“O intocável ataca novamente…”. Foi assim que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), abriu a resposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em publicação nas redes sociais na quarta-feira (15). No vídeo, gravado durante entrevista a um portal, Zema coloca em xeque a lógica das decisões judiciais e insinua que a Corte age “em favor de alguém para tirar vantagem”.
Na gravação, Zema responde a uma pergunta sobre eventual risco de sofrer retaliações judiciais. “O que eu fiz de errado até hoje?”, questiona, ao listar realizações de sua gestão. Em seguida, afirma que sempre atuou dentro da legalidade. “Agora eu descobri pela fala dele (Gilmar Mendes) que foi um favor para mim ser submisso a ele pelo resto da vida. Será que é pra isso que o juiz decide?”, afirmou.
A declaração é uma resposta à publicação do ministro, que classificou como “irônico” o fato de Zema criticar o STF após ter recorrido diversas vezes à Corte para suspender o pagamento da dívida de Minas Gerais. Com base em nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional, o ministro apontou que decisões judiciais permitiram ao estado deixar de pagar parcelas por 21 meses, evitando, descreve ele, um “cenário de colapso fiscal”.
Zema, porém, rejeita a ideia de que decisões judiciais favoráveis impliquem qualquer tipo de alinhamento ou dívida política. Ao contrário, sugere que essa interpretação revela um problema mais profundo. “Se eles decidem a favor de alguém é para tirar vantagem”, disse, em uma das falas mais incisivas do vídeo. Na sequência, contrapõe essa visão à ideia clássica de imparcialidade. “Eu supunha que justiça fosse cega”, afirmou, em referência ao princípio de neutralidade do Judiciário.
O ex-governador também indica que não pretende moderar o discurso. “Enquanto o Supremo tiver fazendo essa pouca vergonha, eu vou criticar. No dia que ele começar a ficar sério, eu vou elogiar”, declarou.
Na legenda da publicação, o ex-governador elevou o nível das acusações. Chamando o ministro de “intocável”, Zema afirmou que recorreu ao STF durante seu mandato para “defender os mineiros” e lidar com a dívida pública herdada de gestões anteriores. Em seguida, insinuou irregularidades envolvendo familiares de integrantes da Corte, sem apresentar provas. “Tem gente que vai aí arranjar contrato de R$ 129 milhões pra esposa. E aí, esse é o Supremo que você tanto defende?”, escreveu.
Zema também afirmou que não se deixará intimidar por pressões políticas ou judiciais. “Você pode estar acostumado a ameaçar seus amiguinhos da velha política que jogam tudo pra debaixo do tapete e resolvem nas escondidas. Comigo é diferente. Não vai me intimidar desse jeito não”, afirmou. Em outro trecho, voltou a atacar ministros do STF, dizendo que deveriam “deixar de ser intocáveis e voltar a ser juízes, empregados do povo”.
O embate se soma a declarações recentes de Zema, que já havia defendido, em evento público, a prisão de ministros do Supremo e acusado a Corte de viver uma “crise moral”. O ex-governador tem intensificado o discurso crítico ao Judiciário, bandeira cara ao eleitorado da extrema direita que ele busca conquistar nas eleições presidenciais. (Com informações do Estado de Minas)
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O bate-boca virtual de Gilmar Mendes e Romeu Zema
“O intocável ataca novamente…”. Foi assim que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), abriu a resposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em publicação nas redes sociais na quarta-feira (15). No vídeo, gravado durante entrevista a um portal, Zema coloca em xeque a lógica das decisões judiciais e insinua que a Corte age “em favor de alguém para tirar vantagem”.
Na gravação, Zema responde a uma pergunta sobre eventual risco de sofrer retaliações judiciais. “O que eu fiz de errado até hoje?”, questiona, ao listar realizações de sua gestão. Em seguida, afirma que sempre atuou dentro da legalidade. “Agora eu descobri pela fala dele (Gilmar Mendes) que foi um favor para mim ser submisso a ele pelo resto da vida. Será que é pra isso que o juiz decide?”, afirmou.
A declaração é uma resposta à publicação do ministro, que classificou como “irônico” o fato de Zema criticar o STF após ter recorrido diversas vezes à Corte para suspender o pagamento da dívida de Minas Gerais. Com base em nota técnica da Secretaria do Tesouro Nacional, o ministro apontou que decisões judiciais permitiram ao estado deixar de pagar parcelas por 21 meses, evitando, descreve ele, um “cenário de colapso fiscal”.
Zema, porém, rejeita a ideia de que decisões judiciais favoráveis impliquem qualquer tipo de alinhamento ou dívida política. Ao contrário, sugere que essa interpretação revela um problema mais profundo. “Se eles decidem a favor de alguém é para tirar vantagem”, disse, em uma das falas mais incisivas do vídeo. Na sequência, contrapõe essa visão à ideia clássica de imparcialidade. “Eu supunha que justiça fosse cega”, afirmou, em referência ao princípio de neutralidade do Judiciário.
O ex-governador também indica que não pretende moderar o discurso. “Enquanto o Supremo tiver fazendo essa pouca vergonha, eu vou criticar. No dia que ele começar a ficar sério, eu vou elogiar”, declarou.
Na legenda da publicação, o ex-governador elevou o nível das acusações. Chamando o ministro de “intocável”, Zema afirmou que recorreu ao STF durante seu mandato para “defender os mineiros” e lidar com a dívida pública herdada de gestões anteriores. Em seguida, insinuou irregularidades envolvendo familiares de integrantes da Corte, sem apresentar provas. “Tem gente que vai aí arranjar contrato de R$ 129 milhões pra esposa. E aí, esse é o Supremo que você tanto defende?”, escreveu.
Zema também afirmou que não se deixará intimidar por pressões políticas ou judiciais. “Você pode estar acostumado a ameaçar seus amiguinhos da velha política que jogam tudo pra debaixo do tapete e resolvem nas escondidas. Comigo é diferente. Não vai me intimidar desse jeito não”, afirmou. Em outro trecho, voltou a atacar ministros do STF, dizendo que deveriam “deixar de ser intocáveis e voltar a ser juízes, empregados do povo”.
O embate se soma a declarações recentes de Zema, que já havia defendido, em evento público, a prisão de ministros do Supremo e acusado a Corte de viver uma “crise moral”. O ex-governador tem intensificado o discurso crítico ao Judiciário, bandeira cara ao eleitorado da extrema direita que ele busca conquistar nas eleições presidenciais. (Com informações do Estado de Minas)
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