Supremo tem rejeitado pedidos similares de condenados dos atos de 8 de Janeiro. (Foto: Ton Molina/STF)
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a anulação do processo que resultou na condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.
Com isso, os advogados do ex-presidente dão início a um novo processo na corte, chamado revisão criminal, que ganhará outro número – e não tramitará na ação penal 2668, a ação do núcleo central da trama golpista de 2022 e que transitou em julgado.
Eles pedem, ainda, que o relator seja sorteado apenas entre os integrantes da Segunda Turma da corte, para assegurar que o comando da ação não caia para o mesmo ministro que conduziu a condenação, Alexandre de Moraes.
“O fundamento dessa ação é a reparação do erro judiciário, para que a jurisdição penal volte a atuar segundo os postulados da justiça”, dizem os advogados.
A peça é assinada por Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury.
A Segunda Turma é composta por André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, presidente. Fux participava na Primeira Turma, votou pela absolvição de Bolsonaro e depois pediu para mudar de colegiado.
No pedido, de 90 páginas, a defesa do ex-presidente pede também a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e, assim, a nulidade de todas as provas decorrentes da colaboração do tenente-coronel.
O relator original do processo, Alexandre de Moraes, oficializou em 25 de novembro passado a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, 656 dias após o início das investigações.
O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida. Até então, Bolsonaro cumpria medidas cautelares sob justificativa de risco de fuga.
As defesas dos condenados, entre elas a de Bolsonaro, se disseram indignadas com a condenação definitiva, apontaram cerceamento de direito defesa e prometeram novos recursos mesmo com a conclusão da ação.
O advogado Celso Vilardi, que representou Bolsonaro no processo da trama golpista, afirmou que o processo ainda não havia terminado, uma vez que o prazo para que a defesa apresentasse embargos infringentes ainda não havia se esgotado.
A defesa apresentou esse recurso, que foi negado por Moraes em 19 de dezembro. Em 12 de janeiro, os advogados entregaram à corte novo recurso, um agravo regimental, considerado prejudicado no dia seguinte.
“É nesse contexto processual absolutamente singular que se propõe a presente revisão criminal. O que se submete a essa Suprema Corte, com a devida vênia, é a existência de vícios objetivos, relevantes e autônomos do próprio título condenatório”, diz o pedido.
A pendência de revisão criminal não impede a execução da condenação penal, de acordo com entendimento do próprio Supremo.
O STF tem rejeitado, em decisões monocráticas e no plenário virtual, pedidos desse tipo apresentados por condenados dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 por ausência de fatos novos ou provas inéditas. (Com informações da Folha de S.Paulo)
Eduardo afirmou que Tarcísio era “um servidor público desconhecido da sociedade” antes de ser eleito com o apoio de Bolsonaro Foto: Reprodução Eduardo afirmou que Tarcísio era “um servidor público desconhecido da sociedade” antes de ser eleito com o apoio de Bolsonaro. (Foto: Reprodução de vídeo) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que o …
Cúpula do MDB acompanhada do Vice-governadorm Ex-Governadores, Secretários do Governo Municipal e Estadual do MDB acompanharam a solenidade na ALRS; Foto: Fernando Gomes Na sessão plenária desta terça-feira (24), o deputado Vilmar Zanchin (MDB) utilizou o Grande Expediente para marcar os 60 anos de fundação do Movimento Democrático Brasileiro. Em um discurso que mesclou memória …
Diferença entre o presidente (D) e o senador (E) era de dez pontos na pesquisa de dezembro. (Fotos: Saulo Cruz/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto, no cenário …
Enquanto Flávio tenta consolidar candidatura, aliados trocam farpas em público e se provocam com indiretas nas redes sociais. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Enquanto Flávio tenta consolidar candidatura, aliados trocam farpas em público e se provocam com indiretas nas redes sociais. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado) Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensifica os movimentos com o …
Defesa de Jair Bolsonaro pediu a Edson Fachin, presidente do Supremo, a anulação do processo em que o ex-presidente foi condenado
Supremo tem rejeitado pedidos similares de condenados dos atos de 8 de Janeiro. (Foto: Ton Molina/STF)
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a anulação do processo que resultou na condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.
Com isso, os advogados do ex-presidente dão início a um novo processo na corte, chamado revisão criminal, que ganhará outro número – e não tramitará na ação penal 2668, a ação do núcleo central da trama golpista de 2022 e que transitou em julgado.
Eles pedem, ainda, que o relator seja sorteado apenas entre os integrantes da Segunda Turma da corte, para assegurar que o comando da ação não caia para o mesmo ministro que conduziu a condenação, Alexandre de Moraes.
“O fundamento dessa ação é a reparação do erro judiciário, para que a jurisdição penal volte a atuar segundo os postulados da justiça”, dizem os advogados.
A peça é assinada por Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury.
A Segunda Turma é composta por André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, presidente. Fux participava na Primeira Turma, votou pela absolvição de Bolsonaro e depois pediu para mudar de colegiado.
No pedido, de 90 páginas, a defesa do ex-presidente pede também a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e, assim, a nulidade de todas as provas decorrentes da colaboração do tenente-coronel.
O relator original do processo, Alexandre de Moraes, oficializou em 25 de novembro passado a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, 656 dias após o início das investigações.
O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida. Até então, Bolsonaro cumpria medidas cautelares sob justificativa de risco de fuga.
As defesas dos condenados, entre elas a de Bolsonaro, se disseram indignadas com a condenação definitiva, apontaram cerceamento de direito defesa e prometeram novos recursos mesmo com a conclusão da ação.
O advogado Celso Vilardi, que representou Bolsonaro no processo da trama golpista, afirmou que o processo ainda não havia terminado, uma vez que o prazo para que a defesa apresentasse embargos infringentes ainda não havia se esgotado.
A defesa apresentou esse recurso, que foi negado por Moraes em 19 de dezembro. Em 12 de janeiro, os advogados entregaram à corte novo recurso, um agravo regimental, considerado prejudicado no dia seguinte.
“É nesse contexto processual absolutamente singular que se propõe a presente revisão criminal. O que se submete a essa Suprema Corte, com a devida vênia, é a existência de vícios objetivos, relevantes e autônomos do próprio título condenatório”, diz o pedido.
A pendência de revisão criminal não impede a execução da condenação penal, de acordo com entendimento do próprio Supremo.
O STF tem rejeitado, em decisões monocráticas e no plenário virtual, pedidos desse tipo apresentados por condenados dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 por ausência de fatos novos ou provas inéditas. (Com informações da Folha de S.Paulo)
Related Posts
Eduardo Bolsonaro diz que Tarcísio “não tem a opção de ir contra” a candidatura de Flávio
Eduardo afirmou que Tarcísio era “um servidor público desconhecido da sociedade” antes de ser eleito com o apoio de Bolsonaro Foto: Reprodução Eduardo afirmou que Tarcísio era “um servidor público desconhecido da sociedade” antes de ser eleito com o apoio de Bolsonaro. (Foto: Reprodução de vídeo) O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que o …
MDB celebra 60 anos e recebe homenagens na Assembléia Legislativa do RS
Cúpula do MDB acompanhada do Vice-governadorm Ex-Governadores, Secretários do Governo Municipal e Estadual do MDB acompanharam a solenidade na ALRS; Foto: Fernando Gomes Na sessão plenária desta terça-feira (24), o deputado Vilmar Zanchin (MDB) utilizou o Grande Expediente para marcar os 60 anos de fundação do Movimento Democrático Brasileiro. Em um discurso que mesclou memória …
Pesquisa Quaest, 2º turno: Lula e Flávio estão empatados com 41% das intenções de voto
Diferença entre o presidente (D) e o senador (E) era de dez pontos na pesquisa de dezembro. (Fotos: Saulo Cruz/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto, no cenário …
Provocações nas redes e divergências sobre o controle das candidaturas escancaram crise interna no bolsonarismo
Enquanto Flávio tenta consolidar candidatura, aliados trocam farpas em público e se provocam com indiretas nas redes sociais. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Enquanto Flávio tenta consolidar candidatura, aliados trocam farpas em público e se provocam com indiretas nas redes sociais. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado) Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensifica os movimentos com o …