Senador pediu que ministro do STF autorize transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Paulo Cunha Bueno se reuniram na terça-feira (17) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue internado em Brasília. O encontro ocorreu em meio a pedidos da defesa para que o ex-presidente cumpra eventual pena em regime domiciliar, diante do seu quadro de saúde.
Jair Bolsonaro está hospitalizado desde a semana passada e se recupera de uma pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. De acordo com informações divulgadas por sua equipe médica, ele apresenta evolução clínica considerada positiva, embora ainda demande cuidados e acompanhamento contínuo. Os médicos indicam que o quadro foi significativo, exigindo atenção especial, sobretudo durante o período noturno.
A defesa do ex-presidente reiterou ao Supremo o pedido para que ele permaneça em prisão domiciliar. Até o momento, não há prazo definido para que o ministro Alexandre de Moraes tome uma decisão sobre a solicitação. O tema segue em análise no âmbito do STF.
O encontro entre Flávio Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno e o ministro teve duração aproximada de 20 minutos. A reunião foi viabilizada após tratativas realizadas por interlocutores em comum. Antes de serem recebidos, o senador e o advogado aguardaram na sala da chefe de gabinete do ministro, conforme relatos de bastidores.
Segundo apuração, não houve discussão de natureza política durante a conversa. O foco da reunião esteve centrado exclusivamente nas condições de saúde do ex-presidente e nos argumentos apresentados pela defesa.
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro expôs a situação clínica do pai, destacando que ele não pode dormir sozinho e que o quadro de pneumonia enfrentado foi grave, com potencial risco de vida. O senador enfatizou a necessidade de monitoramento constante, especialmente durante a recuperação.
De acordo com pessoas que acompanharam o relato, Alexandre de Moraes respondeu afirmando que compreende a relação entre pai e filho, sobretudo em contextos que envolvem figuras públicas amplamente expostas. A manifestação foi interpretada como um reconhecimento da dimensão pessoal envolvida no caso.
Ao final da reunião, Flávio Bolsonaro e o advogado avaliaram que o ministro pode reexaminar decisões anteriores, nas quais havia negado o pedido de prisão domiciliar. Ainda assim, não houve indicação concreta de mudança imediata de posicionamento.
Após o encontro, o senador declarou a jornalistas que a conversa com Moraes foi “tranquila” e “objetiva”, acrescentando que o ministro se comprometeu a avaliar a solicitação apresentada pela defesa.
Flávio Bolsonaro já havia solicitado anteriormente ao STF a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar, sob o argumento de que a permanência em regime fechado representaria risco à saúde, especialmente pela ausência de acompanhamento contínuo durante a noite.
O ex-presidente foi internado na última sexta-feira (13), após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio. Exames realizados confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que motivou sua hospitalização e segue sendo monitorada pela equipe médica responsável. (Com informações do portal de notícias g1)
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Em conversa com Flávio Bolsonaro, Alexandre de Moraes diz entender relação entre pai e filho
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Paulo Cunha Bueno se reuniram na terça-feira (17) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue internado em Brasília. O encontro ocorreu em meio a pedidos da defesa para que o ex-presidente cumpra eventual pena em regime domiciliar, diante do seu quadro de saúde.
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A defesa do ex-presidente reiterou ao Supremo o pedido para que ele permaneça em prisão domiciliar. Até o momento, não há prazo definido para que o ministro Alexandre de Moraes tome uma decisão sobre a solicitação. O tema segue em análise no âmbito do STF.
O encontro entre Flávio Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno e o ministro teve duração aproximada de 20 minutos. A reunião foi viabilizada após tratativas realizadas por interlocutores em comum. Antes de serem recebidos, o senador e o advogado aguardaram na sala da chefe de gabinete do ministro, conforme relatos de bastidores.
Segundo apuração, não houve discussão de natureza política durante a conversa. O foco da reunião esteve centrado exclusivamente nas condições de saúde do ex-presidente e nos argumentos apresentados pela defesa.
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro expôs a situação clínica do pai, destacando que ele não pode dormir sozinho e que o quadro de pneumonia enfrentado foi grave, com potencial risco de vida. O senador enfatizou a necessidade de monitoramento constante, especialmente durante a recuperação.
De acordo com pessoas que acompanharam o relato, Alexandre de Moraes respondeu afirmando que compreende a relação entre pai e filho, sobretudo em contextos que envolvem figuras públicas amplamente expostas. A manifestação foi interpretada como um reconhecimento da dimensão pessoal envolvida no caso.
Ao final da reunião, Flávio Bolsonaro e o advogado avaliaram que o ministro pode reexaminar decisões anteriores, nas quais havia negado o pedido de prisão domiciliar. Ainda assim, não houve indicação concreta de mudança imediata de posicionamento.
Após o encontro, o senador declarou a jornalistas que a conversa com Moraes foi “tranquila” e “objetiva”, acrescentando que o ministro se comprometeu a avaliar a solicitação apresentada pela defesa.
Flávio Bolsonaro já havia solicitado anteriormente ao STF a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar, sob o argumento de que a permanência em regime fechado representaria risco à saúde, especialmente pela ausência de acompanhamento contínuo durante a noite.
O ex-presidente foi internado na última sexta-feira (13), após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio. Exames realizados confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que motivou sua hospitalização e segue sendo monitorada pela equipe médica responsável. (Com informações do portal de notícias g1)
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