Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29). O ex-advogado-geral da União (AGU) passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto. Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores. O governo calculava ter o apoio de 45 senadores, enquanto integrantes da oposição afirmavam ter ao menos 30 votos contrários. A votação é secreta, o que implicou incerteza nas estimativas.
A votação no plenário da Casa Alta foi realizada depois de oito horas de sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No colegiado, o placar foi de 16 votos a 11. Desde a sua indicação, em novembro do ano passado, a escolha por Messias tensionou a relação entre o Congresso e o governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.
Por receio da rejeição, a indicação foi formalizada somente em abril, depois de o Planalto segurar o envio em busca de ganhar tempo para vencer resistências. Messias se dedicou a busca por apoio, mas Alcolumbre só o recebeu dias antes da sabatina.
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo. Em 132 anos, a Casa rejeitou cinco indicações ao STF, que já teve 172 ministros. As rejeições aconteceram durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).
Messias foi o terceiro indicado de Lula neste mandato. Antes dele, o Planalto enviou ao Senado os nomes de Cristiano Zanin e Flávio Dino, que foram aprovados. Com a rejeição, cabe ao chefe do Executivo fazer uma nova escolha.
Em sua sabatina, Messias apostou em fazer acenos e reforçou seu perfil evangélico. O ministro chefe da AGU declarou ser “totalmente” contra o aborto, enalteceu a Constituição como seu “primeiro código de ética” e defendeu a separação de poderes.
Apesar de fazer elogios ao Supremo, o indicado também defendeu o “aperfeiçoamento” da Corte e elogiou a proposta de emenda à Constituição que limita decisões monocráticas. Em tom crítico, afirmou que processos devem ter “começo, meio e fim” ao falar sobre o inquérito das fakes news, em andamento desde 2019.
“A percepção pública de que Cortes Supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento constitucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, afirmou. (Com informações dos portais CNN Brasil e g1)
Senadora Tereza Cristina será relatora do texto no Senado. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O texto vai ao Senado Federal. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), frisou a aprovação “praticamente unânime” do texto e disse …
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi reconduzido ao cargo na quarta-feira (12) com a votação mais apertada desde a redemocratização do Brasil. O plenário do Senado aprovou por 45 votos a favor e 26 contra a permanência de Gonet no comando da PGR (Procuradoria-Geral da República). A votação foi secreta, e eram necessários pelo menos 41 …
Nascido em 1980, chefe da AGU poderia se aposentar até 2055. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Em todo o período republicano, o advogado-geral da União Jorge Messias, de 45 anos, pode vir a se tornar o sexto ministro mais longevo do STF (Supremo Tribunal Federal), caso tenha sua aprovação ao cargo concretizada. A projeção realizada pela …
Os chefes de Executivo estaduais anunciaram a criação de um consórcio de segurança pública para que Estados se apoiem no enfrentamento ao crime organizado. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A operação policial no Complexo da Penha, no Rio, que deixou pelo menos 121 mortos – sendo quatro agentes de segurança –, apressou medidas e ações voltadas …
Senado rejeita indicação de Messias ao Supremo em derrota inédita para Lula – Jornal O Sul
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29). O ex-advogado-geral da União (AGU) passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto. Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores. O governo calculava ter o apoio de 45 senadores, enquanto integrantes da oposição afirmavam ter ao menos 30 votos contrários. A votação é secreta, o que implicou incerteza nas estimativas.
A votação no plenário da Casa Alta foi realizada depois de oito horas de sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No colegiado, o placar foi de 16 votos a 11. Desde a sua indicação, em novembro do ano passado, a escolha por Messias tensionou a relação entre o Congresso e o governo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.
Por receio da rejeição, a indicação foi formalizada somente em abril, depois de o Planalto segurar o envio em busca de ganhar tempo para vencer resistências. Messias se dedicou a busca por apoio, mas Alcolumbre só o recebeu dias antes da sabatina.
Desde 1894, o Senado não rejeitava um nome indicado ao Supremo. Em 132 anos, a Casa rejeitou cinco indicações ao STF, que já teve 172 ministros. As rejeições aconteceram durante o governo de Floriano Peixoto (1891-1894).
Messias foi o terceiro indicado de Lula neste mandato. Antes dele, o Planalto enviou ao Senado os nomes de Cristiano Zanin e Flávio Dino, que foram aprovados. Com a rejeição, cabe ao chefe do Executivo fazer uma nova escolha.
Em sua sabatina, Messias apostou em fazer acenos e reforçou seu perfil evangélico. O ministro chefe da AGU declarou ser “totalmente” contra o aborto, enalteceu a Constituição como seu “primeiro código de ética” e defendeu a separação de poderes.
Apesar de fazer elogios ao Supremo, o indicado também defendeu o “aperfeiçoamento” da Corte e elogiou a proposta de emenda à Constituição que limita decisões monocráticas. Em tom crítico, afirmou que processos devem ter “começo, meio e fim” ao falar sobre o inquérito das fakes news, em andamento desde 2019.
“A percepção pública de que Cortes Supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento constitucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, afirmou. (Com informações dos portais CNN Brasil e g1)
Related Posts
Câmara dos Deputados aprova acordo entre Mercosul e União Europeia
Senadora Tereza Cristina será relatora do texto no Senado. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O texto vai ao Senado Federal. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), frisou a aprovação “praticamente unânime” do texto e disse …
Procurador-geral da República é reconduzido ao cargo com a votação mais apertada desde a redemocratização do Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi reconduzido ao cargo na quarta-feira (12) com a votação mais apertada desde a redemocratização do Brasil. O plenário do Senado aprovou por 45 votos a favor e 26 contra a permanência de Gonet no comando da PGR (Procuradoria-Geral da República). A votação foi secreta, e eram necessários pelo menos 41 …
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias pode se tornar o 6º ministro mais longevo da história do Supremo na República
Nascido em 1980, chefe da AGU poderia se aposentar até 2055. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Em todo o período republicano, o advogado-geral da União Jorge Messias, de 45 anos, pode vir a se tornar o sexto ministro mais longevo do STF (Supremo Tribunal Federal), caso tenha sua aprovação ao cargo concretizada. A projeção realizada pela …
Políticos agora estão com pressa na implantação de medidas contra o crime
Os chefes de Executivo estaduais anunciaram a criação de um consórcio de segurança pública para que Estados se apoiem no enfrentamento ao crime organizado. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) A operação policial no Complexo da Penha, no Rio, que deixou pelo menos 121 mortos – sendo quatro agentes de segurança –, apressou medidas e ações voltadas …