Leite afirmou que há no País um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa mais equilibrada.
Foto: Hegon Correa/Governo de Goiás/26-1-2023
Leite afirmou que há no País um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa mais equilibrada. (Foto: Hegon Correa/Governo de Goiás/26-1-2023)
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reagiu nesta segunda-feira (3) a escolha do PSD pelo nome de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial e afirmou que a decisão tende a manter o ambiente de polarização no País. A manifestação foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais. Na noite de domingo (29), Leite foi comunicado pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, sobre a definição.
“Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso País, eu não vou discutir essa decisão”, afirmou.
No vídeo, Leite disse ter sido “marcado” pelas manifestações de apoio recebidas nos últimos dias e afirmou que há no País um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa mais equilibrada.
“Existe sim no Brasil um desejo forte por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito”, disse.
O governador voltou a defender a construção de um projeto de “centro liberal democrático” e afirmou que a decisão do partido vai na direção oposta.
“O Brasil está cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos”, afirmou. Leite também indicou que pretende seguir atuando politicamente, mesmo fora da disputa presidencial neste momento.
“Mesmo que a gente não tenha uma candidatura formalizada, isso não termina aqui. A política é dinâmica e essa jornada continua”, disse.
Segundo aliados, o governador já havia demonstrado incômodo com a condução do processo interno em conversa com Kassab, na noite de domingo, em Porto Alegre, quando foi avisado de que a escolha por Caiado estava consolidada. Na avaliação de Leite, o movimento foi apresentado como praticamente definido, sem espaço real para construção conjunta ou debate interno mais amplo.
A definição encerra uma disputa interna no PSD que também envolvia o próprio Leite e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que desistiu da corrida presidencial na semana passada. Com a decisão, o partido inicia a construção da pré-campanha de Caiado, em um movimento que busca se posicionar como alternativa no campo de centro-direita.
Na conversa com Leite, Kassab sustentou que a escolha por Caiado foi respaldada pelo conselho político do partido e por avaliações internas que indicam melhor desempenho do governador goiano em cenários nacionais.
Interlocutores da sigla afirmam que pesou, sobretudo, a leitura de que Caiado hoje reúne mais condições de tração eleitoral imediata, enquanto Leite é visto como um nome com maior potencial de diálogo, mas ainda com menor capilaridade fora do Sul. (Com informações do jornal O Globo)
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Eduardo Leite critica escolha do seu partido por Ronaldo Caiado e afirma que decisão mantém polarização
Leite afirmou que há no País um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa mais equilibrada.
Foto: Hegon Correa/Governo de Goiás/26-1-2023
Leite afirmou que há no País um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa mais equilibrada. (Foto: Hegon Correa/Governo de Goiás/26-1-2023)
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reagiu nesta segunda-feira (3) a escolha do PSD pelo nome de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial e afirmou que a decisão tende a manter o ambiente de polarização no País. A manifestação foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais. Na noite de domingo (29), Leite foi comunicado pelo presidente do partido, Gilberto Kassab, sobre a definição.
“Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso País, eu não vou discutir essa decisão”, afirmou.
No vídeo, Leite disse ter sido “marcado” pelas manifestações de apoio recebidas nos últimos dias e afirmou que há no País um desejo “ainda silencioso, mas muito real” por uma alternativa mais equilibrada.
“Existe sim no Brasil um desejo forte por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito”, disse.
O governador voltou a defender a construção de um projeto de “centro liberal democrático” e afirmou que a decisão do partido vai na direção oposta.
“O Brasil está cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos”, afirmou. Leite também indicou que pretende seguir atuando politicamente, mesmo fora da disputa presidencial neste momento.
“Mesmo que a gente não tenha uma candidatura formalizada, isso não termina aqui. A política é dinâmica e essa jornada continua”, disse.
Segundo aliados, o governador já havia demonstrado incômodo com a condução do processo interno em conversa com Kassab, na noite de domingo, em Porto Alegre, quando foi avisado de que a escolha por Caiado estava consolidada. Na avaliação de Leite, o movimento foi apresentado como praticamente definido, sem espaço real para construção conjunta ou debate interno mais amplo.
A definição encerra uma disputa interna no PSD que também envolvia o próprio Leite e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que desistiu da corrida presidencial na semana passada. Com a decisão, o partido inicia a construção da pré-campanha de Caiado, em um movimento que busca se posicionar como alternativa no campo de centro-direita.
Na conversa com Leite, Kassab sustentou que a escolha por Caiado foi respaldada pelo conselho político do partido e por avaliações internas que indicam melhor desempenho do governador goiano em cenários nacionais.
Interlocutores da sigla afirmam que pesou, sobretudo, a leitura de que Caiado hoje reúne mais condições de tração eleitoral imediata, enquanto Leite é visto como um nome com maior potencial de diálogo, mas ainda com menor capilaridade fora do Sul. (Com informações do jornal O Globo)
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