A cerimônia de posse da nova diretoria da FAMURS, realizada em Imbé, reuniu lideranças de todas as regiões do Estado e marcou o início do biênio 2026/2027 sob a presidência do prefeito de Imbé, Luis Henrique Vedovato. Com auditório lotado e forte presença institucional, o ato evidenciou a centralidade crescente dos municípios na estrutura decisória do Rio Grande do Sul.
O recado político foi claro: quem executa na ponta quer, agora, participar de quem decide.
Ao lado do novo presidente, participaram da cerimônia o governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza, que reforçaram o papel das administrações locais na execução e na efetividade das políticas públicas. Em sua fala, Leite destacou o modelo adotado pelo Estado: “O nosso municipalismo não é discurso, é prática. Colocamos os maiores recursos em convênios para todos os municípios, sem olhar partido.” Ao abordar mecanismos criados nos últimos anos, acrescentou: “Se é emergência, o dinheiro precisa chegar antes. O prefeito sabe o que fazer e presta contas depois.”
A declaração expõe uma mudança de lógica: menos intermediação, mais autonomia — e maior responsabilização na ponta. Gabriel Souza reforçou essa leitura ao situar o município como núcleo da vida social: “A vida das pessoas acontece nas cidades.” E completou ao destacar a evolução fiscal do Estado: “Essa mudança de paradigma nas contas públicas viabiliza a melhoria na vida dos gaúchos.”
Ao assumir a presidência, Vedovato destacou o papel da entidade como elo institucional: “A Famurs é instrumento de representação, articulação e apoio técnico aos municípios.” A fala aponta para uma atuação que ultrapassa a defesa de pautas e se aproxima de uma estrutura de suporte estratégico à gestão pública local.
A nova diretoria amplia a representação regional e fortalece a articulação política da entidade. Compõem a vice-presidência João Rudinei Sehnem (Boa Vista do Buricá), Gustavo Diogo Finck (Novo Hamburgo), Amarildo Luis da Silva (Fazenda Vilanova), Arlei Luis Tomazoni (Três Passos), Leandro Tittelmaier Balardin (Cachoeira do Sul), Darlene Torrada Pereira (Rio Grande) e Pablo Luiz Alievi Mari (Sarandi). A composição descentralizada reforça o caráter federativo da federação, que representa os 497 municípios gaúchos.
O contexto da posse é marcado por desafios estruturais. Os municípios enfrentam pressão crescente por serviços públicos, intensificada por eventos climáticos extremos e limitações fiscais. Nesse cenário, a articulação institucional deixa de ser acessória e passa a ser condição de governabilidade. Ao tratar da relação entre os entes públicos, Leite afirmou: “Não existe cidadão municipal ou estadual. É nossa obrigação trabalhar juntos para entregar resultados.”
A fala indica uma convergência necessária entre Estado e municípios, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura e defesa civil. A experiência recente com enchentes reforçou a importância de mecanismos ágeis de transferência de recursos e maior autonomia local para execução.
A posse também marca a continuidade de um processo de fortalecimento institucional, após a gestão de Adriane Perin, primeira mulher a presidir a entidade. A nova direção assume com o desafio de ampliar a capacidade de articulação e responder a um cenário mais complexo, onde planejamento, eficiência administrativa e cooperação intergovernamental se tornam centrais.
O que se desenha a partir da posse é um municipalismo menos dependente e mais decisivo. Em um Estado pressionado por crises fiscais e climáticas, a capacidade de resposta passa, inevitavelmente, pelas prefeituras. E isso redefine onde, de fato, o poder começa. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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Posse da FAMURS consolida força dos municípios no RS
A cerimônia de posse da nova diretoria da FAMURS, realizada em Imbé, reuniu lideranças de todas as regiões do Estado e marcou o início do biênio 2026/2027 sob a presidência do prefeito de Imbé, Luis Henrique Vedovato. Com auditório lotado e forte presença institucional, o ato evidenciou a centralidade crescente dos municípios na estrutura decisória do Rio Grande do Sul.
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Ao assumir a presidência, Vedovato destacou o papel da entidade como elo institucional: “A Famurs é instrumento de representação, articulação e apoio técnico aos municípios.” A fala aponta para uma atuação que ultrapassa a defesa de pautas e se aproxima de uma estrutura de suporte estratégico à gestão pública local.
A nova diretoria amplia a representação regional e fortalece a articulação política da entidade. Compõem a vice-presidência João Rudinei Sehnem (Boa Vista do Buricá), Gustavo Diogo Finck (Novo Hamburgo), Amarildo Luis da Silva (Fazenda Vilanova), Arlei Luis Tomazoni (Três Passos), Leandro Tittelmaier Balardin (Cachoeira do Sul), Darlene Torrada Pereira (Rio Grande) e Pablo Luiz Alievi Mari (Sarandi). A composição descentralizada reforça o caráter federativo da federação, que representa os 497 municípios gaúchos.
O contexto da posse é marcado por desafios estruturais. Os municípios enfrentam pressão crescente por serviços públicos, intensificada por eventos climáticos extremos e limitações fiscais. Nesse cenário, a articulação institucional deixa de ser acessória e passa a ser condição de governabilidade. Ao tratar da relação entre os entes públicos, Leite afirmou: “Não existe cidadão municipal ou estadual. É nossa obrigação trabalhar juntos para entregar resultados.”
A fala indica uma convergência necessária entre Estado e municípios, especialmente em áreas como saúde, infraestrutura e defesa civil. A experiência recente com enchentes reforçou a importância de mecanismos ágeis de transferência de recursos e maior autonomia local para execução.
A posse também marca a continuidade de um processo de fortalecimento institucional, após a gestão de Adriane Perin, primeira mulher a presidir a entidade. A nova direção assume com o desafio de ampliar a capacidade de articulação e responder a um cenário mais complexo, onde planejamento, eficiência administrativa e cooperação intergovernamental se tornam centrais.
O que se desenha a partir da posse é um municipalismo menos dependente e mais decisivo. Em um Estado pressionado por crises fiscais e climáticas, a capacidade de resposta passa, inevitavelmente, pelas prefeituras. E isso redefine onde, de fato, o poder começa. (Por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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