O primeiro movimento ocorreu na manhã dessa segunda (6), em um encontro estadual de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém. (Foto: Reprodução)
O senador Flávio Bolsonaro iniciou nessa segunda-feira (6), em São Paulo, um tour por igrejas evangélicas com encontros reservados com lideranças religiosas, em meio à disputa pelo eleitorado evangélico. A agenda foi acelerada após movimentos recentes de adversários — como o governador Ronaldo Caiado (PSD), que teve a candidatura oficializada semana passada — para avançar sobre o segmento.
O primeiro movimento ocorreu pela manhã, em um encontro estadual de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém. No evento, Flávio subiu ao púlpito, se ajoelhou e recebeu uma oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa diante de ao menos 40 de pastores.
Na oração, o bispo fez referência direta ao futuro político do senador:
“Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”, declarou.
O encontro reuniu dezenas de pastores e integrou uma reunião de obreiros — que inclui diferentes níveis de liderança da igreja.
Também participou do encontro o pastor José Wellington Costa Júnior, filho do bispo, ambos ligados à Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangelicas Assembleia de Deus do Brasil, uma das principais entidades da denominação no país, com forte capilaridade nacional.
“Estivemos mais cedo na sede da Assembleia de Deus Belém, com o bispo José Wellington. Estavam todos os pastores reunidos”, afirmou o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).
Segundo interlocutores, a agenda na capital paulista se estende ao longo dos primeiros dois dias da semana e inclui uma série de encontros reservados com outras lideranças evangélicas de peso, em conversas fora do radar público. O modelo segue a lógica adotada em 2018, com agendas individuais e aproximação direta com dirigentes religiosos.
Entre os nomes que concentram grande capacidade de mobilização estão lideranças como Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo; R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus; e Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, com quem aliados do senador tentam encontros ao longo da agenda.
O senador retorna de São Paulo nesta terça-feira e, na quinta, tem previsão de agenda em Campo Grande, onde deve participar da Expogrande. A presença no evento é tratada por aliados como um gesto de aproximação com o agronegócio, outro segmento considerado central na disputa de 2026.
A ofensiva ocorre em um cenário em que o eleitorado evangélico tem peso decisivo na disputa presidencial. Segundo a última pesquisa Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desempenho mais limitado entre evangélicos, onde alcança cerca de 21%. Já Flávio concentra apoio expressivo nesse segmento, com cerca de 48% das intenções de voto, mais que o dobro do percentual de Lula.
Fator Caiado
Nesse cenário, a movimentação ocorre após o governador Ronaldo Caiado lançar, na semana passada, uma ofensiva para avançar sobre o eleitorado evangélico, com a escalação do deputado Otoni de Paula como articulador e a previsão de participação em convenções de pastores, encontros reservados e agendas em grandes igrejas.
A estratégia inclui ainda a abertura de canais com lideranças de diferentes denominações, em uma tentativa de furar a predominância do bolsonarismo no segmento.
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a entrada de Caiado acelerou a montagem do roteiro de visitas e reuniões reservadas, com foco em lideranças com alta capacidade de mobilização e influência sobre a base evangélica. (Com informações do jornal O Globo)
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Eleições 2026: Flávio Bolsonaro inicia tour por igrejas e amplia ofensiva entre evangélicos
O primeiro movimento ocorreu na manhã dessa segunda (6), em um encontro estadual de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém. (Foto: Reprodução)
O senador Flávio Bolsonaro iniciou nessa segunda-feira (6), em São Paulo, um tour por igrejas evangélicas com encontros reservados com lideranças religiosas, em meio à disputa pelo eleitorado evangélico. A agenda foi acelerada após movimentos recentes de adversários — como o governador Ronaldo Caiado (PSD), que teve a candidatura oficializada semana passada — para avançar sobre o segmento.
O primeiro movimento ocorreu pela manhã, em um encontro estadual de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém. No evento, Flávio subiu ao púlpito, se ajoelhou e recebeu uma oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa diante de ao menos 40 de pastores.
Na oração, o bispo fez referência direta ao futuro político do senador:
“Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”, declarou.
O encontro reuniu dezenas de pastores e integrou uma reunião de obreiros — que inclui diferentes níveis de liderança da igreja.
Também participou do encontro o pastor José Wellington Costa Júnior, filho do bispo, ambos ligados à Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangelicas Assembleia de Deus do Brasil, uma das principais entidades da denominação no país, com forte capilaridade nacional.
“Estivemos mais cedo na sede da Assembleia de Deus Belém, com o bispo José Wellington. Estavam todos os pastores reunidos”, afirmou o coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).
Segundo interlocutores, a agenda na capital paulista se estende ao longo dos primeiros dois dias da semana e inclui uma série de encontros reservados com outras lideranças evangélicas de peso, em conversas fora do radar público. O modelo segue a lógica adotada em 2018, com agendas individuais e aproximação direta com dirigentes religiosos.
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O senador retorna de São Paulo nesta terça-feira e, na quinta, tem previsão de agenda em Campo Grande, onde deve participar da Expogrande. A presença no evento é tratada por aliados como um gesto de aproximação com o agronegócio, outro segmento considerado central na disputa de 2026.
A ofensiva ocorre em um cenário em que o eleitorado evangélico tem peso decisivo na disputa presidencial. Segundo a última pesquisa Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desempenho mais limitado entre evangélicos, onde alcança cerca de 21%. Já Flávio concentra apoio expressivo nesse segmento, com cerca de 48% das intenções de voto, mais que o dobro do percentual de Lula.
Fator Caiado
Nesse cenário, a movimentação ocorre após o governador Ronaldo Caiado lançar, na semana passada, uma ofensiva para avançar sobre o eleitorado evangélico, com a escalação do deputado Otoni de Paula como articulador e a previsão de participação em convenções de pastores, encontros reservados e agendas em grandes igrejas.
A estratégia inclui ainda a abertura de canais com lideranças de diferentes denominações, em uma tentativa de furar a predominância do bolsonarismo no segmento.
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a entrada de Caiado acelerou a montagem do roteiro de visitas e reuniões reservadas, com foco em lideranças com alta capacidade de mobilização e influência sobre a base evangélica. (Com informações do jornal O Globo)
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