Segundo a publicação, Lula destacou que mantém divergências políticas com Trump, mas defendeu uma relação institucional baseada no respeito.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo a publicação, Lula destacou que mantém divergências políticas com Trump, mas defendeu uma relação institucional baseada no respeito. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao jornal americano The Washington Post, publicada neste domingo (17), que uma boa relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ajudar o Brasil a evitar novas tarifas comerciais e ampliar investimentos norte-americanos no país.
Segundo a publicação, Lula destacou que mantém divergências políticas com Trump, mas defendeu uma relação institucional baseada no respeito entre os dois governos.
“Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo da intervenção dele na Venezuela e condeno o genocídio que acontece na Palestina”, afirmou o presidente brasileiro na entrevista. “Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui.”
A entrevista marca a primeira conversa de Lula com um jornal internacional após o encontro com Trump realizado em Washington, durante visita oficial à Casa Branca no último dia 7 de maio.
De acordo com o jornal, o presidente brasileiro acredita que a aproximação diplomática com Trump pode fortalecer a economia brasileira, atrair investimentos dos Estados Unidos e reforçar o reconhecimento internacional da democracia brasileira. Ao mesmo tempo, Lula ressaltou que não pretende adotar uma postura de submissão em relação ao governo norte-americano.
A reportagem também destaca a diferença de postura entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O jornal classificou a atual estratégia diplomática do petista como distinta do alinhamento ideológico mantido por Bolsonaro com Trump durante seu governo.
“Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele”, declarou Lula. “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.”
Durante a entrevista, o presidente brasileiro também defendeu que os Estados Unidos passem a tratar a América Latina como parceira estratégica, e não apenas como área de influência política. Lula voltou a criticar sanções impostas a países da região, como Cuba, e mencionou a crescente presença econômica da China na América Latina.
“A China descobriu e entrou na América Latina”, disse o presidente. “Hoje, meu comércio com a China é o dobro do meu comércio com os Estados Unidos. E essa não é a preferência do Brasil.”
Lula afirmou ainda que os Estados Unidos podem recuperar espaço econômico e político na região, desde que demonstrem interesse em ampliar a parceria com os países latino-americanos.
“Se os Estados Unidos quiserem passar para a frente da fila, ótimo. Mas eles precisam querer isso”, concluiu.
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Lula diz que relação pessoal com Trump pode evitar novas tarifas, em entrevista ao jornal Washington Post
Segundo a publicação, Lula destacou que mantém divergências políticas com Trump, mas defendeu uma relação institucional baseada no respeito.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo a publicação, Lula destacou que mantém divergências políticas com Trump, mas defendeu uma relação institucional baseada no respeito. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao jornal americano The Washington Post, publicada neste domingo (17), que uma boa relação pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ajudar o Brasil a evitar novas tarifas comerciais e ampliar investimentos norte-americanos no país.
Segundo a publicação, Lula destacou que mantém divergências políticas com Trump, mas defendeu uma relação institucional baseada no respeito entre os dois governos.
“Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo da intervenção dele na Venezuela e condeno o genocídio que acontece na Palestina”, afirmou o presidente brasileiro na entrevista. “Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui.”
A entrevista marca a primeira conversa de Lula com um jornal internacional após o encontro com Trump realizado em Washington, durante visita oficial à Casa Branca no último dia 7 de maio.
De acordo com o jornal, o presidente brasileiro acredita que a aproximação diplomática com Trump pode fortalecer a economia brasileira, atrair investimentos dos Estados Unidos e reforçar o reconhecimento internacional da democracia brasileira. Ao mesmo tempo, Lula ressaltou que não pretende adotar uma postura de submissão em relação ao governo norte-americano.
A reportagem também destaca a diferença de postura entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O jornal classificou a atual estratégia diplomática do petista como distinta do alinhamento ideológico mantido por Bolsonaro com Trump durante seu governo.
“Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele”, declarou Lula. “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.”
Durante a entrevista, o presidente brasileiro também defendeu que os Estados Unidos passem a tratar a América Latina como parceira estratégica, e não apenas como área de influência política. Lula voltou a criticar sanções impostas a países da região, como Cuba, e mencionou a crescente presença econômica da China na América Latina.
“A China descobriu e entrou na América Latina”, disse o presidente. “Hoje, meu comércio com a China é o dobro do meu comércio com os Estados Unidos. E essa não é a preferência do Brasil.”
Lula afirmou ainda que os Estados Unidos podem recuperar espaço econômico e político na região, desde que demonstrem interesse em ampliar a parceria com os países latino-americanos.
“Se os Estados Unidos quiserem passar para a frente da fila, ótimo. Mas eles precisam querer isso”, concluiu.
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