Alexandre Giordano (Podemos) dirigia uma Land Rover com giroflex ligado quando foi parado por agentes. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
O senador Alexandre Giordano (Podemos-SP), que foi autuado pela Polícia Militar de São Paulo por dirigir um veículo sem placas, com o giroflex ligado e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, já teve explicações cobradas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por gastar R$ 3.940,78 em combustível num único dia.
Reportagens de 2024 mostraram que a PGR pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) intimasse o senador a explicar gastos de verba indenizatória pelo exercício da atividade parlamentar. Chamou a atenção a compra de mais de 507 litros de gasolina e outros mais de 188 litros de diesel em 19 de dezembro de 2022, “equivalente ao tanque de mais de 12 veículos de passeio”. Em 2 de janeiro de 2023, o parlamentar teria adquirido mais 324 litros de gasolina.
“Como elemento probatório, juntou-se notas fiscais emitidas pelo posto Auto Posto Mirante Ltda., nas datas de 19.12.2022 (valor total de R$ 3.940,78) e de 02.01.2023 (valor total de R$ 1.691,22)”, apontou o ofício, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.
Os valores foram classificados como “exorbitantes”. Na ocasião, a equipe do senador afirmou à imprensa que os pagamentos se referiam a abastecimentos realizados em diferentes dias no mesmo posto, mas com faturamento realizado num único dia. A compra de combustível foi realizada para cumprimento da atividade parlamentar em São Paulo e seguiu as normas de ressarcimento do Congresso, acrescentou.
A assessoria de Giordano ainda não se manifestou sobre o questionamento do combustível e a autuação pela Polícia Militar.
Desta vez, as três penalidades resultarão em 19 pontos em seu prontuário. Apesar da gravidade das infrações, seu veículo não ficou retido.
O caso ocorreu às 8h17 da última segunda-feira (23), na Alameda Afonso Schmidt, em Santana, na Zona Norte. Ao ser abordado, o senador, segundo o boletim de ocorrência, se negou a descer do carro, uma Land Rover preta. Ele teria se apresentado aos policiais como “federal”. Com a insistência da equipe, que pediu seus documentos, o senador desembarcou e se apresentou como parlamentar.
Nesse momento, os PMs iniciaram a gravação da ocorrência pelas câmeras corporais. “Ah, você está gravando? Então você vai ver”, teria dito Giordano, ainda de acordo com o relato dos policiais na delegacia. Diante das negativas para apresentar documentação, os PMs solicitaram reforço, momento em que o parlamentar teria afirmado que eles “iriam para a reciclagem”.
Após o entrevero, Giordano entrou no carro, dirigiu pela calçada, quase atropelando um dos policiais e fugiu da cena. Quatro quarteirões depois, na esquina da Avenida Braz Leme com a Rua Doutor César, o senador foi novamente parado por policiais que patrulhavam a área. A comandante do batalhão da região chegou na sequência e aplicou as multas a Giordano, que foi liberado.
Na última quarta (25), Giordano esteve ao ao lado do presidente Lula e de outros ministros na cerimônia de apresentação do primeiro Gripen montado na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto. O senador saiu sem falar com a imprensa.
Suplente
Suplente de Major Olímpio, eleito em 2018 e falecido em 2021, Alexandre Giordano, que tem como marca registrada um anel de ouro com o desenho de um corvo – sua marca registrada, como costuma dizer –, passou os últimos cinco anos no Senado como titular da cadeira e não vai se candidatar a um novo mandato.
Atualmente no Podemos, ele foi filiado ao PSL e ao MDB, chegou a tentar se aproximar do prefeito Ricardo Nunes, do mesmo partido, mas não obteve sucesso. Nas eleições de 2024, ele apoiou a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL).
Nascido na Zona Norte de São Paulo, Giordano começou a vida profissional aos 13 anos, vendendo cachorro-quente em frente à Galeria Pajé, na região da Rua 25 de Março, no Centro. De camelô, passou a empresário do ramo de confecções e, depois, para o ramo de estruturas metálicas. Na política, entrou em 2016, ao se filiar ao PSDB, mas nunca concorreu sozinho em uma eleição. Dois anos depois, já pelo PSL, foi suplente de Major Olímpio.
Uma reportagem do jornal O Globo de 2019 revelou que Giordano esteve envolvido em um escândalo relacionado à compra de energia excedente de Itaipu. O empresário viajou para o Paraguai para participar de uma reunião na Ande, a Eletrobras paraguaia, e tratar da compra de energia excedente de Itaipu. Na ocasião, apresentou-se como “senador”.
O encontro ocorreu na mesma época em que era finalizado o novo acordo entre Brasil e Paraguai sobre Itaipu. Giordano negou ter se valido de conexões políticas para facilitar os negócios no Paraguai. E afirmou ser natural que após encontros comerciais as pessoas busquem na internet referências das outras presentes. (Com informações do jornal O Globo)
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Senador dirigindo sem placa e com CNH vencida já gastou R$ 3,9 mil em combustível em um dia
Alexandre Giordano (Podemos) dirigia uma Land Rover com giroflex ligado quando foi parado por agentes. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
O senador Alexandre Giordano (Podemos-SP), que foi autuado pela Polícia Militar de São Paulo por dirigir um veículo sem placas, com o giroflex ligado e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida, já teve explicações cobradas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por gastar R$ 3.940,78 em combustível num único dia.
Reportagens de 2024 mostraram que a PGR pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) intimasse o senador a explicar gastos de verba indenizatória pelo exercício da atividade parlamentar. Chamou a atenção a compra de mais de 507 litros de gasolina e outros mais de 188 litros de diesel em 19 de dezembro de 2022, “equivalente ao tanque de mais de 12 veículos de passeio”. Em 2 de janeiro de 2023, o parlamentar teria adquirido mais 324 litros de gasolina.
“Como elemento probatório, juntou-se notas fiscais emitidas pelo posto Auto Posto Mirante Ltda., nas datas de 19.12.2022 (valor total de R$ 3.940,78) e de 02.01.2023 (valor total de R$ 1.691,22)”, apontou o ofício, assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.
Os valores foram classificados como “exorbitantes”. Na ocasião, a equipe do senador afirmou à imprensa que os pagamentos se referiam a abastecimentos realizados em diferentes dias no mesmo posto, mas com faturamento realizado num único dia. A compra de combustível foi realizada para cumprimento da atividade parlamentar em São Paulo e seguiu as normas de ressarcimento do Congresso, acrescentou.
A assessoria de Giordano ainda não se manifestou sobre o questionamento do combustível e a autuação pela Polícia Militar.
Desta vez, as três penalidades resultarão em 19 pontos em seu prontuário. Apesar da gravidade das infrações, seu veículo não ficou retido.
O caso ocorreu às 8h17 da última segunda-feira (23), na Alameda Afonso Schmidt, em Santana, na Zona Norte. Ao ser abordado, o senador, segundo o boletim de ocorrência, se negou a descer do carro, uma Land Rover preta. Ele teria se apresentado aos policiais como “federal”. Com a insistência da equipe, que pediu seus documentos, o senador desembarcou e se apresentou como parlamentar.
Nesse momento, os PMs iniciaram a gravação da ocorrência pelas câmeras corporais. “Ah, você está gravando? Então você vai ver”, teria dito Giordano, ainda de acordo com o relato dos policiais na delegacia. Diante das negativas para apresentar documentação, os PMs solicitaram reforço, momento em que o parlamentar teria afirmado que eles “iriam para a reciclagem”.
Após o entrevero, Giordano entrou no carro, dirigiu pela calçada, quase atropelando um dos policiais e fugiu da cena. Quatro quarteirões depois, na esquina da Avenida Braz Leme com a Rua Doutor César, o senador foi novamente parado por policiais que patrulhavam a área. A comandante do batalhão da região chegou na sequência e aplicou as multas a Giordano, que foi liberado.
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Suplente
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Atualmente no Podemos, ele foi filiado ao PSL e ao MDB, chegou a tentar se aproximar do prefeito Ricardo Nunes, do mesmo partido, mas não obteve sucesso. Nas eleições de 2024, ele apoiou a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL).
Nascido na Zona Norte de São Paulo, Giordano começou a vida profissional aos 13 anos, vendendo cachorro-quente em frente à Galeria Pajé, na região da Rua 25 de Março, no Centro. De camelô, passou a empresário do ramo de confecções e, depois, para o ramo de estruturas metálicas. Na política, entrou em 2016, ao se filiar ao PSDB, mas nunca concorreu sozinho em uma eleição. Dois anos depois, já pelo PSL, foi suplente de Major Olímpio.
Uma reportagem do jornal O Globo de 2019 revelou que Giordano esteve envolvido em um escândalo relacionado à compra de energia excedente de Itaipu. O empresário viajou para o Paraguai para participar de uma reunião na Ande, a Eletrobras paraguaia, e tratar da compra de energia excedente de Itaipu. Na ocasião, apresentou-se como “senador”.
O encontro ocorreu na mesma época em que era finalizado o novo acordo entre Brasil e Paraguai sobre Itaipu. Giordano negou ter se valido de conexões políticas para facilitar os negócios no Paraguai. E afirmou ser natural que após encontros comerciais as pessoas busquem na internet referências das outras presentes. (Com informações do jornal O Globo)
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