Porta-voz do pai, senador tem decisões contestadas por pessoas próximas ao ex-presidente. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou forte resistência de líderes do centro e da direita quando anunciou ter sido escolhido pelo pai para concorrer ao Palácio do Planalto. Ecoando uma análise corrente entre governistas, setores da oposição diziam que o parlamentar seria facilmente derrotado por Lula. Alguns até afirmavam que Bolsonaro tinha ungido o rebento para que ele perdesse ou para que o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, não tivesse chance de assumir o patrimônio eleitoral do capitão e vencer a sucessão presidencial. Tarcísio, como se sabe, era o nome preferido de expoentes do Centrão e do empresariado para enfrentar o Partido dos Trabalhadores, mas Bolsonaro preferiu apostar no filho.
Por enquanto, deu certo. As pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente nas simulações de segundo turno, com o senador numericamente à frente no Datafolha e na Genial/Quaest. A dúvida sobre a competitividade do Zero Um ficou para trás. Outras desconfianças, no entanto, continuam.
Menino de recado
Desde a prisão de Jair Bolsonaro, que está cumprindo em regime domiciliar a pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, Flávio Bolsonaro se tornou, além de candidato, porta-voz do pai. Por estar listado no Supremo Tribunal Federal entre os advogados do ex-presidente, ele pode visitá-lo todos os dias em encontros de no máximo trinta minutos.
Um exemplo doméstico ilustra a situação. De olho em um palanque forte no oitavo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro anunciou apoio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao governo do Ceará. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não concordou com a decisão e manteve o endosso à pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao posto.
No Congresso, a articulação mira a escolha de um relator favorável e a construção de maioria para aprovar o projeto. (Foto: Gustavo Moreno/STF) No dia seguinte à condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), dirigentes do PL e aliados próximos ao ex-presidente abriram uma frente paralela de articulação política. Além do esforço no …
O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, destacou o gabinete do magistrado. (Foto: Antonio Augusto/STF) Documentos da CPI do Crime Organizado, da Aeronáutica e de empresas de táxi aéreo indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal …
Programa aposta em integração, inteligência e asfixia financeira para enfrentar o crime organizado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) Um decreto que regulamenta a Lei Raul Jungmann, conhecida como PL Antifacção, criará o Programa Brasil contra o Crime Organizado. Alguns dos eixos estão focados na retomada de territórios dominados por facções e milícias e no reforço do controle …
O presidente Lula não fará um veto integral ao aumento de servidores aprovado pelo Congresso Nacional. (Foto: Ricardo Stuckert/PR) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá adotar uma postura intermediária em relação ao projeto aprovado pelo Congresso Nacional que prevê reajustes e benefícios para servidores públicos. Segundo integrantes do governo, não está prevista a …
Flávio Bolsonaro ainda enfrenta desconfiança em seu grupo político
Porta-voz do pai, senador tem decisões contestadas por pessoas próximas ao ex-presidente. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou forte resistência de líderes do centro e da direita quando anunciou ter sido escolhido pelo pai para concorrer ao Palácio do Planalto.
Ecoando uma análise corrente entre governistas, setores da oposição diziam que o parlamentar seria facilmente derrotado por Lula. Alguns até afirmavam que Bolsonaro tinha ungido o rebento para que ele perdesse ou para que o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, não tivesse chance de assumir o patrimônio eleitoral do capitão e vencer a sucessão presidencial. Tarcísio, como se sabe, era o nome preferido de expoentes do Centrão e do empresariado para enfrentar o Partido dos Trabalhadores, mas Bolsonaro preferiu apostar no filho.
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Menino de recado
Desde a prisão de Jair Bolsonaro, que está cumprindo em regime domiciliar a pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, Flávio Bolsonaro se tornou, além de candidato, porta-voz do pai. Por estar listado no Supremo Tribunal Federal entre os advogados do ex-presidente, ele pode visitá-lo todos os dias em encontros de no máximo trinta minutos.
Um exemplo doméstico ilustra a situação. De olho em um palanque forte no oitavo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro anunciou apoio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes ao governo do Ceará. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não concordou com a decisão e manteve o endosso à pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao posto.
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