Na chapa, Tereza Cristina seria candidata a presidente e Michelle a vice. (Foto: GAI Media)
O vazamento de mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro levou lideranças do Centrão e representantes do mercado financeiro a intensificarem discussões sobre uma possível alternativa de centro-direita para a disputa ao Palácio do Planalto em 2026.
Nos bastidores, lideranças partidárias e agentes do mercado passaram a avaliar a viabilidade de uma chapa formada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata à Presidência da República e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente. A composição seria vista por integrantes desses grupos como uma tentativa de unificar setores do campo conservador e ampliar o diálogo com partidos do Centrão.
Segundo informações publicadas pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, políticos ligados ao Centrão e integrantes do mercado financeiro já procuraram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, para apresentar a proposta. O parlamentar, contudo, teria evitado aderir imediatamente à ideia e preferido manter cautela diante do cenário político ainda indefinido.
Ciro Nogueira também acabou envolvido recentemente no Caso Master. O senador foi alvo de operação de busca e apreensão e é suspeito de ter recebido pagamentos mensais atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo as investigações, os valores variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. O parlamentar nega irregularidades.
De acordo com a avaliação de parte das lideranças do Centrão e de setores do mercado, as mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro, nas quais o senador pede recursos financeiros a Vorcaro, teriam potencial para desgastar sua imagem política e reduzir suas chances em uma eventual disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá buscar a reeleição.
Nos bastidores, interlocutores desses grupos avaliam que o episódio aumentou a resistência em torno de uma candidatura diretamente vinculada ao núcleo político da família Bolsonaro. Ao mesmo tempo, setores do Centrão também demonstram reservas em relação a outros nomes colocados como possíveis candidatos da centro-direita, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
A leitura predominante entre esses articuladores é de que Caiado e Zema ainda enfrentam dificuldades para ampliar apoio nacional e consolidar competitividade eleitoral suficiente para enfrentar Lula em uma eleição presidencial. Diante desse cenário, integrantes do Centrão seguem discutindo alternativas que possam reunir apoio político, capacidade de articulação partidária e aceitação junto ao empresariado e ao mercado financeiro. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles)
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Com Flávio em crise, Centrão e mercado articulam chapa Tereza-Michelle
Na chapa, Tereza Cristina seria candidata a presidente e Michelle a vice. (Foto: GAI Media)
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Segundo informações publicadas pelo colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, políticos ligados ao Centrão e integrantes do mercado financeiro já procuraram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, para apresentar a proposta. O parlamentar, contudo, teria evitado aderir imediatamente à ideia e preferido manter cautela diante do cenário político ainda indefinido.
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De acordo com a avaliação de parte das lideranças do Centrão e de setores do mercado, as mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro, nas quais o senador pede recursos financeiros a Vorcaro, teriam potencial para desgastar sua imagem política e reduzir suas chances em uma eventual disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá buscar a reeleição.
Nos bastidores, interlocutores desses grupos avaliam que o episódio aumentou a resistência em torno de uma candidatura diretamente vinculada ao núcleo político da família Bolsonaro. Ao mesmo tempo, setores do Centrão também demonstram reservas em relação a outros nomes colocados como possíveis candidatos da centro-direita, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
A leitura predominante entre esses articuladores é de que Caiado e Zema ainda enfrentam dificuldades para ampliar apoio nacional e consolidar competitividade eleitoral suficiente para enfrentar Lula em uma eleição presidencial. Diante desse cenário, integrantes do Centrão seguem discutindo alternativas que possam reunir apoio político, capacidade de articulação partidária e aceitação junto ao empresariado e ao mercado financeiro. (Com informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles)
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