A medida é incomum e busca destravar a contagem de sessões plenárias necessárias para a apresentação de emendas
Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
A medida é incomum e busca destravar a contagem de sessões plenárias necessárias para a apresentação de emendas. (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou sessões deliberativas do plenário de segunda a sexta-feira da próxima semana com o objetivo de acelerar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. A medida é incomum e busca destravar a contagem de sessões plenárias necessárias para a apresentação de emendas na comissão especial que analisa o texto e conseguir votar o texto até o final deste mês.
Geralmente, as sessões em plenário ocorrem na Câmara apenas de terça-feira às quintas-feiras, dias em que a Casa conta com a presença mais ampla dos parlamentares. Pelas regras, as emendas precisam ser feitas dentro do prazo de 10 sessões do plenário. A partir de então, os deputados já podem analisar o relatório da PEC, que está sendo confeccicionado pela cúpula da comissão especial criada esta semana para discutir o mérito da proposta.
A pauta das sessões ainda será definida e deve ser divulgada pela Secretaria-Geral da Mesa ao longo do dia. A comissão especial da PEC foi instalada nesta semana e já opera sob pressão de um calendário apertado. A expectativa é que o relator apresente seu parecer até o dia 21 de maio, para que o texto possa ser votado em plenário até o dia 28.
Além da tentativa de acelerar a tramitação interna, há também um fator regimental que pressiona o andamento da proposta. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso, em 14 de abril, um projeto de lei sobre o mesmo tema com urgência constitucional. Caso não seja analisada em até 45 dias, a proposta passa a trancar a pauta da Casa, impedindo a votação de outras matérias.
Dessa forma, a estratégia de convocar sessões extras também é uma forma de garantir que a PEC avance antes que o projeto do Executivo passe a bloquear a agenda legislativa. A proposta que trata do fim da escala 6×1 — modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso — enfrenta resistências em setores empresariais, especialmente nas áreas de comércio e serviços, mas tem ganhado tração política no Congresso e apoio de parte do governo.
A comissão especial destinada à análise do mérito da proposta foi instalada na quarta-feira. O colegiado será composto por 38 membros titulares e será presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria ficará a cargo de Léo Prates (Republicanos-BA), escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após negociações entre lideranças partidárias.
Relator da proposta, Prates afirmou que pretende conduzir o debate com foco na construção de um “texto médio”, que consiga equilibrar os interesses em jogo e reunir apoio suficiente para aprovação em plenário. Segundo ele, a adoção de um período de transição será central para reduzir resistências, especialmente entre setores empresariais, embora os prazos ainda não estejam definidos.
“Acho a regra de transição perfeitamente possível e aceitável. Eu gosto muito do meio do caminho. O que eu puder ajudar a mitigar os impactos econômicos, sem prejudicar o trabalhador, eu farei”, disse.
“Sou candidato à reeleição em São Paulo como eu tenho dito”, disse Tarcísio depois da visita. (Foto: Rodrigo Batista/Governo do Estado de SP) O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou novamente ser candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, defendeu a aprovação de uma anistia para pacificar o País e criticou a …
Declaração de Haddad faz referência à aprovação pelo governo Jair Bolsonaro da PEC dos Precatórios Foto: Diogo Zacarias/MF Declaração de Haddad faz referência à aprovação pelo governo Jair Bolsonaro da PEC dos Precatórios. (Foto: Diogo Zacarias/MF) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (24) que considera “ilegal e irracional” a decisão de adiar …
Presidente acompanhou a primeira noite do Grupo Especial, mas evitou declarações. Foto: Divulgação Presidente acompanhou a primeira noite do Grupo Especial, mas evitou declarações. (Foto: Divulgação) Depois de mais de oito horas, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Lula chegou por volta de …
Alguns especulam até se Waller Jr. pretende se candidatar a cargo eletivo, o que o presidente do INSS nega. (Foto: Agência Brasil) Uma disputa velada dentro do Poder Executivo ameaça uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a de zerar a fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A …
Escala 6×1: presidente da Câmara convoca sessões extras para acelerar tramitação do projeto
A medida é incomum e busca destravar a contagem de sessões plenárias necessárias para a apresentação de emendas
Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
A medida é incomum e busca destravar a contagem de sessões plenárias necessárias para a apresentação de emendas. (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou sessões deliberativas do plenário de segunda a sexta-feira da próxima semana com o objetivo de acelerar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. A medida é incomum e busca destravar a contagem de sessões plenárias necessárias para a apresentação de emendas na comissão especial que analisa o texto e conseguir votar o texto até o final deste mês.
Geralmente, as sessões em plenário ocorrem na Câmara apenas de terça-feira às quintas-feiras, dias em que a Casa conta com a presença mais ampla dos parlamentares. Pelas regras, as emendas precisam ser feitas dentro do prazo de 10 sessões do plenário. A partir de então, os deputados já podem analisar o relatório da PEC, que está sendo confeccicionado pela cúpula da comissão especial criada esta semana para discutir o mérito da proposta.
A pauta das sessões ainda será definida e deve ser divulgada pela Secretaria-Geral da Mesa ao longo do dia. A comissão especial da PEC foi instalada nesta semana e já opera sob pressão de um calendário apertado. A expectativa é que o relator apresente seu parecer até o dia 21 de maio, para que o texto possa ser votado em plenário até o dia 28.
Além da tentativa de acelerar a tramitação interna, há também um fator regimental que pressiona o andamento da proposta. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso, em 14 de abril, um projeto de lei sobre o mesmo tema com urgência constitucional. Caso não seja analisada em até 45 dias, a proposta passa a trancar a pauta da Casa, impedindo a votação de outras matérias.
Dessa forma, a estratégia de convocar sessões extras também é uma forma de garantir que a PEC avance antes que o projeto do Executivo passe a bloquear a agenda legislativa. A proposta que trata do fim da escala 6×1 — modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para um de descanso — enfrenta resistências em setores empresariais, especialmente nas áreas de comércio e serviços, mas tem ganhado tração política no Congresso e apoio de parte do governo.
A comissão especial destinada à análise do mérito da proposta foi instalada na quarta-feira. O colegiado será composto por 38 membros titulares e será presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria ficará a cargo de Léo Prates (Republicanos-BA), escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após negociações entre lideranças partidárias.
Relator da proposta, Prates afirmou que pretende conduzir o debate com foco na construção de um “texto médio”, que consiga equilibrar os interesses em jogo e reunir apoio suficiente para aprovação em plenário. Segundo ele, a adoção de um período de transição será central para reduzir resistências, especialmente entre setores empresariais, embora os prazos ainda não estejam definidos.
“Acho a regra de transição perfeitamente possível e aceitável. Eu gosto muito do meio do caminho. O que eu puder ajudar a mitigar os impactos econômicos, sem prejudicar o trabalhador, eu farei”, disse.
Related Posts
Após visitar Bolsonaro, em prisão domiciliar, Tarcísio diz que será candidato à reeleição em São Paulo
“Sou candidato à reeleição em São Paulo como eu tenho dito”, disse Tarcísio depois da visita. (Foto: Rodrigo Batista/Governo do Estado de SP) O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou novamente ser candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, defendeu a aprovação de uma anistia para pacificar o País e criticou a …
Ministro da Fazenda diz que prefere ser criticado por gastar a ser chamado de “caloteiro”
Declaração de Haddad faz referência à aprovação pelo governo Jair Bolsonaro da PEC dos Precatórios Foto: Diogo Zacarias/MF Declaração de Haddad faz referência à aprovação pelo governo Jair Bolsonaro da PEC dos Precatórios. (Foto: Diogo Zacarias/MF) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (24) que considera “ilegal e irracional” a decisão de adiar …
Lula e Janja deixam a Marquês de Sapucaí após mais de oito horas de desfiles
Presidente acompanhou a primeira noite do Grupo Especial, mas evitou declarações. Foto: Divulgação Presidente acompanhou a primeira noite do Grupo Especial, mas evitou declarações. (Foto: Divulgação) Depois de mais de oito horas, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Lula chegou por volta de …
Disputa dentro do governo ameaça promessa de campanha de Lula: a de zerar a fila do INSS
Alguns especulam até se Waller Jr. pretende se candidatar a cargo eletivo, o que o presidente do INSS nega. (Foto: Agência Brasil) Uma disputa velada dentro do Poder Executivo ameaça uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a de zerar a fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A …