Tecnologia As “Visões Gerais” de inteligência artificial do Google – aqueles resumos que aparecem no topo da busca – estão acertando na maioria das vezes, mas errando em uma escala gigantesca
Percentual equivale a 450 bilhões de incorreções por ano.
Foto: Freepik
A expansão do uso de inteligência artificial nas buscas online tem ampliado o acesso à informação, mas também levanta preocupações sobre a disseminação de erros em larga escala. Embora sistemas recentes apresentem níveis elevados de precisão, especialistas alertam que o volume global de consultas transforma falhas pontuais em um problema de grandes proporções.
Levantamento da startup Oumi, realizado a pedido do The New York Times, indica que ferramentas de busca baseadas em IA, como as desenvolvidas pelo Google, atingem cerca de 91% de acerto. Apesar do índice elevado, a margem de erro de 9% pode representar bilhões de respostas incorretas ao longo de um ano, considerando que a empresa processa aproximadamente 5 trilhões de pesquisas anuais.
O estudo aponta ainda que a confiança dos usuários nas respostas automatizadas é um fator crítico. Pesquisas indicam que apenas 8% das pessoas verificam as informações fornecidas por sistemas de IA. Em testes experimentais, usuários continuaram seguindo orientações mesmo quando as respostas estavam erradas na maioria dos casos — um fenômeno que pesquisadores passaram a chamar de “rendição cognitiva”, quando o indivíduo tende a aceitar o conteúdo gerado pela tecnologia sem questionamento.
Os dados também mostram diferenças entre versões dos modelos. Enquanto o sistema mais recente alcançou 91% de precisão, a versão anterior registrou cerca de 85%. No entanto, houve aumento significativo nas chamadas respostas “sem fundamento”, que citam fontes que não sustentam as afirmações apresentadas. Esse tipo de ocorrência subiu de 37% para 56%, indicando um risco adicional: erros acompanhados de referências aparentemente confiáveis.
Além das questões relacionadas à qualidade da informação, o uso crescente de inteligência artificial também passou a ser alvo de investigação regulatória. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) avalia se a exibição de respostas diretas nas buscas pode reduzir o tráfego para sites jornalísticos, impactando a receita dos veículos e configurando possível prática anticoncorrencial. Não há prazo definido para conclusão da análise.
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Foto: Freepik
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Além das questões relacionadas à qualidade da informação, o uso crescente de inteligência artificial também passou a ser alvo de investigação regulatória. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) avalia se a exibição de respostas diretas nas buscas pode reduzir o tráfego para sites jornalísticos, impactando a receita dos veículos e configurando possível prática anticoncorrencial. Não há prazo definido para conclusão da análise.
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