A medida foi solicitada em conjunto pelos três filhos do ex-mandatário devido ao agravamento de um quadro de Alzheimer em estágio avançado. (Foto: Renato Araujo/ABr)
A Justiça de São Paulo interditou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e nomeou o filho dele, Paulo Henrique Cardoso, como curador e responsável legal por FHC. A legislação brasileira, contudo, estabelece limites na atuação da curatela — mecanismo jurídico de proteção — daquele que é designado.
A medida foi solicitada em conjunto pelos três filhos do ex-mandatário devido ao agravamento de um quadro de Alzheimer em estágio avançado, que gerou incapacidade civil para atos da vida cotidiana e administrativa.
Papel do curador na prática Paulo Henrique Cardoso foi nomeado para representar o pai em atos de natureza patrimonial e negocial.
Na prática, o curador do ex-presidente da república deverá fazer a administração de contas bancárias, recebimento da aposentadoria de FHC e resgatar investimentos para custear despesas mensais.
O herdeiro também será responsável por fazer a contratação e pagamento de médicos, enfermeiros, cuidadores e funcionários domésticos.
A medida serve para resguardar juridicamente as decisões da família Cardoso. Após a procuração dada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a administração dos bens não deve ser questionada legalmente após a perda da capacidade civil do curatelado.
O que diz a legislação O Estatuto da Pessoa com Deficiência define que a curatela é uma medida protetiva extraordinária, com limites rígidos.
A curatela limita-se aos aspectos patrimoniais e negociais, preservando a autonomia individual sobre o próprio corpo, a saúde, a sexualidade, o voto e a privacidade.
O curador tem a obrigação legal de prestar contas anualmente ao juiz sobre a administração dos bens.
O juiz deve levar em conta a vontade e as preferências demonstradas pela pessoa anteriormente. No caso de FHC, ele já havia outorgado procurações ao filho em momentos de lucidez.
O que é a interdição judicial? A advogada Camila Monzani Gozzi, especialista em direito de família e sucessões, explica que a interdição é o processo judicial pelo qual se atesta que uma pessoa deixou de reunir condições de expressar vontade própria.
A partir dessa decisão, a Justiça nomeia outra pessoa, chamada de curador, para representá-la nos atos da vida civil, administrar seus bens e prestar contas à Justiça. “Ela é, sobretudo, uma forma de proteção à pessoa que será interditada”, diz Gozzi, que também é professora da PUC/SP.
O termo “interdição” foi em grande parte substituído por “curatela” com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (lei 13.146/2015). O objetivo da mudança foi reduzir o peso pejorativo da palavra mais antiga, que carrega uma conotação de privação. Na prática, os dois termos ainda convivem no vocabulário jurídico e no dia a dia. Com informações dos portais CNN e Folha de S Paulo.
A estatal acumula prejuízo de R$ 4,37 bilhões nos dois primeiros trimestres de 2025, agravando as perdas registradas desde 2022. Foto: ABr A estatal acumula prejuízo de R$ 4,37 bilhões nos dois primeiros trimestres de 2025, agravando as perdas registradas desde 2022. (Foto: ABr) Sob novo comando, os Correios preparam mudanças em diretorias estratégicas que …
Fica claro o esforço tanto da esquerda quanto da direita para marcar posição diante do episódio. (Foto: Divulgação) A captura de Nicolás Maduro, ditador venezuelano, provocou reação imediata no Brasil e rapidamente entrou no radar dos principais atores políticos já de olho nas eleições presidenciais de 2026. As primeiras declarações, em tom inflamado, deixaram claro …
Nunes Marques é relator de uma ação no Supremo solicitando ao Congresso a criação de uma CPI para investigar o caso Master. Foto: Luiz Roberto/TSE Nunes Marques é relator de uma ação no Supremo solicitando ao Congresso a criação de uma CPI para investigar o caso Master. (Foto: Luiz Roberto/TSE) O ministro do Supremo Tribunal …
Juízes devem evitar expressar opiniões que prejudiquem o conceito da sociedade sobre a independência e imparcialidade do Judiciário. (Foto: Freepik) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, incluiu na pauta da primeira sessão plenária do ano, marcada para 4 de fevereiro, o julgamento de uma ação que questiona regras estabelecidas em 2019 …
Interdição de Fernando Henrique Cardoso: entenda papel de filho responsável por ex-presidente
A medida foi solicitada em conjunto pelos três filhos do ex-mandatário devido ao agravamento de um quadro de Alzheimer em estágio avançado. (Foto: Renato Araujo/ABr)
A Justiça de São Paulo interditou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e nomeou o filho dele, Paulo Henrique Cardoso, como curador e responsável legal por FHC. A legislação brasileira, contudo, estabelece limites na atuação da curatela — mecanismo jurídico de proteção — daquele que é designado.
A medida foi solicitada em conjunto pelos três filhos do ex-mandatário devido ao agravamento de um quadro de Alzheimer em estágio avançado, que gerou incapacidade civil para atos da vida cotidiana e administrativa.
Papel do curador na prática
Paulo Henrique Cardoso foi nomeado para representar o pai em atos de natureza patrimonial e negocial.
Na prática, o curador do ex-presidente da república deverá fazer a administração de contas bancárias, recebimento da aposentadoria de FHC e resgatar investimentos para custear despesas mensais.
O herdeiro também será responsável por fazer a contratação e pagamento de médicos, enfermeiros, cuidadores e funcionários domésticos.
A medida serve para resguardar juridicamente as decisões da família Cardoso. Após a procuração dada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a administração dos bens não deve ser questionada legalmente após a perda da capacidade civil do curatelado.
O que diz a legislação
O Estatuto da Pessoa com Deficiência define que a curatela é uma medida protetiva extraordinária, com limites rígidos.
A curatela limita-se aos aspectos patrimoniais e negociais, preservando a autonomia individual sobre o próprio corpo, a saúde, a sexualidade, o voto e a privacidade.
O curador tem a obrigação legal de prestar contas anualmente ao juiz sobre a administração dos bens.
O juiz deve levar em conta a vontade e as preferências demonstradas pela pessoa anteriormente. No caso de FHC, ele já havia outorgado procurações ao filho em momentos de lucidez.
O que é a interdição judicial?
A advogada Camila Monzani Gozzi, especialista em direito de família e sucessões, explica que a interdição é o processo judicial pelo qual se atesta que uma pessoa deixou de reunir condições de expressar vontade própria.
A partir dessa decisão, a Justiça nomeia outra pessoa, chamada de curador, para representá-la nos atos da vida civil, administrar seus bens e prestar contas à Justiça. “Ela é, sobretudo, uma forma de proteção à pessoa que será interditada”, diz Gozzi, que também é professora da PUC/SP.
O termo “interdição” foi em grande parte substituído por “curatela” com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (lei 13.146/2015). O objetivo da mudança foi reduzir o peso pejorativo da palavra mais antiga, que carrega uma conotação de privação. Na prática, os dois termos ainda convivem no vocabulário jurídico e no dia a dia. Com informações dos portais CNN e Folha de S Paulo.
Related Posts
Sob novo comando, os Correios devem reduzir a influência do PT nas áreas de governança e gestão de pessoas
A estatal acumula prejuízo de R$ 4,37 bilhões nos dois primeiros trimestres de 2025, agravando as perdas registradas desde 2022. Foto: ABr A estatal acumula prejuízo de R$ 4,37 bilhões nos dois primeiros trimestres de 2025, agravando as perdas registradas desde 2022. (Foto: ABr) Sob novo comando, os Correios preparam mudanças em diretorias estratégicas que …
No Brasil, impacto eleitoral da captura de Maduro tende a ser neutro, avisa mensagem ao mercado
Fica claro o esforço tanto da esquerda quanto da direita para marcar posição diante do episódio. (Foto: Divulgação) A captura de Nicolás Maduro, ditador venezuelano, provocou reação imediata no Brasil e rapidamente entrou no radar dos principais atores políticos já de olho nas eleições presidenciais de 2026. As primeiras declarações, em tom inflamado, deixaram claro …
Ministro Nunes Marques viajou para Alagoas em jato pago por advogada que atua para o Master
Nunes Marques é relator de uma ação no Supremo solicitando ao Congresso a criação de uma CPI para investigar o caso Master. Foto: Luiz Roberto/TSE Nunes Marques é relator de uma ação no Supremo solicitando ao Congresso a criação de uma CPI para investigar o caso Master. (Foto: Luiz Roberto/TSE) O ministro do Supremo Tribunal …
Supremo discute o uso de redes sociais por juízes antes de código de ética
Juízes devem evitar expressar opiniões que prejudiquem o conceito da sociedade sobre a independência e imparcialidade do Judiciário. (Foto: Freepik) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, incluiu na pauta da primeira sessão plenária do ano, marcada para 4 de fevereiro, o julgamento de uma ação que questiona regras estabelecidas em 2019 …