Texto do deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 a 12 votos. (Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados)
O relatório final da CPI do INSS, apresentado na sexta-feira (27), apontou uma rede de 41 empresas que teriam sido usadas para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro de diferentes esquemas. Esse conglomerado teria movimentado pelo menos R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025. O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 a 12.
O texto apresentado afirma que “a quase totalidade” dessas empresas tem característica de ser de fachada, com indícios de que eram usadas para passagem de dinheiro em curtos intervalos de tempo.
“Evidenciou-se que parte do processo de branqueamento de capitais utilizado pela organização criminosa constituída para fraudar os descontos associativos do INSS corresponde à mesma estrutura utilizada por organizações criminosas violentas, como o PCC”, diz o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
As suspeitas giram em torno da Arpar e de empresas do entorno dela. Essa firma entrou no radar da CPI porque Antônio Carlos Camilo Antunes repassou recursos da ordem de R$ 150 milhões.
Conhecido como Careca do INSS, ele é apontado como “principal operador financeiro do esquema de corrupção do INSS” e é um dos 216 incluídos na lista de pedidos de indiciamento.
A CPI mapeou movimentações do conjunto de empresas que se relacionam com a Arpar. Segundo a investigação parlamentar, a rede de 41 usa os mesmos operadores financeiros que já apareceram em outras investigações da Polícia Federal como suspeitos de atender o PCC e o grupo Hezbollah.
Dos R$ 39 bilhões de movimentação identificados, R$ 20,4 bilhões foram em entradas e R$ 18,6 bilhões em saídas. Entre os beneficiários mapeados pela CPI, estão empresas que operam câmbio e que negociam criptoativos.
A estimativa é feita com base nos documentos das quebras de sigilos recebidos pela comissão. O texto afirma que o afastamento do sigilo de outras empresas poderia fazer o volume movimentado ultrapassar os R$ 45 bilhões.
O dono da Arpar é Rodrigo Moraes. O relatório pedia o indiciamento dele pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude eletrônica e furto eletrônico.
“Dado o volume de recursos detectados, é altamente provável que essa rede criminosa opere a evasão de divisas e lavagem de capitais para outras estruturas criminosas que não só aquelas advindas dos descontos fraudulentos do INSS. Suspeita-se de uso da rede inclusive por organizações criminosas violentas”, diz o relatório.
O relator Alfredo Gaspar destinou um capítulo específico ao que chamou de “Rede Arpar: a maior rede de operação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas”.
O documento, que foi rejeitado por 19 votos, recomenda que os órgãos competentes devem, “urgentemente”, aprofundar as investigações sobre o tema.
“Essas análises devem, urgentemente, serem aprofundadas pelos órgãos competentes dado o expressivo volume e as evidências de grande número de empresas de fachada, sócios laranja e lavagem de dinheiro para diversos esquemas, como o do INSS, pagamento de propina, mercado esportivo, minerário, organizações criminosas violentas, como PCC, e para organizações terroristas, como o Hezbollah. As empresas operam em camadas de circularização visando a pulverização dos recursos, inclusive com grande quantidade de valores indo para casas de câmbio e criptoativos”, destacou. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Relatório da CPI do INSS aponta “rede” que movimentou R$ 39 bilhões de diferentes esquemas
Texto do deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 a 12 votos. (Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados)
O relatório final da CPI do INSS, apresentado na sexta-feira (27), apontou uma rede de 41 empresas que teriam sido usadas para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro de diferentes esquemas. Esse conglomerado teria movimentado pelo menos R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025. O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 a 12.
O texto apresentado afirma que “a quase totalidade” dessas empresas tem característica de ser de fachada, com indícios de que eram usadas para passagem de dinheiro em curtos intervalos de tempo.
“Evidenciou-se que parte do processo de branqueamento de capitais utilizado pela organização criminosa constituída para fraudar os descontos associativos do INSS corresponde à mesma estrutura utilizada por organizações criminosas violentas, como o PCC”, diz o relatório do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
As suspeitas giram em torno da Arpar e de empresas do entorno dela. Essa firma entrou no radar da CPI porque Antônio Carlos Camilo Antunes repassou recursos da ordem de R$ 150 milhões.
Conhecido como Careca do INSS, ele é apontado como “principal operador financeiro do esquema de corrupção do INSS” e é um dos 216 incluídos na lista de pedidos de indiciamento.
A CPI mapeou movimentações do conjunto de empresas que se relacionam com a Arpar. Segundo a investigação parlamentar, a rede de 41 usa os mesmos operadores financeiros que já apareceram em outras investigações da Polícia Federal como suspeitos de atender o PCC e o grupo Hezbollah.
Dos R$ 39 bilhões de movimentação identificados, R$ 20,4 bilhões foram em entradas e R$ 18,6 bilhões em saídas. Entre os beneficiários mapeados pela CPI, estão empresas que operam câmbio e que negociam criptoativos.
A estimativa é feita com base nos documentos das quebras de sigilos recebidos pela comissão. O texto afirma que o afastamento do sigilo de outras empresas poderia fazer o volume movimentado ultrapassar os R$ 45 bilhões.
O dono da Arpar é Rodrigo Moraes. O relatório pedia o indiciamento dele pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude eletrônica e furto eletrônico.
“Dado o volume de recursos detectados, é altamente provável que essa rede criminosa opere a evasão de divisas e lavagem de capitais para outras estruturas criminosas que não só aquelas advindas dos descontos fraudulentos do INSS. Suspeita-se de uso da rede inclusive por organizações criminosas violentas”, diz o relatório.
O relator Alfredo Gaspar destinou um capítulo específico ao que chamou de “Rede Arpar: a maior rede de operação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas”.
O documento, que foi rejeitado por 19 votos, recomenda que os órgãos competentes devem, “urgentemente”, aprofundar as investigações sobre o tema.
“Essas análises devem, urgentemente, serem aprofundadas pelos órgãos competentes dado o expressivo volume e as evidências de grande número de empresas de fachada, sócios laranja e lavagem de dinheiro para diversos esquemas, como o do INSS, pagamento de propina, mercado esportivo, minerário, organizações criminosas violentas, como PCC, e para organizações terroristas, como o Hezbollah. As empresas operam em camadas de circularização visando a pulverização dos recursos, inclusive com grande quantidade de valores indo para casas de câmbio e criptoativos”, destacou. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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