Defesa relata pressão sobre juiz no dia em que banqueiro foi preso. (Foto: Reprodução)
Diálogos rastreados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que seu então advogado Walfrido Warde fez contato telefônico diretamente com o juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília, Ricardo Leite, horas antes do cumprimento da primeira prisão do dono do Banco Master – determinada por Leite em 17 de novembro do ano passado. Warde enviou a Vorcaro imagens da sua conversa com o juiz às 18h08, e escreveu: “Estamos infernizando o cara”.
Para a Polícia Federal, a cronologia das conversas do banqueiro no dia da prisão e nas semanas anteriores mostra que Vorcaro recebeu, por “meios ilícitos”, informações dos procedimentos internos de fiscalização do Banco Central envolvendo o Master e do inquérito sigiloso que corria na Justiça de Brasília, atuando, por meio de seu advogado, para tentar impedir a própria prisão e fugir do País. Na ocasião, o banqueiro foi preso quando embarcava, em Cumbica, em um voo para o exterior.
Daniel Vorcaro tomou conhecimento prévio da futura operação policial, por meios ilícitos, seja através de servidores do BC, seja através de contato proveniente de Walfrido Warde. Então, passa a atuar em prol de sua defesa, visando frustrar a efetividade da atuação policial”, escreveu a PF, em trecho de relatório obtido pelo Estadão.
Esses fatos foram informados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que decretou a segunda prisão preventiva do empresário, cumprida na semana passada. Ontem, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter Vorcaro na prisão.
Em nota, o escritório Warde Advogados afirmou que advogou em favor de Vorcaro e do Master “absolutamente dentro da lei”. “Jamais participou de atos de obtenção de dados cobertos pelo sigilo legal ou policial”, diz nota enviada à reportagem. Já a defesa de Vorcaro afirmou que “entende que não cabe comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”. “Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração. Além disso, a comunicação entre cliente e advogado é protegida por prerrogativa legal e constitui garantia essencial do direito de defesa.”
Da primeira vez, Vorcaro chegou a ficar 12 dias preso, tendo sido solto por ordem do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1). Nessa decisão, a desembargadora Solange Salgado entendeu que a viagem ao exterior estava fundamentada e não foi uma tentativa de fuga – Vorcaro alegara que iria acertar os detalhes de venda do Master a interessados estrangeiros. Após colher os novos elementos, porém, a PF disse a Mendonça que os diálogos corroboravam a suspeita inicial de fuga e que, por isso, indicavam a revisão da decisão do TRF-1. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
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Em mensagem rastreada pela Polícia Federal, advogado do dono do Banco Master diz que estava ‘infernizando” o juiz
Defesa relata pressão sobre juiz no dia em que banqueiro foi preso. (Foto: Reprodução)
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Daniel Vorcaro tomou conhecimento prévio da futura operação policial, por meios ilícitos, seja através de servidores do BC, seja através de contato proveniente de Walfrido Warde. Então, passa a atuar em prol de sua defesa, visando frustrar a efetividade da atuação policial”, escreveu a PF, em trecho de relatório obtido pelo Estadão.
Esses fatos foram informados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que decretou a segunda prisão preventiva do empresário, cumprida na semana passada. Ontem, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter Vorcaro na prisão.
Em nota, o escritório Warde Advogados afirmou que advogou em favor de Vorcaro e do Master “absolutamente dentro da lei”. “Jamais participou de atos de obtenção de dados cobertos pelo sigilo legal ou policial”, diz nota enviada à reportagem. Já a defesa de Vorcaro afirmou que “entende que não cabe comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”. “Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração. Além disso, a comunicação entre cliente e advogado é protegida por prerrogativa legal e constitui garantia essencial do direito de defesa.”
Da primeira vez, Vorcaro chegou a ficar 12 dias preso, tendo sido solto por ordem do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1). Nessa decisão, a desembargadora Solange Salgado entendeu que a viagem ao exterior estava fundamentada e não foi uma tentativa de fuga – Vorcaro alegara que iria acertar os detalhes de venda do Master a interessados estrangeiros. Após colher os novos elementos, porém, a PF disse a Mendonça que os diálogos corroboravam a suspeita inicial de fuga e que, por isso, indicavam a revisão da decisão do TRF-1. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
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