A reunião, no Palácio da Alvorada, teve quase quatro horas de duração (Foto: Agência Brasil)
Na pauta, a conjuntura política e a crise envolvendo o Banco Master. Participaram do encontro os comandantes das Forças Armadas: general Tomás Paiva (Exército), almirante Marcos Olsen (Marinha) e brigadeiro Marcelo Damasceno (Aeronáutica).
Também estavam presentes o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, entre outros.
Encontro bilateral
Já nessa segunda-feira (16), Lula recebeu o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, para uma reunião no Palácio do Planalto. Ambos defenderam a integração entre os países da América do Sul, apesar das divergências ideológicas, e trataram de cooperação em áreas como infraestrutura, turismo e produção de alimentos.
A reunião ocorreu a portas fechadas. Em seguida, Lula e Paz deram declaração conjunta a jornalistas, como é praxe em visitas de chefes de Estado. Após o evento, almoçaram juntos no Palácio do Itamaraty.
“O presidente Paz e eu concordamos que a integração regional não é um projeto ideológico. É uma necessidade histórica. Em um mundo cada vez mais competitivo, nenhum país da nossa região terá condições de prosperar isoladamente”, declarou Lula.
“Somente uma América do Sul integrada poderá ocupar o lugar que merece na economia e na política global. A adesão da Bolívia ao Mercosul representa um passo histórico. O Mercosul se fortalece e nos dá mais autonomia estratégica diante das instabilidades do mercado global”, acrescentou. A Bolívia aderiu ao bloco em 2024.
Lula citou ainda que os dois países enfrentaram ameaças à democracia, citando os ataques de 8 de janeiro de 2023, no Brasil, e a tentativa de golpe militar de 2019, que levou à renúncia de Evo Morales, e a tentativa golpista de 2024, quando militares, com tanques de guerra, invadiram a sede do Executivo em La Paz.
“Em ambos os casos, saímos fortalecidos. Nossos países provaram que instituições democráticas e a vontade popular são capazes de superar tentativas de ruptura. O futuro da nossa região depende da nossa capacidade de cooperar. Sem amarras ideológicas, sem ódio e sem violência, construiremos uma América Latina pacífica, integrada e próspera”, afirmou Lula.
No discurso, o chefe do Executivo também defendeu o aumento do fluxo comercial entre os países, que alcançou US$ 2,6 bilhões em 2025, e citou que 120 empresários bolivianos que acompanham o presidente Rodrigo Paz vão participar de um fórum empresarial em São Paulo, nesta terça (17), para discutir oportunidades de negócio. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e do Correio Braziliense)
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A longa reunião fora de agenda de Lula com um seleto grupo no Alvorada
A reunião, no Palácio da Alvorada, teve quase quatro horas de duração (Foto: Agência Brasil)
Na pauta, a conjuntura política e a crise envolvendo o Banco Master. Participaram do encontro os comandantes das Forças Armadas: general Tomás Paiva (Exército), almirante Marcos Olsen (Marinha) e brigadeiro Marcelo Damasceno (Aeronáutica).
Também estavam presentes o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, entre outros.
Encontro bilateral
Já nessa segunda-feira (16), Lula recebeu o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, para uma reunião no Palácio do Planalto. Ambos defenderam a integração entre os países da América do Sul, apesar das divergências ideológicas, e trataram de cooperação em áreas como infraestrutura, turismo e produção de alimentos.
A reunião ocorreu a portas fechadas. Em seguida, Lula e Paz deram declaração conjunta a jornalistas, como é praxe em visitas de chefes de Estado. Após o evento, almoçaram juntos no Palácio do Itamaraty.
“O presidente Paz e eu concordamos que a integração regional não é um projeto ideológico. É uma necessidade histórica. Em um mundo cada vez mais competitivo, nenhum país da nossa região terá condições de prosperar isoladamente”, declarou Lula.
“Somente uma América do Sul integrada poderá ocupar o lugar que merece na economia e na política global. A adesão da Bolívia ao Mercosul representa um passo histórico. O Mercosul se fortalece e nos dá mais autonomia estratégica diante das instabilidades do mercado global”, acrescentou. A Bolívia aderiu ao bloco em 2024.
Lula citou ainda que os dois países enfrentaram ameaças à democracia, citando os ataques de 8 de janeiro de 2023, no Brasil, e a tentativa de golpe militar de 2019, que levou à renúncia de Evo Morales, e a tentativa golpista de 2024, quando militares, com tanques de guerra, invadiram a sede do Executivo em La Paz.
“Em ambos os casos, saímos fortalecidos. Nossos países provaram que instituições democráticas e a vontade popular são capazes de superar tentativas de ruptura. O futuro da nossa região depende da nossa capacidade de cooperar. Sem amarras ideológicas, sem ódio e sem violência, construiremos uma América Latina pacífica, integrada e próspera”, afirmou Lula.
No discurso, o chefe do Executivo também defendeu o aumento do fluxo comercial entre os países, que alcançou US$ 2,6 bilhões em 2025, e citou que 120 empresários bolivianos que acompanham o presidente Rodrigo Paz vão participar de um fórum empresarial em São Paulo, nesta terça (17), para discutir oportunidades de negócio. (Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e do Correio Braziliense)
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