Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em cartaz do filme “Dark Horse”.
Foto: Reprodução
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em cartaz do filme “Dark Horse”. (Foto: Reprodução)
O filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode enfrentar questionamentos jurídicos caso seja lançado em setembro, às vésperas das eleições presidenciais de 2026. A preocupação ganhou força após a divulgação de que o projeto recebeu financiamento de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, em uma articulação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto.
Nos bastidores da campanha bolsonarista, aliados avaliam que o longa pode acabar gerando mais desgaste do que benefícios eleitorais, especialmente diante do precedente criado pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2022. Na ocasião, a Corte suspendeu a exibição do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, produzido pela Brasil Paralelo, que seria lançado às vésperas do segundo turno presidencial.
O pedido foi apresentado pela coligação do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão, o TSE entendeu que o documentário poderia ampliar de forma desproporcional temas explorados na campanha eleitoral de Bolsonaro, utilizando uma produção audiovisual financiada com recursos elevados.
O entendimento foi consolidado no voto do ministro Benedito Gonçalves, relator do caso e também responsável por ações que posteriormente resultaram na inelegibilidade de Bolsonaro. O documentário acabou sendo exibido somente após o término das eleições.
A principal diferença entre os dois episódios é que, em 2022, Bolsonaro era candidato à reeleição e figura central do documentário sobre o atentado sofrido em Juiz de Fora. Agora, embora “Dark Horse” retrate a trajetória do ex-presidente, quem deve disputar a Presidência é seu filho, Flávio Bolsonaro.
O longa será estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, que interpretará Jair Bolsonaro. Informações publicadas no site IMDb indicam ainda a presença de personagens ligados ao núcleo familiar do ex-presidente, como Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro, interpretado pelo ator brasileiro Marcus Ornellas.
Entre aliados do senador, existe o receio de que o filme seja interpretado pela Justiça Eleitoral como uma peça de propaganda política antecipada. Outro temor é que a estreia reacenda a repercussão dos diálogos atribuídos a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, episódio que provocou desgaste interno no campo da direita e alimentou divergências entre aliados bolsonaristas.
Reservadamente, integrantes próximos à pré-campanha divergem sobre a estratégia mais adequada. Parte do grupo defende cautela jurídica e avalia que o lançamento próximo às eleições pode ampliar o risco de contestação no TSE. Outra ala considera antecipar a estreia do filme como uma tentativa de reduzir os impactos políticos do caso e encerrar o assunto antes do período eleitoral mais intenso.
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Tribunal Superior Eleitoral proibiu exibição de filme sobre Bolsonaro durante eleições
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em cartaz do filme “Dark Horse”.
Foto: Reprodução
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em cartaz do filme “Dark Horse”. (Foto: Reprodução)
O filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode enfrentar questionamentos jurídicos caso seja lançado em setembro, às vésperas das eleições presidenciais de 2026. A preocupação ganhou força após a divulgação de que o projeto recebeu financiamento de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, em uma articulação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto.
Nos bastidores da campanha bolsonarista, aliados avaliam que o longa pode acabar gerando mais desgaste do que benefícios eleitorais, especialmente diante do precedente criado pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2022. Na ocasião, a Corte suspendeu a exibição do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, produzido pela Brasil Paralelo, que seria lançado às vésperas do segundo turno presidencial.
O pedido foi apresentado pela coligação do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Na decisão, o TSE entendeu que o documentário poderia ampliar de forma desproporcional temas explorados na campanha eleitoral de Bolsonaro, utilizando uma produção audiovisual financiada com recursos elevados.
O entendimento foi consolidado no voto do ministro Benedito Gonçalves, relator do caso e também responsável por ações que posteriormente resultaram na inelegibilidade de Bolsonaro. O documentário acabou sendo exibido somente após o término das eleições.
A principal diferença entre os dois episódios é que, em 2022, Bolsonaro era candidato à reeleição e figura central do documentário sobre o atentado sofrido em Juiz de Fora. Agora, embora “Dark Horse” retrate a trajetória do ex-presidente, quem deve disputar a Presidência é seu filho, Flávio Bolsonaro.
O longa será estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, que interpretará Jair Bolsonaro. Informações publicadas no site IMDb indicam ainda a presença de personagens ligados ao núcleo familiar do ex-presidente, como Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o próprio Flávio Bolsonaro, interpretado pelo ator brasileiro Marcus Ornellas.
Entre aliados do senador, existe o receio de que o filme seja interpretado pela Justiça Eleitoral como uma peça de propaganda política antecipada. Outro temor é que a estreia reacenda a repercussão dos diálogos atribuídos a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, episódio que provocou desgaste interno no campo da direita e alimentou divergências entre aliados bolsonaristas.
Reservadamente, integrantes próximos à pré-campanha divergem sobre a estratégia mais adequada. Parte do grupo defende cautela jurídica e avalia que o lançamento próximo às eleições pode ampliar o risco de contestação no TSE. Outra ala considera antecipar a estreia do filme como uma tentativa de reduzir os impactos políticos do caso e encerrar o assunto antes do período eleitoral mais intenso.
(Com O Globo)
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