“Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito”, disse Carlos. (Foto: Roosevelt Pinheiro/Agência Brasil)
Em meio à troca de farpas na direita, incluindo embates públicos entre membros da família Bolsonaro e parlamentares do campo, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Carlos Bolsonaro (PL-SC) foi às redes sociais questionar as estratégias adotadas pelo irmão Flávio Bolsonaro (PL) na pré-campanha à Presidência. O pré-candidato ao Senado criticou o postulante ao Planalto e disse que ele se apoia “em quem lhe oferece discursos ilusórios”.
“Ouça ao menos um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. É preciso ponderar. Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito e o peixe vai só engordando malandramente”, escreveu Carlos.
A declaração foi acompanhada de uma imagem que referencia uma reportagem do Uol, de março de 2023 sobre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). A matéria trata sobre uma fala favorável de Zema à reforma tributária proposta pelo governo Lula – o que contrariou a orientação de Jair Bolsonaro. O mineiro é pré-candidato ao Planalto e sondado para a vaga de vice na chapa de Flávio.
No sábado (25), Carlos rebateu críticas à família diante o racha atual no bolsonarismo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “grupo não se faz de oportunistas”. A declaração ocorreu após Nikolas criticar a proposta de Carlos de fazer um “levantamento” de correligionários que não divulgam a candidatura do irmão ao Planalto na internet.
“Luto até hoje para ver meu país livre, assim como Jair Bolsonaro e as centenas de presos políticos no Brasil, e assim seguirei fazendo. Grupo não se faz de oportunistas; aliás, pode até ser, mas a sua essência não pode ser perdida porque há alguém vendando seus olhos. O Brasil é muito maior e merece muito mais do que isso! Assim foi com Jair Bolsonaro, e assim as tias do zap e os tios do churrasco querem e sempre lutaram por nossa amada nação”, escreveu Carlos.
Na sexta-feira (24), Nikolas disse estar sendo provocado “há três anos”, mas ressaltou “ter um limite”:
“Postar você todos os dias, qualquer um faz. Porque isso é fácil. Mas conquistar os votos, através das ideias que você representa, isso sim é um trabalho efetivo, e que poucos fazem, porque exige trabalho, preparo e inteligência” afirmou Nikolas.
Carlos, por sua vez, alega que a iniciativa visa levar o assunto à executiva partidária para “corrigir” a postura daqueles que não estejam vestindo a camisa da postulação do irmão.
“Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa. Neste momento, muitas vezes, basta o básico: marcar posição e se manifestar com… postagens. Seguimos tentando ajudar a manter vivos politicamente, inclusive muitos que por algum motivo ignoram Flávio Bolsonaro e não dão bola para a situação do Brasil”, completou Carlos.
Divisão na direita
No início do mês, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) havia publicado um longo desabafo sobre Nikolas, a quem chamou de “versão caricata de si mesmo”. O ex-parlamentar, que está radicado nos Estados Unidos, disse que o mineiro estaria desrespeitando sua família.
“Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoie e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente”, afirmou Eduardo Bolsonaro.
A divergência pública de Eduardo Bolsonaro contra Nikolas começou antes, após o deputado federal fazer um post de apoio a Jair Bolsonaro. O parlamentar compartilhou um vídeo do perfil no X chamado “Space Liberdade” onde Lula ironizava Trump, afirmando que o Pix era do Brasil. Junto com a mídia, o mineiro afirmou que quem criou a transação bancária foi o ex-presidente.
Apesar do tom bolsonarista, a postagem desagradou Eduardo Bolsonaro, que já havia criticado o mesmo perfil horas antes em sua conta no X. “Denunciei que o Space Liberdade não votará em Flávio Bolsonaro, ao menos no primeiro turno. Adivinhem quem prontamente compartilhou o perfil no mesmíssimo dia? Esta é só mais uma das várias coincidências do pessoal que pede ‘união da direita’”, discorreu Eduardo.
Em entrevista ao O Globo, na semana passada, Nikolas se descreveu como “atacante”, alegou que sofre “ataques unilaterais” e citou membros de seu grupo político que “se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”. São, segundo ele, os “experts em afastar as pessoas”. (Com informações do jornal O Globo)
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Carlos Bolsonaro diz que seu irmão Flávio se apoia em quem “oferece discursos ilusórios”
“Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito”, disse Carlos. (Foto: Roosevelt Pinheiro/Agência Brasil)
Em meio à troca de farpas na direita, incluindo embates públicos entre membros da família Bolsonaro e parlamentares do campo, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Carlos Bolsonaro (PL-SC) foi às redes sociais questionar as estratégias adotadas pelo irmão Flávio Bolsonaro (PL) na pré-campanha à Presidência. O pré-candidato ao Senado criticou o postulante ao Planalto e disse que ele se apoia “em quem lhe oferece discursos ilusórios”.
“Ouça ao menos um pouco do que venho lhe dizendo há tempos, e não apenas aqueles que possuem outros interesses ao seu redor. É preciso ponderar. Você está mordendo a isca com mais facilidade do que lambari em anzol de mosquito e o peixe vai só engordando malandramente”, escreveu Carlos.
A declaração foi acompanhada de uma imagem que referencia uma reportagem do Uol, de março de 2023 sobre o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). A matéria trata sobre uma fala favorável de Zema à reforma tributária proposta pelo governo Lula – o que contrariou a orientação de Jair Bolsonaro. O mineiro é pré-candidato ao Planalto e sondado para a vaga de vice na chapa de Flávio.
No sábado (25), Carlos rebateu críticas à família diante o racha atual no bolsonarismo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “grupo não se faz de oportunistas”. A declaração ocorreu após Nikolas criticar a proposta de Carlos de fazer um “levantamento” de correligionários que não divulgam a candidatura do irmão ao Planalto na internet.
“Luto até hoje para ver meu país livre, assim como Jair Bolsonaro e as centenas de presos políticos no Brasil, e assim seguirei fazendo. Grupo não se faz de oportunistas; aliás, pode até ser, mas a sua essência não pode ser perdida porque há alguém vendando seus olhos. O Brasil é muito maior e merece muito mais do que isso! Assim foi com Jair Bolsonaro, e assim as tias do zap e os tios do churrasco querem e sempre lutaram por nossa amada nação”, escreveu Carlos.
Na sexta-feira (24), Nikolas disse estar sendo provocado “há três anos”, mas ressaltou “ter um limite”:
“Postar você todos os dias, qualquer um faz. Porque isso é fácil. Mas conquistar os votos, através das ideias que você representa, isso sim é um trabalho efetivo, e que poucos fazem, porque exige trabalho, preparo e inteligência” afirmou Nikolas.
Carlos, por sua vez, alega que a iniciativa visa levar o assunto à executiva partidária para “corrigir” a postura daqueles que não estejam vestindo a camisa da postulação do irmão.
“Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa. Neste momento, muitas vezes, basta o básico: marcar posição e se manifestar com… postagens. Seguimos tentando ajudar a manter vivos politicamente, inclusive muitos que por algum motivo ignoram Flávio Bolsonaro e não dão bola para a situação do Brasil”, completou Carlos.
Divisão na direita
No início do mês, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) havia publicado um longo desabafo sobre Nikolas, a quem chamou de “versão caricata de si mesmo”. O ex-parlamentar, que está radicado nos Estados Unidos, disse que o mineiro estaria desrespeitando sua família.
“Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoie e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente”, afirmou Eduardo Bolsonaro.
A divergência pública de Eduardo Bolsonaro contra Nikolas começou antes, após o deputado federal fazer um post de apoio a Jair Bolsonaro. O parlamentar compartilhou um vídeo do perfil no X chamado “Space Liberdade” onde Lula ironizava Trump, afirmando que o Pix era do Brasil. Junto com a mídia, o mineiro afirmou que quem criou a transação bancária foi o ex-presidente.
Apesar do tom bolsonarista, a postagem desagradou Eduardo Bolsonaro, que já havia criticado o mesmo perfil horas antes em sua conta no X. “Denunciei que o Space Liberdade não votará em Flávio Bolsonaro, ao menos no primeiro turno. Adivinhem quem prontamente compartilhou o perfil no mesmíssimo dia? Esta é só mais uma das várias coincidências do pessoal que pede ‘união da direita’”, discorreu Eduardo.
Em entrevista ao O Globo, na semana passada, Nikolas se descreveu como “atacante”, alegou que sofre “ataques unilaterais” e citou membros de seu grupo político que “se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”. São, segundo ele, os “experts em afastar as pessoas”. (Com informações do jornal O Globo)
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