A declaração foi feita durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A declaração foi feita durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (21) que o presidente norte-americano Donald Trump tem que “ganhar logo” o Prêmio Nobel da Paz para acabar com as guerras no mundo. “O que a gente vê todo santo dia são declarações — que eu não sei se são brincadeira ou não—, o presidente [Donald] Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o prêmio Nobel da Paz”, afirmou Lula.
“Então, é importante que a gente dê logo o Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai ver em paz, tranquilamente”, prosseguiu.
Lula comentava sua posição na defesa do multilateralismo, no combate do unilateralismo e protecionismo, além da importância de mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente brasileiro lamentou a perda de força da entidade, principalmente no que diz respeito à mediação de guerras
“Historicamente, nós temos mostrado que a harmonia entre os Estados é a forma mais eficaz de você construir parcerias mais produtivas. Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo, todo mundo sabe que eu sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, justificou.
A declaração foi feita durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro. O presidente Lula faz um giro pela Europa desde a última sexta (17), com agendas na Espanha, na Alemanha e, agora, em Portugal. O país é a última parada do presidente antes do retorno para o Brasil.
Em Barcelona, na Espanha, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, teve reuniões com o primeiro‑ministro Pedro Sánchez, assinou atos em áreas como igualdade de gênero, cooperação econômica e inovação e participou do Fórum Democracia Sempre, com outros líderes internacionais.
Já na Alemanha, o presidente se reuniu com o chanceler Friedrich Merz, participou da Feira Industrial de Hannover — a maior do mundo no setor — e destacou a agenda de transição energética e biocombustíveis. Na ocasião, o brasileiro também menciono o interesse mútuo no fortalecimento das relações bilaterais e no acordo Mercosul-União Europeia.
“Parte das coisas que o Brasil vai exportar para a União Europeia pode ser construída aqui em Portugal. Aí sim estaremos fazendo parcerias sérias, fazendo um jogo de ganha-ganha. Nós não queremos que Portugal seja apenas porta de entrada. Nós queremos que Portugal seja a porta de construção de uma parceria robusta entre dois países que se conhecem desde abril de 1500”, disse o presidente do Brasil.
A passagem por Lisboa foi a última escala de uma viagem que incluiu eventos em Barcelona, na Espanha, e em Hannover, na Alemanha. Lula citou o exemplo da indústria aeronáutica para ilustrar como isso funcionaria na prática.
“A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está ajudando a construir coisas em Portugal, empregando mão de obra altamente qualificada”, afirmou.
Lula disse que outras companhias brasileiras poderiam seguir o mesmo modelo, e que faria força junto aos seus ministros da área econômica para incentivar isso. O presidente brasileiro também atacou os principais entraves à aprovação definitiva do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
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Em Portugal, Lula diz que Trump tem que “ganhar logo” o Prêmio Nobel da Paz para acabar com as guerras
A declaração foi feita durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A declaração foi feita durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (21) que o presidente norte-americano Donald Trump tem que “ganhar logo” o Prêmio Nobel da Paz para acabar com as guerras no mundo. “O que a gente vê todo santo dia são declarações — que eu não sei se são brincadeira ou não—, o presidente [Donald] Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o prêmio Nobel da Paz”, afirmou Lula.
“Então, é importante que a gente dê logo o Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai ver em paz, tranquilamente”, prosseguiu.
Lula comentava sua posição na defesa do multilateralismo, no combate do unilateralismo e protecionismo, além da importância de mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente brasileiro lamentou a perda de força da entidade, principalmente no que diz respeito à mediação de guerras
“Historicamente, nós temos mostrado que a harmonia entre os Estados é a forma mais eficaz de você construir parcerias mais produtivas. Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo, todo mundo sabe que eu sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, justificou.
A declaração foi feita durante agenda em Portugal, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro. O presidente Lula faz um giro pela Europa desde a última sexta (17), com agendas na Espanha, na Alemanha e, agora, em Portugal. O país é a última parada do presidente antes do retorno para o Brasil.
Em Barcelona, na Espanha, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, teve reuniões com o primeiro‑ministro Pedro Sánchez, assinou atos em áreas como igualdade de gênero, cooperação econômica e inovação e participou do Fórum Democracia Sempre, com outros líderes internacionais.
Já na Alemanha, o presidente se reuniu com o chanceler Friedrich Merz, participou da Feira Industrial de Hannover — a maior do mundo no setor — e destacou a agenda de transição energética e biocombustíveis. Na ocasião, o brasileiro também menciono o interesse mútuo no fortalecimento das relações bilaterais e no acordo Mercosul-União Europeia.
“Parte das coisas que o Brasil vai exportar para a União Europeia pode ser construída aqui em Portugal. Aí sim estaremos fazendo parcerias sérias, fazendo um jogo de ganha-ganha. Nós não queremos que Portugal seja apenas porta de entrada. Nós queremos que Portugal seja a porta de construção de uma parceria robusta entre dois países que se conhecem desde abril de 1500”, disse o presidente do Brasil.
A passagem por Lisboa foi a última escala de uma viagem que incluiu eventos em Barcelona, na Espanha, e em Hannover, na Alemanha. Lula citou o exemplo da indústria aeronáutica para ilustrar como isso funcionaria na prática.
“A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está ajudando a construir coisas em Portugal, empregando mão de obra altamente qualificada”, afirmou.
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