Ramagem é considerado foragido no Brasil desde que deixou o país após ser condenado pelo Supremo a mais de 16 anos de prisão. (Foto: Reprodução)
A detenção de Ramagem não seria de interesse do alto comando do governo do presidente Donald Trump, do contrário, ele não teria sido solto dois dias depois, após forte pressão da ala bolsonarista junto ao governo americano.
Segundo esta fonte, haveria dúvidas sobre se o alto comando do ICE, do Departamento de Segurança Interna e do Departamento de Estado tinham conhecimento da cooperação citada pela PF e a agência de imigração para prender Ramagem.
Ainda de acordo com a fonte, se houve alguma cooperação, ela ocorreu em níveis mais baixos do governo Trump.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na mesma ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
Ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro e foi eleito deputado em 2022, mas teve seu mandato cassado em dezembro passado após o STF determinar a perda de mandato por sua condenação.
Ramagem vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira. De acordo com a PF, ele fugiu do Brasil pela divisa do país com a Guiana, de onde pegou um voo para os Estados Unidos.
A apuração interna do governo americano também busca compreender se a estratégia por trás da atuação brasileira contra Ramagem nos Estados Unidos teria sido uma tentativa de driblar o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio.
Um exemplo disso é a demora na avaliação ou mesmo a recusa dos Estados Unidos em atender pedidos de extradição, como os que existem contra Ramagem desde dezembro de 2025 e contra o blogueiro Alan dos Santos, expedido em 2021.
Nessa suposta estratégia, conseguir a deportação de Ramagem por questões migratórias seria a forma mais rápida de fazer com que o ex-deputado voltasse ao Brasil, uma vez que a deportação é um procedimento administrativo que não demandaria uma decisão política do Departamento de Estado.
Isso ocorre em um contexto já marcado por tensões agravadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil em 2025 e que vinha sendo contornado após a breve aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além disso, o cenário em que Ramagem seria deportado sem conhecimento da alta cúpula do governo americano é considerado remoto tanto pela proximidade que a ala bolsonarista tem com parte da administração Trump quanto pela possibilidade de que ele possa exercer algum papel em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a partir de 2027, caso ele vença as eleições presidenciais deste ano.
A PF disse em nota que “a cooperação policial internacional relacionada ao caso ocorreu entre a instituição e interlocutores policiais dos Estados Unidos, com o objetivo de localizar e prender foragido da Justiça brasileira com pedido ativo de extradição”.
Afirmou ainda que não foi informada oficialmente sobre os motivos que levaram à soltura de Ramagem.
O jornalista e empresário Paulo Figueiredo afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que Ramagem foi solto sem pagar fiança, porque sua situação no país foi considerada regular por aguardar julgamento de pedido de asilo nos EUA. (Com informações do portal G1)
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Saiba por que o governo Trump faz apuração interna sobre prisão do foragido brasileiro Alexandre Ramagem
Ramagem é considerado foragido no Brasil desde que deixou o país após ser condenado pelo Supremo a mais de 16 anos de prisão. (Foto: Reprodução)
A detenção de Ramagem não seria de interesse do alto comando do governo do presidente Donald Trump, do contrário, ele não teria sido solto dois dias depois, após forte pressão da ala bolsonarista junto ao governo americano.
Segundo esta fonte, haveria dúvidas sobre se o alto comando do ICE, do Departamento de Segurança Interna e do Departamento de Estado tinham conhecimento da cooperação citada pela PF e a agência de imigração para prender Ramagem.
Ainda de acordo com a fonte, se houve alguma cooperação, ela ocorreu em níveis mais baixos do governo Trump.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na mesma ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
Ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro e foi eleito deputado em 2022, mas teve seu mandato cassado em dezembro passado após o STF determinar a perda de mandato por sua condenação.
Ramagem vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira. De acordo com a PF, ele fugiu do Brasil pela divisa do país com a Guiana, de onde pegou um voo para os Estados Unidos.
A apuração interna do governo americano também busca compreender se a estratégia por trás da atuação brasileira contra Ramagem nos Estados Unidos teria sido uma tentativa de driblar o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio.
Um exemplo disso é a demora na avaliação ou mesmo a recusa dos Estados Unidos em atender pedidos de extradição, como os que existem contra Ramagem desde dezembro de 2025 e contra o blogueiro Alan dos Santos, expedido em 2021.
Nessa suposta estratégia, conseguir a deportação de Ramagem por questões migratórias seria a forma mais rápida de fazer com que o ex-deputado voltasse ao Brasil, uma vez que a deportação é um procedimento administrativo que não demandaria uma decisão política do Departamento de Estado.
Isso ocorre em um contexto já marcado por tensões agravadas pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil em 2025 e que vinha sendo contornado após a breve aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além disso, o cenário em que Ramagem seria deportado sem conhecimento da alta cúpula do governo americano é considerado remoto tanto pela proximidade que a ala bolsonarista tem com parte da administração Trump quanto pela possibilidade de que ele possa exercer algum papel em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a partir de 2027, caso ele vença as eleições presidenciais deste ano.
A PF disse em nota que “a cooperação policial internacional relacionada ao caso ocorreu entre a instituição e interlocutores policiais dos Estados Unidos, com o objetivo de localizar e prender foragido da Justiça brasileira com pedido ativo de extradição”.
Afirmou ainda que não foi informada oficialmente sobre os motivos que levaram à soltura de Ramagem.
O jornalista e empresário Paulo Figueiredo afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que Ramagem foi solto sem pagar fiança, porque sua situação no país foi considerada regular por aguardar julgamento de pedido de asilo nos EUA. (Com informações do portal G1)
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