A operação da Polícia Federal no caso do Banco Master que atingiu o senador Ciro Nogueira tem potencial para tornar tóxica a aliança com a federação PP-União Brasil na corrida presidencial
Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
A ação da Polícia Federal (PF) que atingiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), nessa quinta-feira (7), tem potencial para tornar tóxica a aliança com a federação PP-União Brasil na corrida presidencial deste ano. Isso porque nomes de políticos do União Brasil também já foram relacionados ao escândalo do Banco Master em etapas anteriores das investigações.
PP e União Brasil são a imagem concreta do “Centrão”, bloco sem coloração partidária definida que habita todos os governos, mantendo sempre um pé em cada canoa. Ciro Nogueira, por sua vez, é símbolo dessa alternância: foi aliado de primeira hora da gestão Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, chefiou a Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL).
Atualmente alinhado à oposição, Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso. Basta lembrar que o senador já flertou abertamente com a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O próprio Flávio afirmou que Ciro teria todas as condições para ocupar o posto na chapa.
Em termos pragmáticos, a federação PP-União Brasil é uma potência. As siglas somam 101 deputados federais. Essa bancada garante maior tempo de TV e uma fatia bilionária do fundo eleitoral. No entanto, formalizar essa aliança hoje significaria também levar para o palanque a sujeira que agora está sobre o tapete. Não se trata de pré-julgamento, pois a investigação do caso Master ainda promete muitos capítulos, mas sim de uma leitura do cenário eleitoral de 2026.
Para o PT, entretanto, será difícil se beneficiar diretamente do episódio. Primeiro porque o governo Lula acomodou o PP na Esplanada dos Ministérios e depende de articulações com Ciro em palanques estaduais. Segundo porque o tema corrupção, historicamente, não é um terreno onde o PT consiga pautar vantagens narrativas.
Nogueira divulgou uma nota em suas redes sociais na tarde desta sexta-feira (8), afirmando que a quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga o esquema do Banco Master, é uma “perseguição” e acontece em “todo ano político”.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, afirmou o senador.
A PF aponta indícios de que o parlamentar teria atuado em favor dos interesses do banco em troca de vantagens indevidas recebendo mesada de Vorcaro, incluindo a apresentação de uma emenda legislativa que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A decisão judicial também determinou bloqueio de bens de até R$ 18,85 milhões, e a investigação alcança outros investigados, como o primo do banqueiro Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, que foi preso.
Nas redes sociais, Nogueira ainda questiona o impacto que uma operação como a de ontem pode ter em sua imagem, que é um dos candidatos ao senado pelo estado do Piauí.
“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, indagou. O presidente nacional do PP encerrou o texto afirmando que a ação da Polícia Federal serve como fonte que “dá mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí”.
“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim”, finalizou. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e do portal g1)
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Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
A ação da Polícia Federal (PF) que atingiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), nessa quinta-feira (7), tem potencial para tornar tóxica a aliança com a federação PP-União Brasil na corrida presidencial deste ano. Isso porque nomes de políticos do União Brasil também já foram relacionados ao escândalo do Banco Master em etapas anteriores das investigações.
PP e União Brasil são a imagem concreta do “Centrão”, bloco sem coloração partidária definida que habita todos os governos, mantendo sempre um pé em cada canoa. Ciro Nogueira, por sua vez, é símbolo dessa alternância: foi aliado de primeira hora da gestão Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, chefiou a Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL).
Atualmente alinhado à oposição, Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso. Basta lembrar que o senador já flertou abertamente com a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O próprio Flávio afirmou que Ciro teria todas as condições para ocupar o posto na chapa.
Em termos pragmáticos, a federação PP-União Brasil é uma potência. As siglas somam 101 deputados federais. Essa bancada garante maior tempo de TV e uma fatia bilionária do fundo eleitoral. No entanto, formalizar essa aliança hoje significaria também levar para o palanque a sujeira que agora está sobre o tapete. Não se trata de pré-julgamento, pois a investigação do caso Master ainda promete muitos capítulos, mas sim de uma leitura do cenário eleitoral de 2026.
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Nogueira divulgou uma nota em suas redes sociais na tarde desta sexta-feira (8), afirmando que a quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga o esquema do Banco Master, é uma “perseguição” e acontece em “todo ano político”.
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Nas redes sociais, Nogueira ainda questiona o impacto que uma operação como a de ontem pode ter em sua imagem, que é um dos candidatos ao senado pelo estado do Piauí.
“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, indagou.
O presidente nacional do PP encerrou o texto afirmando que a ação da Polícia Federal serve como fonte que “dá mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí”.
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