“Estou disponível para conversar com qualquer pessoa que sentou na minha cadeira sobre as contas públicas e de qualquer período”, diz o ministro da Fazenda que deixará o cargo esta semana
O tom adotado por Haddad antecipa a guerra de números já esperada na campanha eleitoral deste ano
Foto: Diogo Zacarias/MF
O tom adotado por Haddad antecipa a guerra de números já esperada na campanha eleitoral deste ano. (Foto: Diogo Zacarias/MF)
Prestes a deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se candidatar nas eleições deste ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disparou nas suas redes sociais um desafio a todos os seus antecessores no cargo. Em um vídeo publicado no Instagram com a mensagem “lançado o desafio”, Haddad afirma que está pronto para debater o seu legado no comando da política econômica no mandato Lula 3. O ainda ministro diz ainda que conseguiu reduzir, em dois anos, 70% do déficit primário das contas do governo federal.
“Eu estou disponível para conversar com qualquer pessoa que sentou na minha cadeira sobre as contas públicas e de qualquer período. Eu gosto de um debate. Faz tempo que eu não debato”, afirma.
“O déficit projetado para 2023 de Bolsonaro, dividindo pelo PIB do ano, foi superior a 1,6% do PIB. Chama qualquer um para sentar comigo em que auditório for, para discutir as contas que eu recebi. Quanto foi o déficit do ano considerando todas as exceções [às regras do arcabouço fiscal]? 0,48% do PIB.”
O tom adotado por Haddad antecipa a guerra de números já esperada na campanha eleitoral deste ano à Presidência da República e também ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Espera-se um foco na comparação do desempenho das contas públicas durante a gestão de Haddad e de Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro (PL).
A pedido de Lula, Haddad deixa o cargo nesta semana para concorrer ao governo de São Paulo contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ajudar a puxar votos para o presidente na eventual disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do ex-presidente.
Embora assuntos econômicos considerados técnicos como superávit primário, Orçamento da União, regras fiscais e dívida pública não sejam temas que atraiam a atenção do eleitor comum, costumam ser usados como arma nas campanhas para fustigar adversários.
Em 2022, Bolsonaro perdeu votos por conta do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária) de 2023, que Guedes enviou ao Congresso com cortes elevados de verbas de programas importantes, como o Farmácia Popular. Nas últimas duas semanas, a Folha procurou todos os ministros da Fazenda desde Pedro Malan, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas eles não aceitaram falar publicamente sobre o desafio de Haddad ou não responderam ao pedido da reportagem.
Nos bastidores, ex-ministros de governos não petistas criticam a alta da dívida pública e pouco empenho em cortar despesas. Alvo principal das críticas de Haddad, Guedes evitou ao longo do terceiro mandato de Lula entrar em brigas públicas sobre finanças. Ao lado do ex-secretário especial de Fazenda Waldery Rodrigues, Guedes vai lançar nos próximos meses, em plena campanha eleitoral, o livro “O Caminho da Prosperidade”, com números e estatísticas do período de 2018 a 2022.
Guedes tem sido citado como guru de Flávio Bolsonaro nas eleições. Em evento no início deste mês, ele declarou “apoio total” se Flávio ganhar as eleições. O ex-ministro também voltou a conversar com o seu antigo desafeto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), hoje coordenador da pré-campanha presidencial do filho do ex-presidente. Marinho foi secretário de Previdência de Guedes, mas os dois entraram em rota de colisão em boa parte da gestão de Jair Bolsonaro. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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O tom adotado por Haddad antecipa a guerra de números já esperada na campanha eleitoral deste ano
Foto: Diogo Zacarias/MF
O tom adotado por Haddad antecipa a guerra de números já esperada na campanha eleitoral deste ano. (Foto: Diogo Zacarias/MF)
Prestes a deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se candidatar nas eleições deste ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disparou nas suas redes sociais um desafio a todos os seus antecessores no cargo. Em um vídeo publicado no Instagram com a mensagem “lançado o desafio”, Haddad afirma que está pronto para debater o seu legado no comando da política econômica no mandato Lula 3. O ainda ministro diz ainda que conseguiu reduzir, em dois anos, 70% do déficit primário das contas do governo federal.
“Eu estou disponível para conversar com qualquer pessoa que sentou na minha cadeira sobre as contas públicas e de qualquer período. Eu gosto de um debate. Faz tempo que eu não debato”, afirma.
“O déficit projetado para 2023 de Bolsonaro, dividindo pelo PIB do ano, foi superior a 1,6% do PIB. Chama qualquer um para sentar comigo em que auditório for, para discutir as contas que eu recebi. Quanto foi o déficit do ano considerando todas as exceções [às regras do arcabouço fiscal]? 0,48% do PIB.”
O tom adotado por Haddad antecipa a guerra de números já esperada na campanha eleitoral deste ano à Presidência da República e também ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Espera-se um foco na comparação do desempenho das contas públicas durante a gestão de Haddad e de Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro (PL).
A pedido de Lula, Haddad deixa o cargo nesta semana para concorrer ao governo de São Paulo contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ajudar a puxar votos para o presidente na eventual disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do ex-presidente.
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Em 2022, Bolsonaro perdeu votos por conta do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária) de 2023, que Guedes enviou ao Congresso com cortes elevados de verbas de programas importantes, como o Farmácia Popular. Nas últimas duas semanas, a Folha procurou todos os ministros da Fazenda desde Pedro Malan, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas eles não aceitaram falar publicamente sobre o desafio de Haddad ou não responderam ao pedido da reportagem.
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Guedes tem sido citado como guru de Flávio Bolsonaro nas eleições. Em evento no início deste mês, ele declarou “apoio total” se Flávio ganhar as eleições. O ex-ministro também voltou a conversar com o seu antigo desafeto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), hoje coordenador da pré-campanha presidencial do filho do ex-presidente. Marinho foi secretário de Previdência de Guedes, mas os dois entraram em rota de colisão em boa parte da gestão de Jair Bolsonaro. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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