Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República rejeitaram conteúdo prévio de delação premiada de Vorcaro e cobraram mais informações para avançar com o acordo
Anexos com conteúdo da delação apresentados pela defesa de Vorcaro serão analisados nas próximas semanas.(Foto: Arquivo/Master)
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliaram que uma tentativa prévia de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, era insuficiente e cobraram mais informações do investigado para que ele formalizasse a proposta.
Em resposta a esse pedido, anexos com o conteúdo da delação foram apresentados pela defesa de Vorcaro e serão analisados nas próximas semanas.
Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, do portal de notícias g1, esse material foi entregue em um pen drive e o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), foi avisado da entrega.
A defesa de Vorcaro participou na segunda-feira (4) de uma reunião rápida com a PGR e PF. Os advogados entregaram um arquivo com a descrição sumária dos anexos, que são os termos da delação separados por conteúdo.
Os termos de delação premiada são descrições feitas pelo investigado que pretende fechar o acordo de colaboração.
Agora, os investigadores vão analisar o conteúdo para responder algumas perguntas:
* Há inovação no conteúdo?
* Se tem inovação, o candidato a fechar o acordo de colaboração consegue apresentar elementos de provas?
Nada pode ser usado se o termo não for assinado. Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Proposta preliminar
A proposta preliminar de delação, por sua vez, foi apresentada há cerca de duas semanas. O conteúdo foi considerado fraco tanto pelos policiais federais quanto pelos procuradores que atuam na investigação.
A avaliação é que o que foi apresentado previamente não trazia novidades em relação ao que já foi investigado ao longo do inquérito da “Operação Compliance Zero” – que culminou na primeira prisão de Vorcaro – com situações e diálogos que já eram de conhecimento dos investigadores.
Segundo fontes a par das investigações, Vorcaro não mencionou nomes que estariam no topo da hierarquia da organização e cujo envolvimento já teria sido identificado pelos investigadores. A PF e a PGR fizeram apontamentos diversos.
Resposta
A entrega dos anexos, agora, é uma resposta a essa cobrança dos investigadores. A recusa ao conteúdo inicialmente proposto pela parte investigada é algo comum no processo de delação.
Os investigadores afirmam que vão precisar de tempo para analisar o conteúdo dos termos da delação, após a formalização. Nesse cenário, não há negociação de delação premiada com a defesa do pastor Fabiano Zettel, braço-direito do banqueiro.
Avaliação de interlocutores ligados à negociação é de que a intenção do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, de também fechar um acordo acelerou o processo da defesa de Vorcaro.
Celulares
De acordo com investigadores, a análise de todos os celulares de Vorcaro ainda não foi concluída. Ao todo, a PF apreendeu oito celulares do banqueiro. A extração de dados é feita em Brasília, São Paulo e Minas Gerais.
Os outros celulares periciados posteriormente, utilizados por Vorcaro enquanto ele já estava em prisão domiciliar, no fim do ano passado, ainda segundo interlocutores, não agregaram elementos importantes para a investigação.
A perícia tenta extrair ainda o conteúdo de um dos aparelhos.
A análise completa dos dados é considerada peça fundamental para confrontar os termos que serão apresentados por Vorcaro na tentativa de fechar o acordo. Interlocutores da negociação afirmam que conteúdo terá que ser contundente para a delação ser efetiva.
No mês passado, a Polícia Federal ampliou a equipe responsável pela análise do material apreendido com o banqueiro Daniel Vorcaro. Novos delegados, peritos, agentes e escrivães foram convocados para reforçar a investigação. (Com informações do portal de notícias g1)
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A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliaram que uma tentativa prévia de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, era insuficiente e cobraram mais informações do investigado para que ele formalizasse a proposta.
Em resposta a esse pedido, anexos com o conteúdo da delação foram apresentados pela defesa de Vorcaro e serão analisados nas próximas semanas.
Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, do portal de notícias g1, esse material foi entregue em um pen drive e o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), foi avisado da entrega.
A defesa de Vorcaro participou na segunda-feira (4) de uma reunião rápida com a PGR e PF. Os advogados entregaram um arquivo com a descrição sumária dos anexos, que são os termos da delação separados por conteúdo.
Os termos de delação premiada são descrições feitas pelo investigado que pretende fechar o acordo de colaboração.
Agora, os investigadores vão analisar o conteúdo para responder algumas perguntas:
* Há inovação no conteúdo?
* Se tem inovação, o candidato a fechar o acordo de colaboração consegue apresentar elementos de provas?
Nada pode ser usado se o termo não for assinado. Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Proposta preliminar
A proposta preliminar de delação, por sua vez, foi apresentada há cerca de duas semanas. O conteúdo foi considerado fraco tanto pelos policiais federais quanto pelos procuradores que atuam na investigação.
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Segundo fontes a par das investigações, Vorcaro não mencionou nomes que estariam no topo da hierarquia da organização e cujo envolvimento já teria sido identificado pelos investigadores. A PF e a PGR fizeram apontamentos diversos.
Resposta
A entrega dos anexos, agora, é uma resposta a essa cobrança dos investigadores. A recusa ao conteúdo inicialmente proposto pela parte investigada é algo comum no processo de delação.
Os investigadores afirmam que vão precisar de tempo para analisar o conteúdo dos termos da delação, após a formalização. Nesse cenário, não há negociação de delação premiada com a defesa do pastor Fabiano Zettel, braço-direito do banqueiro.
Avaliação de interlocutores ligados à negociação é de que a intenção do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, de também fechar um acordo acelerou o processo da defesa de Vorcaro.
Celulares
De acordo com investigadores, a análise de todos os celulares de Vorcaro ainda não foi concluída. Ao todo, a PF apreendeu oito celulares do banqueiro. A extração de dados é feita em Brasília, São Paulo e Minas Gerais.
Os outros celulares periciados posteriormente, utilizados por Vorcaro enquanto ele já estava em prisão domiciliar, no fim do ano passado, ainda segundo interlocutores, não agregaram elementos importantes para a investigação.
A perícia tenta extrair ainda o conteúdo de um dos aparelhos.
A análise completa dos dados é considerada peça fundamental para confrontar os termos que serão apresentados por Vorcaro na tentativa de fechar o acordo. Interlocutores da negociação afirmam que conteúdo terá que ser contundente para a delação ser efetiva.
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