Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País.
Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR
Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País. (Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR)
O custo da cesta básica em Porto Alegre no mês de fevereiro foi de R$ 786,84, uma redução de 1,07% em relação a janeiro. É o que aponta a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgada na última segunda-feira (9).
Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País. O valor é superado por São Paulo (R$ 854,37), onde o conjunto de alimentos é o mais caro do País, seguida por Rio de Janeiro (R$ 817,60), Cuiabá (R$ 810,82) e Florianópolis (R$ 806,33).
Em Porto Alegre, dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: batata (-10,28%), óleo de soja (-5,62%), banana (-3,43%), manteiga (-3,12%), arroz agulhinha (-2,14%), açúcar refinado (-1,72%), tomate (-1,42%), café em pó (-1,24%), farinha de trigo (-0,72%) e carne bovina de primeira (-0,64%). Outros três produtos apresentaram elevação: feijão preto (5,49%), leite integral (1,78%) e pão francês (0,85%).
Em Porto Alegre, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-31,50%), feijão preto (-28,95%) e o leite integral (-12,45%). Também tiveram redução de preço a manteiga (-3,80%), açúcar refinado (-3,18%), óleo de soja (-2,35%), farinha de trigo (-1,20%) e banana (-0,78%). Registraram elevação o tomate (48,40%), café em pó (18,29%), pão francês (4,75%), carne bovina de primeira (3,03%) e batata (1,89%).
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica: batata (-20,25%), óleo de soja (-9,71%), banana (-6,80%), arroz agulhinha (-5,30%), café em pó (-3,69%), manteiga (-2,19%), leite integral (-1,72%), açúcar refinado (-1,30%) e farinha de trigo (-0,48%). Os outros quatro itens apresentaram elevação de preço: tomate (25,86%), feijão preto (6,50%), pão francês (1,44%) e carne bovina de primeira (0,71%).
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 52,48% em fevereiro, frente a 53,05% em janeiro de 2026 e 54,82% em fevereiro de 2025.
Brasil
A maior elevação ocorreu em Natal (RN), onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já a maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).
Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado.
A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada. Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
Com base na cesta mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor vigente no mês passado deveria ser de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes superior ao mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.
Iniciada há 15 meses, obra foi visitada nessa quarta por comitiva da prefeitura. (Foto Alex Rocha PMPA) Iniciadas em outubro de 2024, seis meses após a enchente do Guaíba em Porto Alegre, as obras de revitalização da orla do bairro Ipanema (Zona Sul) devem ser concluídas até abril. A previsão é da Secretaria de Meio …
Ao todo, os técnicos verificam, em laboratório, dez amostras semanais de cada um dos pontos. Foto: Maria Ana Krack/Arquivo PMPA Ao todo, os técnicos verificam, em laboratório, dez amostras semanais de cada um dos pontos. (Foto: Maria Ana Krack/Arquivo PMPA) Cinco pontos da Orla do Guaíba seguem em condições de receber banhistas entre os bairros …
Executivo da Capital terá que se justificar em até dez dias. (Foto: GAI Midia) O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) notificou a prefeitura de Porto Alegre a prestar esclarecimentos sobre a ausência da reserva de 1% das vagas para pessoas trans e travestis em concurso para o cargo de assistente administrativo. A …
Agentes da EPTC estarão presentes nos locais durante a programação. (Foto: Gustavo Garbino/Arquivo PMPA) Neste sábado (21) e domingo, uma série de eventos esportivos, culturais e religiosos causam impacto ao trânsito em diferentes regiões de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta que motoristas e motociclistas a programarem com antecedência os …
Porto Alegre tem redução de 1% no custo da cesta básica em fevereiro
Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País.
Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR
Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País. (Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR)
O custo da cesta básica em Porto Alegre no mês de fevereiro foi de R$ 786,84, uma redução de 1,07% em relação a janeiro. É o que aponta a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), divulgada na última segunda-feira (9).
Apesar dos dados positivos, a capital gaúcha ficou com a quinta cesta básica mais cara do País. O valor é superado por São Paulo (R$ 854,37), onde o conjunto de alimentos é o mais caro do País, seguida por Rio de Janeiro (R$ 817,60), Cuiabá (R$ 810,82) e Florianópolis (R$ 806,33).
Em Porto Alegre, dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: batata (-10,28%), óleo de soja (-5,62%), banana (-3,43%), manteiga (-3,12%), arroz agulhinha (-2,14%), açúcar refinado (-1,72%), tomate (-1,42%), café em pó (-1,24%), farinha de trigo (-0,72%) e carne bovina de primeira (-0,64%). Outros três produtos apresentaram elevação: feijão preto (5,49%), leite integral (1,78%) e pão francês (0,85%).
Em Porto Alegre, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-31,50%), feijão preto (-28,95%) e o leite integral (-12,45%). Também tiveram redução de preço a manteiga (-3,80%), açúcar refinado (-3,18%), óleo de soja (-2,35%), farinha de trigo (-1,20%) e banana (-0,78%). Registraram elevação o tomate (48,40%), café em pó (18,29%), pão francês (4,75%), carne bovina de primeira (3,03%) e batata (1,89%).
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica: batata (-20,25%), óleo de soja (-9,71%), banana (-6,80%), arroz agulhinha (-5,30%), café em pó (-3,69%), manteiga (-2,19%), leite integral (-1,72%), açúcar refinado (-1,30%) e farinha de trigo (-0,48%). Os outros quatro itens apresentaram elevação de preço: tomate (25,86%), feijão preto (6,50%), pão francês (1,44%) e carne bovina de primeira (0,71%).
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 52,48% em fevereiro, frente a 53,05% em janeiro de 2026 e 54,82% em fevereiro de 2025.
Brasil
A maior elevação ocorreu em Natal (RN), onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já a maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).
Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado.
A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada. Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
Com base na cesta mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor vigente no mês passado deveria ser de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes superior ao mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.
Related Posts
Na Zona Sul de Porto Alegre, revitalização da orla do bairro Ipanema deve ser concluída até abril
Iniciada há 15 meses, obra foi visitada nessa quarta por comitiva da prefeitura. (Foto Alex Rocha PMPA) Iniciadas em outubro de 2024, seis meses após a enchente do Guaíba em Porto Alegre, as obras de revitalização da orla do bairro Ipanema (Zona Sul) devem ser concluídas até abril. A previsão é da Secretaria de Meio …
Orla do Guaíba tem cinco pontos próprios para banho em Porto Alegre
Ao todo, os técnicos verificam, em laboratório, dez amostras semanais de cada um dos pontos. Foto: Maria Ana Krack/Arquivo PMPA Ao todo, os técnicos verificam, em laboratório, dez amostras semanais de cada um dos pontos. (Foto: Maria Ana Krack/Arquivo PMPA) Cinco pontos da Orla do Guaíba seguem em condições de receber banhistas entre os bairros …
Prefeitura de Porto Alegre é questionada pelo Ministério Público sobre descumprimento da reserva de vagas para pessoas trans em concursos municipais
Executivo da Capital terá que se justificar em até dez dias. (Foto: GAI Midia) O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) notificou a prefeitura de Porto Alegre a prestar esclarecimentos sobre a ausência da reserva de 1% das vagas para pessoas trans e travestis em concurso para o cargo de assistente administrativo. A …
Eventos alteram o trânsito em diferentes regiões de Porto Alegre neste fim de semana
Agentes da EPTC estarão presentes nos locais durante a programação. (Foto: Gustavo Garbino/Arquivo PMPA) Neste sábado (21) e domingo, uma série de eventos esportivos, culturais e religiosos causam impacto ao trânsito em diferentes regiões de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta que motoristas e motociclistas a programarem com antecedência os …