Segundo Lula, o crescimento das apostas tem relação direta com o cenário de endividamento das famílias brasileiras.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo Lula, o crescimento das apostas tem relação direta com o cenário de endividamento das famílias brasileiras. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (8) que o governo avalia medidas mais duras em relação às plataformas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”, diante da preocupação com o aumento do endividamento da população.
Em entrevista ao ICL Notícias, Lula disse que a possibilidade de proibição do setor está em discussão. “Se as bets causam mal, por que a gente não acaba? Nós estamos tentando discutir isso. Se depender de mim, a gente fecha as bets”, declarou.
O presidente ressaltou, no entanto, que uma eventual decisão depende do Congresso Nacional do Brasil. “Obviamente que depende do Congresso e de uma discussão mais ampla”, afirmou.
Segundo Lula, o crescimento das apostas tem relação direta com o cenário de endividamento das famílias brasileiras. “Eu estou preocupado com o endividamento do povo brasileiro. Uma das razões é porque o povo ganha pouco, mas a outra é a necessidade de ter acesso às coisas”, disse.
Ao ser questionado sobre a possível relação entre parlamentares e empresas do setor, o presidente afirmou ter conhecimento de casos, mas evitou citar nomes. “Eu sei que há financiamento. Não posso citar nomes porque não sou juiz nem policial, mas todo mundo sabe quem são os deputados, os partidos e os senadores envolvidos”, afirmou. Ele também criticou o avanço das apostas no país. “Não é possível continuar com essa jogatina desenfreada”, acrescentou.
A discussão ocorre em meio à preocupação do governo com os efeitos do alto nível de endividamento das famílias sobre a economia e o cenário político. Integrantes do Executivo avaliam que o tema pode impactar a popularidade do presidente, especialmente em um contexto eleitoral.
Nos bastidores, Lula já teria solicitado à equipe econômica a elaboração de propostas para reduzir o custo do crédito no país. O tema foi discutido em reuniões recentes com ministros e integrantes da área econômica, que analisaram possíveis medidas para estimular o consumo e aliviar o orçamento das famílias.
Entre as alternativas em estudo está a redução das taxas de juros do crédito consignado privado, modalidade voltada a trabalhadores com carteira assinada. Apesar de ter passado por reformulações recentes, a avaliação dentro do governo é de que os juros ainda permanecem elevados.
A discussão sobre as apostas e o crédito ocorre em paralelo e integra um conjunto de medidas em análise pelo governo para enfrentar o aumento do endividamento e seus efeitos sobre a atividade econômica.
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Lula diz que gostaria de fechar empresas de apostas e diz que parlamentares financiam as plataformas
Segundo Lula, o crescimento das apostas tem relação direta com o cenário de endividamento das famílias brasileiras.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo Lula, o crescimento das apostas tem relação direta com o cenário de endividamento das famílias brasileiras. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (8) que o governo avalia medidas mais duras em relação às plataformas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”, diante da preocupação com o aumento do endividamento da população.
Em entrevista ao ICL Notícias, Lula disse que a possibilidade de proibição do setor está em discussão. “Se as bets causam mal, por que a gente não acaba? Nós estamos tentando discutir isso. Se depender de mim, a gente fecha as bets”, declarou.
O presidente ressaltou, no entanto, que uma eventual decisão depende do Congresso Nacional do Brasil. “Obviamente que depende do Congresso e de uma discussão mais ampla”, afirmou.
Segundo Lula, o crescimento das apostas tem relação direta com o cenário de endividamento das famílias brasileiras. “Eu estou preocupado com o endividamento do povo brasileiro. Uma das razões é porque o povo ganha pouco, mas a outra é a necessidade de ter acesso às coisas”, disse.
Ao ser questionado sobre a possível relação entre parlamentares e empresas do setor, o presidente afirmou ter conhecimento de casos, mas evitou citar nomes. “Eu sei que há financiamento. Não posso citar nomes porque não sou juiz nem policial, mas todo mundo sabe quem são os deputados, os partidos e os senadores envolvidos”, afirmou. Ele também criticou o avanço das apostas no país. “Não é possível continuar com essa jogatina desenfreada”, acrescentou.
A discussão ocorre em meio à preocupação do governo com os efeitos do alto nível de endividamento das famílias sobre a economia e o cenário político. Integrantes do Executivo avaliam que o tema pode impactar a popularidade do presidente, especialmente em um contexto eleitoral.
Nos bastidores, Lula já teria solicitado à equipe econômica a elaboração de propostas para reduzir o custo do crédito no país. O tema foi discutido em reuniões recentes com ministros e integrantes da área econômica, que analisaram possíveis medidas para estimular o consumo e aliviar o orçamento das famílias.
Entre as alternativas em estudo está a redução das taxas de juros do crédito consignado privado, modalidade voltada a trabalhadores com carteira assinada. Apesar de ter passado por reformulações recentes, a avaliação dentro do governo é de que os juros ainda permanecem elevados.
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