Mateus Simões (PSD-MG), Celina Leão (PP-DF) e Daniel Vilela (MDB-GO) assumiram os governos de seus Estados após renúncia dos titulares. (Fotos: Divulgação Governo de Minas; Reprodução; Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
O encerramento da janela partidária e do prazo para renúncia de prefeitos e governadores que vão concorrer a outros cargos nas eleições de outubro mudou a correlação de forças entre os partidos, turbinando legendas de direita e centro-direita.
A movimentação dos pré-candidatos redefiniu o tabuleiro eleitoral nos Estados, com impacto na formação de palanques de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) para as eleições presidenciais.
O PSD, que em 2022 elegeu apenas Ratinho Junior (Paraná) e Fábio Mitidieri (Sergipe), saltou para 6 governadores com as novas adesões, tornando-se o partido com maior número de governadores.
Além de atrair os governadores de Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rondônia, a legenda assumiu Minas Gerais com a renúncia de Romeu Zema (Novo) e a ascensão de Mateus Simões. Segundo maior colégio eleitoral do país, o estado é considerado estratégico para o pleito nacional.
Mesmo com presença forte nos Estados, o PSD está longe de alcançar uma unidade em torno de Ronaldo Caiado. Enquanto governadores do Nordeste buscam pontes com Lula, outros se inclinam a endossar as candidaturas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
A divisão se replica em outros partidos da centro-direita que avançaram nos estados após as renúncias. O PP saltou de 2 para 4 governadores com a ascensão de Lucas Ribeiro, na Paraíba, e Celina Leão, no Distrito Federal, após a renúncia dos titulares.
Na Paraíba, o partido é próximo a Lula e busca o apoio formal do PT para a sucessão estadual. No Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Acre, a legenda caminha para fechar alianças com o PL.
O MDB também deu um salto de 2 para 4 governadores com as posses de Daniel Vilela em Goiás e de Ricardo Ferraço no Espírito Santo. A legenda ainda se fortaleceu em São Paulo com a filiação do vice-governador Felício Ramuth, que deixou o PSD.
O PT permanece com quatro governadores após a decisão de Fátima Bezerra de não renunciar ao Governo do Rio Grande do Norte. Já o PSB deixa de comandar o Espírito Santo e a Paraíba, cujos governadores deixaram o cargo para concorrer ao Senado.
Entre os 27 atuais governadores, 18 vão concorrer à reeleição, incluindo 10 que eram vices e acabaram de assumir o cargo em definitivo. O cenário aponta para um protagonismo dos vices que assumiram como governadores – todos eles vão concorrer à sucessão.
Em dois Estados, governador e vice deixaram os cargos. Foi o caso do Amazonas, onde o governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice Tadeu de Souza (PP) renunciaram, em um movimento que surpreendeu a classe política local.
Lima será candidato ao Senado e Souza vai concorrer a deputado federal. O governo será assumido interinamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil) .
O Rio de Janeiro enfrenta um cenário de crise institucional e é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto. Cláudio Castro (PL) renunciou para concorrer ao Senado, mas foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O vice Thiago Pampolha já havia renunciado em 2025. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Centro-direita sai turbinada com trocas de governadores em 11 Estados
Mateus Simões (PSD-MG), Celina Leão (PP-DF) e Daniel Vilela (MDB-GO) assumiram os governos de seus Estados após renúncia dos titulares. (Fotos: Divulgação Governo de Minas; Reprodução; Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
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Mesmo com presença forte nos Estados, o PSD está longe de alcançar uma unidade em torno de Ronaldo Caiado. Enquanto governadores do Nordeste buscam pontes com Lula, outros se inclinam a endossar as candidaturas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
A divisão se replica em outros partidos da centro-direita que avançaram nos estados após as renúncias. O PP saltou de 2 para 4 governadores com a ascensão de Lucas Ribeiro, na Paraíba, e Celina Leão, no Distrito Federal, após a renúncia dos titulares.
Na Paraíba, o partido é próximo a Lula e busca o apoio formal do PT para a sucessão estadual. No Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Acre, a legenda caminha para fechar alianças com o PL.
O MDB também deu um salto de 2 para 4 governadores com as posses de Daniel Vilela em Goiás e de Ricardo Ferraço no Espírito Santo. A legenda ainda se fortaleceu em São Paulo com a filiação do vice-governador Felício Ramuth, que deixou o PSD.
O PT permanece com quatro governadores após a decisão de Fátima Bezerra de não renunciar ao Governo do Rio Grande do Norte. Já o PSB deixa de comandar o Espírito Santo e a Paraíba, cujos governadores deixaram o cargo para concorrer ao Senado.
Entre os 27 atuais governadores, 18 vão concorrer à reeleição, incluindo 10 que eram vices e acabaram de assumir o cargo em definitivo. O cenário aponta para um protagonismo dos vices que assumiram como governadores – todos eles vão concorrer à sucessão.
Em dois Estados, governador e vice deixaram os cargos. Foi o caso do Amazonas, onde o governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice Tadeu de Souza (PP) renunciaram, em um movimento que surpreendeu a classe política local.
Lima será candidato ao Senado e Souza vai concorrer a deputado federal. O governo será assumido interinamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil) .
O Rio de Janeiro enfrenta um cenário de crise institucional e é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto. Cláudio Castro (PL) renunciou para concorrer ao Senado, mas foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O vice Thiago Pampolha já havia renunciado em 2025. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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