Presidente enviará ao Senado indicação de Messias para ocupar vaga na Corte. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o advogado-geral União, Jorge Messias, se aproxime do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e ajude a apaziguar o clima de tensão na Corte. Lula enviará ao Senado, nesta semana, a indicação de Messias para ocupar uma cadeira no STF porque avalia que, se esperar mais, o cenário político pode piorar.
Dividido em alas, o Supremo praticamente “implodiu” desde que vieram à tona suspeitas envolvendo ligações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Em conversa com aliados, o presidente disse que o advogado-geral da União é o nome ideal para construir pontes, e não muros, em um STF cada vez mais conflagrado.
Sob escrutínio da maioria de seus pares neste momento, Mendonça tem em comum com Messias não apenas o fato de ser evangélico como de ter enfrentado a ira do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O magistrado foi indicado para o STF pelo então presidente Jair Bolsonaro, em julho de 2021. À época, Alcolumbre era presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, descontente com a escolha, segurou a análise do nome de Mendonça por cinco meses.
Em novembro do ano passado, quando Lula anunciou Messias para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso, Alcolumbre logo se levantou contra. Queria emplacar na vaga o aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e chegou a dizer, nos bastidores, que o chefe do Executivo veria o que era ter o presidente do Senado como inimigo.
Foi por isso que, até agora, o presidente não oficializou a indicação do advogado-geral da União. Passado todo esse tempo, porém, Lula está prestes a fechar um acordo para Pacheco ser candidato ao governo de Minas Gerais.
Comissão
Alcolumbre, na outra ponta, vem sendo pressionado por seus pares por causa da CPMI do INSS. O despacho de Mendonça prorrogando os trabalhos da comissão por 60 dias atendeu ao pedido da cúpula do colegiado, mas irritou o presidente do Senado.
Tanto Alcolumbre como o governo são contra dar mais tempo para investigações que servem de palanque para a oposição neste ano eleitoral.
O desfecho do imbróglio é imprevisível porque a decisão de Mendonça de prorrogar a CPMI do INSS – cada vez mais entrelaçada com as falcatruas do Banco Master – terá de passar pelo crivo do plenário do Supremo.
Ambiente
O veredicto final sobre a CPMI será um teste para medir tanto a força de Mendonça como a de Alcolumbre. Apesar das resistências a Messias no Senado, Lula foi informado por aliados de que o ambiente para a aprovação do nome dele melhorou. Na prática, mesmo com discursos mais veementes, Alcolumbre não quer comprar briga com o presidente. Esperava de Lula, aliás, o controle da Polícia Federal, coisa que ele já demonstrou não ter.
A expectativa de Lula, agora, é que a entrada de Messias no STF sirva não apenas para tornar a correlação de forças na Corte mais favorável ao governo como para que ele possa “construir pontes” com todas as alas. “Sou terrivelmente pacificador”, costuma dizer o advogado-geral da União, fazendo um trocadilho com a frase de Bolsonaro, que, ainda em 2019, avisou a intenção de nomear um nome “terrivelmente evangélico” para o STF.
Era justamente André Mendonça, que, hoje, virou um dos principais aliados da indicação de Messias para a Corte. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
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Lula quer que o advogado-geral União, Jorge Messias, se aproxime do ministro André Mendonça e ajude a apaziguar o clima de tensão no Tribunal
Presidente enviará ao Senado indicação de Messias para ocupar vaga na Corte. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o advogado-geral União, Jorge Messias, se aproxime do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e ajude a apaziguar o clima de tensão na Corte. Lula enviará ao Senado, nesta semana, a indicação de Messias para ocupar uma cadeira no STF porque avalia que, se esperar mais, o cenário político pode piorar.
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Foi por isso que, até agora, o presidente não oficializou a indicação do advogado-geral da União. Passado todo esse tempo, porém, Lula está prestes a fechar um acordo para Pacheco ser candidato ao governo de Minas Gerais.
Comissão
Alcolumbre, na outra ponta, vem sendo pressionado por seus pares por causa da CPMI do INSS. O despacho de Mendonça prorrogando os trabalhos da comissão por 60 dias atendeu ao pedido da cúpula do colegiado, mas irritou o presidente do Senado.
Tanto Alcolumbre como o governo são contra dar mais tempo para investigações que servem de palanque para a oposição neste ano eleitoral.
O desfecho do imbróglio é imprevisível porque a decisão de Mendonça de prorrogar a CPMI do INSS – cada vez mais entrelaçada com as falcatruas do Banco Master – terá de passar pelo crivo do plenário do Supremo.
Ambiente
O veredicto final sobre a CPMI será um teste para medir tanto a força de Mendonça como a de Alcolumbre. Apesar das resistências a Messias no Senado, Lula foi informado por aliados de que o ambiente para a aprovação do nome dele melhorou. Na prática, mesmo com discursos mais veementes, Alcolumbre não quer comprar briga com o presidente. Esperava de Lula, aliás, o controle da Polícia Federal, coisa que ele já demonstrou não ter.
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