Investigação da PF indica que Jonathas Assunção tinha “empresa de passagem” em esquema da Refit. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado
As investigações da Polícia Federal (PF) que levaram à Operação Sem Refino, deflagrada nessa sexta-feira (15), apontam que um ex-auxiliar do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) recebeu R$ 1,3 milhão de empresas do grupo Refit, do empresário Ricardo Magro.
Jonathas Assunção foi secretário-executivo da Casa Civil quando Nogueira comandava a pasta, no governo Jair Bolsonaro (PL). Foi indicado pelo então ministro para representá-lo no conselho de administração da Petrobras.
Depois, passou a atuar pela Refit, sendo identificado no mercado como responsável pelas relações institucionais. Em novembro, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Poço de Lobato.
O que se conta no setor é que sua ida para a Refit ocorreu por sugestão de Ciro, por ser próximo a Ricardo Magro. Em entrevista à Folha em 2025, Magro chamou o senador de amigo, mas descartou qualquer possibilidade de usar a proximidade para obter favorecimentos em seus negócios.
Segundo as investigações, o esquema do grupo de Ricardo Magro utilizou “empresas de passagem” para fazer o dinheiro circular e apagar rastros financeiros, dificultando a identificação das ilegalidades.
A mais importante seria a Sary Consultoria e Participações Ltda., que é vinculada a Assunção. A Sary foi aberta em 17 de março de 2025 com um capital social de apenas R$ 1.000. A investigação identificou que, 14 dias depois, recebeu R$ 1,3 milhão.
Os valores tiveram como origem empresas do grupo Refit e coligadas, como Roar Inovação, Fera Lubrificantes e Flagler. Em seguida, os recursos foram transferidos para a conta pessoal de seu beneficiário final, Jonathas Assunção.
O senador apresentou emendas que poderiam favorecer Magro durante as discussões do projeto de lei do devedor contumaz, que mirou justamente grupos econômicos que sobreviviam sem recolher impostos. Criticadas pelo mercado, as emendas abrandavam penas para empresas de setores regulados, como o petróleo.
No início do mês, Ciro Nogueira foi alvo de outra operação da PF, por suspeitas de envolvimento no caso do Banco Master. Ele sofreu busca e apreensão, acusado de ter contas pagas pelo dono do banco, Daniel Vorcaro, a quem também beneficiaria com um projeto no Congresso Nacional. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Secretário-executivo do Ministério da Casa Civil de Bolsonaro recebeu de refinaria de petróleo R$ 1,3 milhão, segundo a Polícia Federal
Investigação da PF indica que Jonathas Assunção tinha “empresa de passagem” em esquema da Refit. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado
As investigações da Polícia Federal (PF) que levaram à Operação Sem Refino, deflagrada nessa sexta-feira (15), apontam que um ex-auxiliar do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) recebeu R$ 1,3 milhão de empresas do grupo Refit, do empresário Ricardo Magro.
Jonathas Assunção foi secretário-executivo da Casa Civil quando Nogueira comandava a pasta, no governo Jair Bolsonaro (PL). Foi indicado pelo então ministro para representá-lo no conselho de administração da Petrobras.
Depois, passou a atuar pela Refit, sendo identificado no mercado como responsável pelas relações institucionais. Em novembro, já havia sido alvo de busca e apreensão na Operação Poço de Lobato.
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Segundo as investigações, o esquema do grupo de Ricardo Magro utilizou “empresas de passagem” para fazer o dinheiro circular e apagar rastros financeiros, dificultando a identificação das ilegalidades.
A mais importante seria a Sary Consultoria e Participações Ltda., que é vinculada a Assunção. A Sary foi aberta em 17 de março de 2025 com um capital social de apenas R$ 1.000. A investigação identificou que, 14 dias depois, recebeu R$ 1,3 milhão.
Os valores tiveram como origem empresas do grupo Refit e coligadas, como Roar Inovação, Fera Lubrificantes e Flagler. Em seguida, os recursos foram transferidos para a conta pessoal de seu beneficiário final, Jonathas Assunção.
O senador apresentou emendas que poderiam favorecer Magro durante as discussões do projeto de lei do devedor contumaz, que mirou justamente grupos econômicos que sobreviviam sem recolher impostos. Criticadas pelo mercado, as emendas abrandavam penas para empresas de setores regulados, como o petróleo.
No início do mês, Ciro Nogueira foi alvo de outra operação da PF, por suspeitas de envolvimento no caso do Banco Master. Ele sofreu busca e apreensão, acusado de ter contas pagas pelo dono do banco, Daniel Vorcaro, a quem também beneficiaria com um projeto no Congresso Nacional. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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