Após a prisão de Braga Netto, pastor disse que os militares eram “omissos” e não “honravam a farda”. (Foto: Arquivo/PR)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar o pastor Silas Malafaia réu por injúria após declarações em que chamou o alto Comando do Exército de “cambada de frouxos e covardes”. Na ocasião, ao comentar a prisão preventiva do general Braga Netto, Malafaia também afirmou que os militares eram “omissos” e não “honravam a farda”.
Com a decisão, os ministros entenderam que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal. O colegiado analisou se as falas atribuídas ao pastor configurariam crimes contra a honra e concluiu que há justa causa para a abertura do processo, ao menos em relação ao delito de injúria.
Durante o julgamento, contudo, houve divergência entre os integrantes da Turma sobre o alcance da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Parte dos ministros considerou que, além da injúria, também estariam presentes indícios do crime de calúnia.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou para que Malafaia respondesse tanto por injúria quanto por calúnia. Segundo esse entendimento, as declarações ultrapassariam a mera ofensa e atribuiriam conduta criminosa a integrantes da cúpula militar. O ministro Flávio Dino acompanhou integralmente essa posição.
Em sentido diverso, o ministro Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia entenderam que a denúncia deveria ser recebida apenas quanto ao crime de injúria. Para eles, a fala de Malafaia teria caráter amplo e genérico, sem individualização suficiente para caracterizar imputação específica de crime, o que afastaria, neste momento, a acusação de calúnia.
Como houve empate entre os ministros quanto a esse ponto, prevaleceu o entendimento mais favorável ao réu, conforme regra aplicada no processo penal. Dessa forma, a ação penal foi instaurada exclusivamente para apurar a suposta prática de injúria.
A denúncia contra o pastor foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em razão de manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril de 2025. No documento encaminhado ao STF, o Ministério Público Federal afirmou que houve “evidente propósito de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva”.
A defesa de Silas Malafaia contestou a competência do Supremo para analisar o caso e sustentou que não existiria justa causa para a abertura da ação penal. Os advogados também argumentaram que o pastor posteriormente se retratou das declarações dadas no ato público.
Com a abertura do processo, Malafaia passa à condição formal de réu e poderá apresentar defesa ao longo da instrução criminal. Ao final dessa etapa, caberá ao Supremo decidir se haverá absolvição ou eventual condenação. Até lá, não há definição de culpa. (Com informações do portal Extra)
Carla Ariane, nora de Lula, e Kalil Bittar, ex-sócio de Lulinha, estão entre os investigados. (Foto: Reprodução) O empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não foi encontrado no endereço que a Polícia Federal tinha registrado como sendo dele. Durante a ação …
Vorcaro relatava à namorada o avanço das investigações sobre o Master. (Foto: Reprodução/Instagram) O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatava em conversas por aplicativo com a namorada, Martha Graeff, o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) sobre o Master. Nas mensagens, ele comentava o andamento das apurações …
Segundo as regras do Senado, afastamentos por motivo de saúde são remunerados e podem ser renovados. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/11-12-2024) O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do senador Marcos do Val (Podemos-ES), além do desbloqueio do salário, verba de gabinete e das redes sociais do …
A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública Foto: Carlos Moura/SCO/STF A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) ocorresse sem algemas, sem exposição midiática e “com …
Supremo torna o pastor Malafaia réu por injúria por chamar a cúpula das Forças Armadas de “cambada de covardes” – Jornal O Sul
Após a prisão de Braga Netto, pastor disse que os militares eram “omissos” e não “honravam a farda”. (Foto: Arquivo/PR)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar o pastor Silas Malafaia réu por injúria após declarações em que chamou o alto Comando do Exército de “cambada de frouxos e covardes”. Na ocasião, ao comentar a prisão preventiva do general Braga Netto, Malafaia também afirmou que os militares eram “omissos” e não “honravam a farda”.
Com a decisão, os ministros entenderam que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal. O colegiado analisou se as falas atribuídas ao pastor configurariam crimes contra a honra e concluiu que há justa causa para a abertura do processo, ao menos em relação ao delito de injúria.
Durante o julgamento, contudo, houve divergência entre os integrantes da Turma sobre o alcance da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Parte dos ministros considerou que, além da injúria, também estariam presentes indícios do crime de calúnia.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou para que Malafaia respondesse tanto por injúria quanto por calúnia. Segundo esse entendimento, as declarações ultrapassariam a mera ofensa e atribuiriam conduta criminosa a integrantes da cúpula militar. O ministro Flávio Dino acompanhou integralmente essa posição.
Em sentido diverso, o ministro Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia entenderam que a denúncia deveria ser recebida apenas quanto ao crime de injúria. Para eles, a fala de Malafaia teria caráter amplo e genérico, sem individualização suficiente para caracterizar imputação específica de crime, o que afastaria, neste momento, a acusação de calúnia.
Como houve empate entre os ministros quanto a esse ponto, prevaleceu o entendimento mais favorável ao réu, conforme regra aplicada no processo penal. Dessa forma, a ação penal foi instaurada exclusivamente para apurar a suposta prática de injúria.
A denúncia contra o pastor foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em razão de manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril de 2025. No documento encaminhado ao STF, o Ministério Público Federal afirmou que houve “evidente propósito de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva”.
A defesa de Silas Malafaia contestou a competência do Supremo para analisar o caso e sustentou que não existiria justa causa para a abertura da ação penal. Os advogados também argumentaram que o pastor posteriormente se retratou das declarações dadas no ato público.
Com a abertura do processo, Malafaia passa à condição formal de réu e poderá apresentar defesa ao longo da instrução criminal. Ao final dessa etapa, caberá ao Supremo decidir se haverá absolvição ou eventual condenação. Até lá, não há definição de culpa. (Com informações do portal Extra)
Related Posts
Ex-sócio de Lulinha não foi encontrado em endereço em Brasília
Carla Ariane, nora de Lula, e Kalil Bittar, ex-sócio de Lulinha, estão entre os investigados. (Foto: Reprodução) O empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não foi encontrado no endereço que a Polícia Federal tinha registrado como sendo dele. Durante a ação …
“Me derrubar só matando, e isso eles não têm coragem”, afirmou o dono do Banco Master à namorada
Vorcaro relatava à namorada o avanço das investigações sobre o Master. (Foto: Reprodução/Instagram) O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatava em conversas por aplicativo com a namorada, Martha Graeff, o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) sobre o Master. Nas mensagens, ele comentava o andamento das apurações …
Alexandre de Moraes manda tirar tornozeleira e desbloqueia salário e redes sociais do senador Marcos do Val
Segundo as regras do Senado, afastamentos por motivo de saúde são remunerados e podem ser renovados. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado/11-12-2024) O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a retirada da tornozeleira eletrônica do senador Marcos do Val (Podemos-ES), além do desbloqueio do salário, verba de gabinete e das redes sociais do …
Alexandre de Moraes determinou que a prisão de Bolsonaro ocorresse sem algemas e “com todo o respeito à dignidade” do ex-presidente
A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública Foto: Carlos Moura/SCO/STF A medida foi determinada por Moraes para garantir a ordem pública. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF) O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) ocorresse sem algemas, sem exposição midiática e “com …