Ex-governador mineiro (foto) usou ação contra o presidente do PP para criticar políticos corruptos. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Em busca de espaço para se cacifar na direita, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, aproveitou a operação da Polícia Federal (PF) a respeito do Banco Master que mirou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para reforçar seu discurso antissistema e conquistar eleitores mais radicais.
A estratégia, que inclui chamar políticos de Brasília e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de intocáveis, busca tanto ampliar o espaço no eleitorado bolsonarista como viabilizá-lo como vice de Flávio Bolsonaro (PL), embora aliados do senador tenham dúvidas sobre a aliança.
Ao protagonizar embates com o STF e dar declarações polêmicas, como a favorável ao trabalho infantil, Zema tem se diferenciado de Flávio, que busca um discurso de moderação para evitar a rejeição ligada ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, eu não tenho rabo preso”, disse Zema, após a operação.
O alvo da crítica do ex-governador é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chama de omisso na crise do Master, mas a fala acaba atingindo também os adversários do mesmo campo da direita.
Entre as principais suspeitas da PF estão a de que Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil na gestão Bolsonaro, recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Master. Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.
Em vídeos divulgados em suas redes após a operação, Zema reforçou a pauta anticorrupção e diz que o tema vai influenciar as eleições de outubro. Ele não menciona o nome de Ciro Nogueira, mas exibe uma foto dele e de Vorcaro enquanto fala de “políticos vendidos”, “raposas velhas que só querem te roubar” e “safados” que acobertam as fraudes do Master.
Aliados de Flávio se dividem em relação a ter Zema como vice na chapa – o mineiro diz que manterá sua candidatura até o fim, mas a chapa com o PL é defendida por parte dos aliados de ambos os lados. O outro nome cogitado para a vice, o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), sofreu um abalo por causa da operação contra o presidente do PP, mas não está descartado.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a crítica a Ciro nas redes também serviu para contrapor Zema à possível aliança de Flávio com o PP. O principal articulador político do ex-governador em Minas Gerais, no entanto, é integrante do PP, o ex-deputado e pré-candidato ao Senado Marcelo Aro.
Auxiliares de Flávio afirmam que ter Zema na vaga de vice seria importante para conquistar votos em Minas Gerais, estado considerado decisivo em eleições presidenciais. Por outro lado, há dúvidas sobre a capacidade do ex-governador de transferir votos a aliados. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Romeu Zema reforça aceno ao bolsonarismo a partir de ação contra o senador Ciro Nogueira
Ex-governador mineiro (foto) usou ação contra o presidente do PP para criticar políticos corruptos. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Em busca de espaço para se cacifar na direita, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, aproveitou a operação da Polícia Federal (PF) a respeito do Banco Master que mirou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para reforçar seu discurso antissistema e conquistar eleitores mais radicais.
A estratégia, que inclui chamar políticos de Brasília e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de intocáveis, busca tanto ampliar o espaço no eleitorado bolsonarista como viabilizá-lo como vice de Flávio Bolsonaro (PL), embora aliados do senador tenham dúvidas sobre a aliança.
Ao protagonizar embates com o STF e dar declarações polêmicas, como a favorável ao trabalho infantil, Zema tem se diferenciado de Flávio, que busca um discurso de moderação para evitar a rejeição ligada ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, eu não tenho rabo preso”, disse Zema, após a operação.
O alvo da crítica do ex-governador é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chama de omisso na crise do Master, mas a fala acaba atingindo também os adversários do mesmo campo da direita.
Entre as principais suspeitas da PF estão a de que Ciro Nogueira, que foi ministro da Casa Civil na gestão Bolsonaro, recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Master. Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.
Em vídeos divulgados em suas redes após a operação, Zema reforçou a pauta anticorrupção e diz que o tema vai influenciar as eleições de outubro. Ele não menciona o nome de Ciro Nogueira, mas exibe uma foto dele e de Vorcaro enquanto fala de “políticos vendidos”, “raposas velhas que só querem te roubar” e “safados” que acobertam as fraudes do Master.
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Como mostrou a Folha de S.Paulo, a crítica a Ciro nas redes também serviu para contrapor Zema à possível aliança de Flávio com o PP. O principal articulador político do ex-governador em Minas Gerais, no entanto, é integrante do PP, o ex-deputado e pré-candidato ao Senado Marcelo Aro.
Auxiliares de Flávio afirmam que ter Zema na vaga de vice seria importante para conquistar votos em Minas Gerais, estado considerado decisivo em eleições presidenciais. Por outro lado, há dúvidas sobre a capacidade do ex-governador de transferir votos a aliados. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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