O governador gaúcho concedeu entrevista à GloboNews nessa quarta (25). (Foto: Reprodução de TV)
Eduardo Leite afirmou ser o único presidenciável de centro dentro do PSD e defendeu a escolha de seu nome para a disputa ao Planalto. Em entrevista nessa quarta-feira (25), o governador do Rio Grande do Sul disse ainda que, caso não seja escolhido candidato, permanecerá no cargo até o fim do mandato.
Pré-candidato do PSD, Leite se reuniu ainda nessa quarta, em São Paulo, com o presidente da sigla, Gilberto Kassab. No dia anterior, Kassab também se encontrou com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. As conversas ocorrem após a desistência de Ratinho Júnior de participar do processo interno que vai definir o candidato do partido à Presidência neste ano.
“O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador (Ronaldo) Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita”, afirmou Leite em entrevista ao Mais, da GloboNews.
“É legítima a aspiração do governador Caiado, pela sua trajetória e vida pública, de se apresentar. Mas, na minha leitura, a circunstância política exige que o partido se posicione ao centro – onde não há representante, onde precisamos chamar a reflexão do povo brasileiro para um outro campo político que ainda não está representado neste processo eleitoral”, disse.
O governador rejeitou a ideia de que o centro seja uma posição de isenção e pregou o que chamou de “centro posicionado”.
“O centro não é a ausência de posição. É a possibilidade de convivermos democraticamente e rompermos essa polarização. De um lado, ser firme na segurança pública e no ajuste de contas – bandeiras apropriadas pela direita – e, de outro, proteger os vulneráveis, bandeira apropriada pela esquerda”, comentou.
Leite estabeleceu uma condição para sua desincompatibilização do cargo, cujo prazo termina em 4 de abril e descartou qualquer composição que não o coloque como cabeça de chapa na corrida ao Planalto.
“Não sairei para outra candidatura que não seja de Presidente da República. Tenho responsabilidade com o meu estado. Portanto, para concorrer a presidente, eu me desincompatibilizo. Caso contrário, permaneço no meu cargo até o final do mandato”, afirmou.
Ao comentar a desistência de Ratinho Junior do processo interno do PSD, afirmou que não há escolha do pré-candidato ainda. “Vocês tinham uma notícia de que o Ratinho ia ser anunciado e olha o que aconteceu. Não deve ser cravado absolutamente nada antes de haver um anúncio oficial”.
Leite afirmou que o partido ainda precisa “processar” as mudanças e entender que o cenário político exige uma alternativa que não esteja apenas “disputando a direita”.
Ao ser questionado sobre o tom de sua campanha, Eduardo Leite afirmou que pretende dialogar com eleitores lulistas e bolsonaristas. “Não se trata simplesmente de ser anti-Lula ou anti-Bolsonaro. Eu quero conversar com os eleitores deles. Há eleitores do Bolsonaro legitimamente preocupados com a segurança pública, que querem ver mais firmeza no combate ao crime. É preciso, sim, ter mais rigor – mas dentro das regras do jogo, não com esculacho ou violência. É preciso estratégia e gestão, como fizemos no Rio Grande do Sul”, afirmou.
O pré-candidato também afirmou que pretende apontar inconsistências nos legados de Lula e de Jair Bolsonaro.
“Eu sou a favor de que presidente da República que favoreceu e intermediou a empresas empreiteiras na Petrobras para ter contratos tem que ser julgado e preso, como foi com o presidente Lula preso lá atrás”, disse sobre o presidente. “Presidente da República que articula movimento golpista que faz, que busca uma ruptura institucional como o presidente Bolsonaro na investigação ficou demonstrado que fez, tem que ser julgado e preso”, acrescentou.
Na resposta, Leite também defendeu que eventuais irregularidades cometidas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam investigadas e punidas.
“Ministro da Suprema Corte que se venha a demonstrar tenha tido envolvimento com investigados por corrupção, tem que ser feita a investigação dura, rigorosa e, se tiver envolvimento, tem que ser julgado e preso. Não é só perder o mandato, não é só impeachment, tem que ser dado consequência”, disse.
Reforma política
Leite argumentou que o Brasil não pode ficar refém de “escândalos de ocasião” e que a solução passa por mexer na estrutura das instituições. Segundo o governador, o país precisa de uma reforma política que inclua a discussão sobre a periodicidade das cadeiras na mais alta corte do país.
“Se a gente não colocar energia em uma reforma política e, de outro lado, a gente ajuste mandatos de ministros do Supremo, a gente vai ter sempre um desarranjo político que vai impedir o Brasil de avançar”, disse. (Com informações do portal de notícias g1)
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Eduardo Leite diz ser o único presidenciável de centro no PSD e que continuará no governo do RS se não for o escolhido
O governador gaúcho concedeu entrevista à GloboNews nessa quarta (25). (Foto: Reprodução de TV)
Eduardo Leite afirmou ser o único presidenciável de centro dentro do PSD e defendeu a escolha de seu nome para a disputa ao Planalto. Em entrevista nessa quarta-feira (25), o governador do Rio Grande do Sul disse ainda que, caso não seja escolhido candidato, permanecerá no cargo até o fim do mandato.
Pré-candidato do PSD, Leite se reuniu ainda nessa quarta, em São Paulo, com o presidente da sigla, Gilberto Kassab. No dia anterior, Kassab também se encontrou com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. As conversas ocorrem após a desistência de Ratinho Júnior de participar do processo interno que vai definir o candidato do partido à Presidência neste ano.
“O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador (Ronaldo) Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita”, afirmou Leite em entrevista ao Mais, da GloboNews.
“É legítima a aspiração do governador Caiado, pela sua trajetória e vida pública, de se apresentar. Mas, na minha leitura, a circunstância política exige que o partido se posicione ao centro – onde não há representante, onde precisamos chamar a reflexão do povo brasileiro para um outro campo político que ainda não está representado neste processo eleitoral”, disse.
O governador rejeitou a ideia de que o centro seja uma posição de isenção e pregou o que chamou de “centro posicionado”.
“O centro não é a ausência de posição. É a possibilidade de convivermos democraticamente e rompermos essa polarização. De um lado, ser firme na segurança pública e no ajuste de contas – bandeiras apropriadas pela direita – e, de outro, proteger os vulneráveis, bandeira apropriada pela esquerda”, comentou.
Leite estabeleceu uma condição para sua desincompatibilização do cargo, cujo prazo termina em 4 de abril e descartou qualquer composição que não o coloque como cabeça de chapa na corrida ao Planalto.
“Não sairei para outra candidatura que não seja de Presidente da República. Tenho responsabilidade com o meu estado. Portanto, para concorrer a presidente, eu me desincompatibilizo. Caso contrário, permaneço no meu cargo até o final do mandato”, afirmou.
Ao comentar a desistência de Ratinho Junior do processo interno do PSD, afirmou que não há escolha do pré-candidato ainda. “Vocês tinham uma notícia de que o Ratinho ia ser anunciado e olha o que aconteceu. Não deve ser cravado absolutamente nada antes de haver um anúncio oficial”.
Leite afirmou que o partido ainda precisa “processar” as mudanças e entender que o cenário político exige uma alternativa que não esteja apenas “disputando a direita”.
Ao ser questionado sobre o tom de sua campanha, Eduardo Leite afirmou que pretende dialogar com eleitores lulistas e bolsonaristas. “Não se trata simplesmente de ser anti-Lula ou anti-Bolsonaro. Eu quero conversar com os eleitores deles. Há eleitores do Bolsonaro legitimamente preocupados com a segurança pública, que querem ver mais firmeza no combate ao crime. É preciso, sim, ter mais rigor – mas dentro das regras do jogo, não com esculacho ou violência. É preciso estratégia e gestão, como fizemos no Rio Grande do Sul”, afirmou.
O pré-candidato também afirmou que pretende apontar inconsistências nos legados de Lula e de Jair Bolsonaro.
“Eu sou a favor de que presidente da República que favoreceu e intermediou a empresas empreiteiras na Petrobras para ter contratos tem que ser julgado e preso, como foi com o presidente Lula preso lá atrás”, disse sobre o presidente. “Presidente da República que articula movimento golpista que faz, que busca uma ruptura institucional como o presidente Bolsonaro na investigação ficou demonstrado que fez, tem que ser julgado e preso”, acrescentou.
Na resposta, Leite também defendeu que eventuais irregularidades cometidas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam investigadas e punidas.
“Ministro da Suprema Corte que se venha a demonstrar tenha tido envolvimento com investigados por corrupção, tem que ser feita a investigação dura, rigorosa e, se tiver envolvimento, tem que ser julgado e preso. Não é só perder o mandato, não é só impeachment, tem que ser dado consequência”, disse.
Reforma política
Leite argumentou que o Brasil não pode ficar refém de “escândalos de ocasião” e que a solução passa por mexer na estrutura das instituições. Segundo o governador, o país precisa de uma reforma política que inclua a discussão sobre a periodicidade das cadeiras na mais alta corte do país.
“Se a gente não colocar energia em uma reforma política e, de outro lado, a gente ajuste mandatos de ministros do Supremo, a gente vai ter sempre um desarranjo político que vai impedir o Brasil de avançar”, disse. (Com informações do portal de notícias g1)
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