Médicos avaliam se condição no manguito rotador foi causada após queda em janeiro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisará realizar uma cirurgia no ombro, segundo pedido de sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento será realizado no manguito rotador e em lesões associadas, que teriam sido afetados depois de uma queda do político em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O procedimento pode ser realizado já nesta sexta-feira (24) ou neste sábado (25).
Ortopedista e especialista em cirurgias de ombros da clínica Orion, Dr. Kaleu Nery avaliou que o procedimento que o antigo mandatário deverá realizar requer atenção, principalmente no pós-operatório. Para o médico, a idade do ex-presidente é um fator que complica o caso.
“Quando falamos de uma cirurgia de manguito rotador em um paciente de 71 anos, como é o caso do ex-presidente Bolsonaro, a idade é, sim, um fator importante. Isso porque, com o envelhecimento, o ombro sofre um desgaste natural”, informou Ney à CNN Brasil.
Lesão
“O manguito rotador, que é o conjunto de tendões responsável pelos movimentos e pela estabilidade do ombro, vai perdendo a qualidade com o tempo. Muitas vezes, o paciente já tem uma degeneração prévia, sem nem sentido, e a queda acaba funcionando como um gatilho para uma lesão mais importante. Ou seja, não é apenas a queda, mas a soma entre o trauma e um tendão já fragilizado pela idade”, continuou.
Ao contrário do caso de Bolsonaro, nem todos os pacientes que sofrem lesões no ombro necessitam passar por procedimentos cirúrgicos. “A cirurgia não é indicada em todos os casos. Quando há tendinites ou rupturas parciais, normalmente a gente começa com um tratamento conservador, como fisioterapia, fortalecimento muscular e controle da dor”, explicou.
Ele seguiu: “A cirurgia costuma ser indicada quando existe uma ruptura completa do tendão, principalmente se há dor importante, perda de força e dificuldade para atividades simples do dia a dia, como levantar o braço, se vestir e dormir sem dor”.
Após o procedimento, o ex-presidente deverá seguir um protocolo de pós-cirúrgico. “O mais importante é entender que começa uma nova fase, a reabilitação. Existe um período inicial com a tipoia, controle da dor e proteção do ombro. Depois, entram progressivamente os exercícios de mobilidade e fortalecimento. O grande segredo é respeitar o tempo da cicatrização e seguir corretamente a fisioterapia”, declarou Nery.
“Eu costumo dizer que o ombro não melhora por pressa, ele melhora por processo. E esse processo exige paciência, disciplina e constância para devolver função e qualidade de vida com segurança”, finalizou.
Vale ressaltar que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março. Ele cumpre pena em casa por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após internação de duas semanas para tratamento de broncopneumonia bilateral. (Com informações da CNN Brasil)
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Manguito rotador: entenda problema que levou Bolsonaro a pedido de cirurgia
Médicos avaliam se condição no manguito rotador foi causada após queda em janeiro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisará realizar uma cirurgia no ombro, segundo pedido de sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento será realizado no manguito rotador e em lesões associadas, que teriam sido afetados depois de uma queda do político em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O procedimento pode ser realizado já nesta sexta-feira (24) ou neste sábado (25).
Ortopedista e especialista em cirurgias de ombros da clínica Orion, Dr. Kaleu Nery avaliou que o procedimento que o antigo mandatário deverá realizar requer atenção, principalmente no pós-operatório. Para o médico, a idade do ex-presidente é um fator que complica o caso.
“Quando falamos de uma cirurgia de manguito rotador em um paciente de 71 anos, como é o caso do ex-presidente Bolsonaro, a idade é, sim, um fator importante. Isso porque, com o envelhecimento, o ombro sofre um desgaste natural”, informou Ney à CNN Brasil.
Lesão
“O manguito rotador, que é o conjunto de tendões responsável pelos movimentos e pela estabilidade do ombro, vai perdendo a qualidade com o tempo. Muitas vezes, o paciente já tem uma degeneração prévia, sem nem sentido, e a queda acaba funcionando como um gatilho para uma lesão mais importante. Ou seja, não é apenas a queda, mas a soma entre o trauma e um tendão já fragilizado pela idade”, continuou.
Ao contrário do caso de Bolsonaro, nem todos os pacientes que sofrem lesões no ombro necessitam passar por procedimentos cirúrgicos. “A cirurgia não é indicada em todos os casos. Quando há tendinites ou rupturas parciais, normalmente a gente começa com um tratamento conservador, como fisioterapia, fortalecimento muscular e controle da dor”, explicou.
Ele seguiu: “A cirurgia costuma ser indicada quando existe uma ruptura completa do tendão, principalmente se há dor importante, perda de força e dificuldade para atividades simples do dia a dia, como levantar o braço, se vestir e dormir sem dor”.
Após o procedimento, o ex-presidente deverá seguir um protocolo de pós-cirúrgico. “O mais importante é entender que começa uma nova fase, a reabilitação. Existe um período inicial com a tipoia, controle da dor e proteção do ombro. Depois, entram progressivamente os exercícios de mobilidade e fortalecimento. O grande segredo é respeitar o tempo da cicatrização e seguir corretamente a fisioterapia”, declarou Nery.
“Eu costumo dizer que o ombro não melhora por pressa, ele melhora por processo. E esse processo exige paciência, disciplina e constância para devolver função e qualidade de vida com segurança”, finalizou.
Vale ressaltar que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março. Ele cumpre pena em casa por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após internação de duas semanas para tratamento de broncopneumonia bilateral. (Com informações da CNN Brasil)
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