Fomento à Cultura do governo Bolsonaro, que atuou como representante da estrutura jurídica da Mercury.
O registro da escritura mostra que a aquisição foi concluída em 27 de fevereiro.
Porciuncula afirmou que a casa “não tem nenhuma relação com Eduardo Bolsonaro” nem com o Banco Master, e disse que a origem da aquisição “não é de interesse público”.
Dark Horse
Após negar inicialmente envolvimento na gestão da produção do filme “Dark Horse”, Eduardo Bolsonaro admitiu ter assinado contrato como produtor-executivo do filme. O documento lhe atribuía participação em decisões ligadas ao orçamento, gestão financeira e captação de investidores.
O ex-deputado afirmou que investiu dinheiro próprio para manter o projeto em andamento.
“Eu peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos”, disse.
Eduardo afirmou ainda que deixou a função de produtor-executivo quando o financiamento passou a operar por meio de fundos administrados por Paulo Calixto. Segundo ele, atualmente sua participação se limita à cessão de direitos de imagem.
Nas redes sociais, ele negou irregularidades e afirmou que as suspeitas representam “assassinato de reputação”.
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