Sob pressão do calendário eleitoral e de investigações com as do caso Master e do escândalo do INSS, Lula foi orientado a formalizar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo
O Planalto busca garantir a aprovação do atual AGU antes que uma eventual delação premiada de Vorcaro
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Planalto busca garantir a aprovação do atual AGU antes que uma eventual delação premiada de Vorcaro. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Após um hiato de quatro meses entre a decisão política e a formalização institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Senado, na quarta-feira (1º), a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).
Sob pressão do calendário eleitoral e de investigações sensíveis ao governo, como o caso Master e o escândalo do INSS, o petista foi orientado a “passar a bola” para o Congresso, para completar a composição da Corte e ter mais um aliado no plenário.
Ao longo dos últimos dias, segundo relatos, o presidente ouviu a seguinte mensagem de governistas: Não dá para ficar com o plenário do STF incompleto. Eles se referiam aos “sustos” que tomaram nas CPIs e que exigiram decisões do Supremo, que já não age de maneira tão uniforme como na ação penal do 8 de janeiro.
O Planalto busca garantir a aprovação do atual Advogado-Geral da União antes que uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, possa turvar ainda mais o cenário político. A demora no envio da mensagem presidencial, entretanto, não foi casual.
Lula recuou estrategicamente no final do ano, diante do risco real de rejeição, alimentado principalmente pela postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre, que detém o controle do cronograma de votações, sinalizava preferência pelo nome do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a cadeira, o que gerou um impasse de meses.
Contudo, o cenário começou a mudar em março. Na semana passada, integrantes do MDB e do PSD enviaram sinais ao Palácio do Planalto de que o “clima hostil” arrefeceu. O diagnóstico entregue a Lula foi de que, embora a aprovação não seja garantida, o “mal-estar anterior está ultrapassado”.
Nos últimos meses, o advogado-geral da União realizou uma maratona de conversas, visitando 76 dos 81 senadores. Entretanto, o nome de Davi Alcolumbre permanece na lista dos que ainda não abriram as portas para um encontro institucional. O presidente do Senado também evitou reuniões privadas com Lula nas últimas semanas, mantendo uma distância protocolar que Messias tentará encurtar a partir de agora em sua nova rodada de visitas aos gabinetes.
O envio formal da indicação desencadeia uma nova etapa do “beija-mão” de Messias junto aos parlamentares, em uma tentativa de quebrar resistências e consolidar sua chegada à Corte. Nas últimas semanas, ele optou por ficar mais reservado, mas chegou a desabafar a pessoas próximas que preferia ter logo essa “agonia” resolvida: aprova ou não aprova, mas define.
A ideia é resolver a situação nos próximos 60 dias, evitando que o processo seja congelado pelo recesso parlamentar ou pela radicalização das campanhas eleitorais de 2026.
Caso a aprovação não ocorra neste semestre, o governo corre o risco de ver a cadeira do STF permanecer vaga até o final do ano, sob o impacto direto das urnas e da temperatura crescente das investigações judiciais. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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O Planalto busca garantir a aprovação do atual AGU antes que uma eventual delação premiada de Vorcaro
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Planalto busca garantir a aprovação do atual AGU antes que uma eventual delação premiada de Vorcaro. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Após um hiato de quatro meses entre a decisão política e a formalização institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Senado, na quarta-feira (1º), a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Ao longo dos últimos dias, segundo relatos, o presidente ouviu a seguinte mensagem de governistas: Não dá para ficar com o plenário do STF incompleto. Eles se referiam aos “sustos” que tomaram nas CPIs e que exigiram decisões do Supremo, que já não age de maneira tão uniforme como na ação penal do 8 de janeiro.
O Planalto busca garantir a aprovação do atual Advogado-Geral da União antes que uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, possa turvar ainda mais o cenário político. A demora no envio da mensagem presidencial, entretanto, não foi casual.
Lula recuou estrategicamente no final do ano, diante do risco real de rejeição, alimentado principalmente pela postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre, que detém o controle do cronograma de votações, sinalizava preferência pelo nome do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a cadeira, o que gerou um impasse de meses.
Contudo, o cenário começou a mudar em março. Na semana passada, integrantes do MDB e do PSD enviaram sinais ao Palácio do Planalto de que o “clima hostil” arrefeceu. O diagnóstico entregue a Lula foi de que, embora a aprovação não seja garantida, o “mal-estar anterior está ultrapassado”.
Nos últimos meses, o advogado-geral da União realizou uma maratona de conversas, visitando 76 dos 81 senadores. Entretanto, o nome de Davi Alcolumbre permanece na lista dos que ainda não abriram as portas para um encontro institucional. O presidente do Senado também evitou reuniões privadas com Lula nas últimas semanas, mantendo uma distância protocolar que Messias tentará encurtar a partir de agora em sua nova rodada de visitas aos gabinetes.
O envio formal da indicação desencadeia uma nova etapa do “beija-mão” de Messias junto aos parlamentares, em uma tentativa de quebrar resistências e consolidar sua chegada à Corte. Nas últimas semanas, ele optou por ficar mais reservado, mas chegou a desabafar a pessoas próximas que preferia ter logo essa “agonia” resolvida: aprova ou não aprova, mas define.
A ideia é resolver a situação nos próximos 60 dias, evitando que o processo seja congelado pelo recesso parlamentar ou pela radicalização das campanhas eleitorais de 2026.
Caso a aprovação não ocorra neste semestre, o governo corre o risco de ver a cadeira do STF permanecer vaga até o final do ano, sob o impacto direto das urnas e da temperatura crescente das investigações judiciais. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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